O texto de hoje é sobre ser mãe, este tema é o mais conhecido por todos nós, que somos filhos de uma ou várias mães e uma boa parte de nós, somos as mães do planeta Terra.

Quando as mães se deparam com as dificuldades no desenvolvimento dos filhos, permeiam sentimentos penosos, tais como, o de não ter obtido êxito e competência no desempenho do papel materno e das frustrações decorrentes do que o filho não poderá realizar. A culpa nasce antes do filho, e para entendê-la é importante conhecer o contexto social e cultural na qual mulher está inserida.

Com o nascimento do filho, nasce uma mãe, que gera impacto na vida da mulher nos aspectos emocional, financeiro, cotidiano e psíquico

O papel da maternidade no passado foi construído como o ideal máximo da mulher, caminho da plenitude e realização da feminilidade, associado a um sentido de renúncia e sacrifícios prazerosos. Por outro lado, atualmente, a mulher passa a ser vista como um indivíduo e não meramente como “mulher-natureza”, ela ingressou no mercado de trabalho e agora é dela a escolha da reprodução com os métodos contraceptivos.

Porém, as expectativas sociais não mudaram, a mãe deve ser perfeita e compreensiva, dando aos filhos um amor incondicional. Assim, só temos uma forma de ser mãe, um estilo de maternidade exclusiva, aprisionada, constituído no seio da família moderna.

Segue exemplos de como a mídia determina o papel, a responsabilidade das mães na criação seus filhos e que quando o filho não responde à altura do que é esperado pela sociedade, este fracasso está associado ao da mãe nessa criação.

O primeiro exemplo vem da emissora BBC que disseminou em 1997, ao criticar num filme as mães que trabalham e deixam seus rebentos na creche todos os dias. Na época, a emissora ainda divulgou nos jornais que “filhos de mães que trabalham não conseguem chegar à faculdade” (FORNA, 1999).

Outro exemplo, em uma outra revista, desta vez nova-iorquina, abriu uma reportagem intitulada “Cuidados Perigosos”, advertindo os pais acerca da ameaça à segurança de crianças que ficam aos cuidados de outros. Com isso, se inculca nas mães sua fundamental presença para que seu filho cresça seguro e saudável. No entanto, sabemos que muitas mães precisam trabalhar, a despeito do crescimento pessoal, o que gera culpa (FORNA, 1999).

Que neste dia 13 de maio, nós mães, possamos compreender que não temos controle pelos sucessos e insucessos dos nossos filhos. Que fazemos e decidimos o melhor que podemos naquele momento. Que além de ser mãe, de amar, curtir, se realizar com seus filhos, também é permitido sentir cansaço, raiva, falta de paciência, desilusão, tristeza…

Assim, teremos muitas outras formas de sermos mãe, um estilo único, personalizado, a seu modo, onde você é a mãe imperfeita, perfeita, para seu filho imperfeito, como dizia o poeta Cazuza: “Nossos destinos foram traçados na maternidade”. Uma maternidade livre, solta, onde não há certo nem errado, e sim uma constante construção.

Ter a certeza que mãe erra muito e não se culpar por isso e nem aquilo. Assuma suas responsabilidades e escolhas e tenha paz.

O que seu filho mais deseja é te ver feliz e realizada.

Por mais mães imperfeitas! Por mais mães sem culpas! Por menos cobranças e mais entendimentos!

Um feliz REAL dia das mães!
Thelma.