Cristina Lima

About Cristina Lima

Psicóloga e Pós-graduada em Avaliação Psicológica. Psicoterapeuta com atuação em Avaliação Psicológica e Orientação profissional, incluindo aposentados com uma proposta de construção de um novo projeto de vida sustentado pela promoção do autoconhecimento, ressignificação e descobertas de novas competências, diante da nova fase da vida e a partir dela.
Pós-Graduanda em Avaliação Psicológica – IPOG – Instituto de Pós- Graduação e Graduação (2016 – 2018). Graduada em Psicologia – Universidade Estácio de Sá – UNESA (2012-2016).

Misoginia e Sexismo com pitadas de psicopatia

By |2019-04-04T18:05:45-03:00abril 10th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

Há tantos misóginos, sexistas e machistas no mundo quanto grãos de areia na praia. Há misóginos orgulhosos que estufam o peito, como por exemplo, o policial militar paulista, que durante o Carnaval e dentro da Delegacia de Polícia, diante das reclamações de foliões sobre as agressões sofridas gratuitamente, com bombas de efeito moral, jatos de gás lacrimogêneo e balas de borracha, gritou para uma reclamante –, “abaixa o dedo mulher, não aponta o dedo aqui não, eu não tenho cerimônia de quebrar a cara de mulher não”. Um policial militar, que é um servidor público e sua principal função seria à de proteger as pessoas. Nesse infeliz exemplo, temos um misógino com muito orgulho e com pitadas de psicopatia.

Também há misóginos, sexistas e machistas enrustidos, que vivem “dentro do armário”; são homens que assistem agressões como essas e não fazem nada para evitar as vias de fato. Homens que dizem: “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, “a mulher é dele, eles que se entendam”, “ele, pode não saber porque está batendo, mas ela sabe, porquê está apanhando”.

“O psicopata pode, por exemplo, achar que não há nada de errado em dizer a uma mulher ‘Eu te amo’ logo depois de bater nela. Ou dizer a alguém ‘Eu precisei dar uma surra nela para ela não sair da linha, mas ela sabe que eu a amo”, trechos do livro “Sem consciência” (2013), de Robert D. Hare, Psicólogo canadense e criador da Psychopath Checklist, Revised, PCL-R (Avaliação de Psicopatia),

Doenças e seus ganhos secundários

By |2019-03-14T10:41:35-03:00março 16th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , |

Ganhos secundários são as consequências que acompanham situações nas quais indivíduos por ocasião de uma doença ou simulação de uma, recebem um tipo de atenção que até aquele momento não tinham. É um movimento tão sutil a priori que na maioria dos casos não é percebido pelo indivíduo que está doente ou passando por uma situação negativa; o que torna mais provável a repetição desse comportamento.

Um comportamento que é aprendido ainda na infância. Um exemplo clássico: uma criança acorda com febre e tosse num dia frio de inverno, está chovendo e ventando lá fora; a mamãe cuidadosa e diligente, mede a temperatura e constata que seu pequeno está realmente com febre; sua primeira decisão, é que ele não irá para a escola, ficará de cama sendo medicado e recebendo atenção redobrada. A criança além dos cuidados para a recuperação de sua saúde, também receberá os benefícios implícitos e explícitos dessa relação, transformando uma situação negativa (a doença), em algo positivo (amor, carinho e atenção redobrada); e isso, é um estimulante para reforçar e incentivar esse tipo de comportamento. Por isso, é inconsciente, isto é, a princípio o indivíduo não tem consciência que está recebendo algo em troca, por estar doente.

É errado? Não, nem pecado. Diferentemente de várias denominações religiosas, a Psicologia não quer punir e muito menos julgar o ser humano; a Psicologia como ciência e profissão, estuda profundamente os fenômenos que envolvem os comportamentos e seus “gatilhos” ativadores, para a partir desse entendimento usar a Psicoeducação, para informar e

A Sutil Arte de Saber Dizer Não

By |2019-02-13T09:46:02-03:00fevereiro 13th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , |

A arte de saber ignorar supõe, muitas vezes, nos afastarmos de certas situações e inclusive pessoas. Portanto, ignorar é aprender a dizer não; é priorizar as coisas que realmente são importantes para você. Entenda que priorizar não é apenas ignorar o que te prejudica; é reorganizar a vida de forma a encontrar espaços próprios para ser autêntico, estar com pessoas que genuinamente lhe são queridas e sentir-se feliz. A propósito, ser feliz, ou perceber-se feliz, é um estado subjetivo, ou seja, é algo pertinente ao sujeito, é um sentimento individual, particular – é uma escolha pessoal. Ser feliz, é acima de tudo, um ato de coragem! E para isso, é necessário adquirir um olhar mais positivo e também mais realista das pessoas e das situações nas quais você está envolvido. Então, desenvolver o autoconhecimento (conhecimento de si) é de fundamental importância para esse processo, que é gradual e está em constante transformação, como o exemplo da Lei de Lavoisier, postulada em 1785 pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794), a Lei da Conservação das Massas. Considerado o Pai da Química Moderna, segundo ele: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

“A felicidade acontece quando, o que você pensa, o que você faz e diz estão em harmonia” (GANDHI, 1868-1948). Em outras palavras, é ser coerente com o que você pensa, faz e sente; é ser honesto com você, antes de tentar uma suposta honestidade com o outro. E para isso se tornar realidade, é preciso criar estratégias

Feminicídio e Anomia Social

By |2019-01-30T11:02:36-03:00janeiro 30th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

“Um País se faz com homens e livros” Monteiro Lobato (1882-1948); eu acrescentaria a essa frase do escritor brasileiro a palavra mulheres, para uma atualização do pensamento do século passado para o atual e a comporia assim, “Um País se constrói com homens, mulheres e livros”. Resumindo essa frase em uma palavra, seria: Educação. Para todos os membros da sociedade com as mesmas oportunidades e direitos. Isto é, equidade. Entende-se equidade social, como um conjunto de práticas que tem como objetivo derrubar todas as barreiras sociais, culturais, econômicas e políticas que impliquem em exclusão ou desigualdade. Também acrescentei a palavra construção, pois me remete à um processo que é gradual no tempo e espaço, e que toma para si, homens e mulheres, a responsabilidade do fazer, e não do “País” que se faz.

Uma nação que pretende ser “Grande”, competitiva no mercado exterior, desburocratizar o sistema, tirar o país da idade média e crescer, precisa primeiro, pensar seriamente em Educação; não há na história conhecida da humanidade, desenvolvimento sem educação de seu povo, revolução industrial sem o aprimoramento de sua mão de obra, descobertas científicas em todos os campos, sem o investimento sério e pesado na capacitação dos envolvidos no processo. Uma nação para ser grande, precisa pensar grande, precisa construir seu futuro com as bases sólidas no conhecimento, na educação formal, no incentivo à pesquisa, ao desenvolvimento intelectual e moral de nossas crianças. Na construção civil nada é mais emblemático do que a máxima: conhecemos um prédio sólido por seus

Toc, Toc, Toc.

By |2019-01-08T17:15:12-03:00janeiro 8th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: |

Quem bate?… É o Transtorno Obsessivo Compulsivo! Vá embora! estou muito ocupada, arrumando e organizando a casa, não tenho tempo para visitas. Esse diálogo, poderia ter sido extraído do livro “A menina que organizava”, de Eve Ferretti e Fabiola Werland (2016), que conta a história de uma menina cuja obsessão por limpeza e organização a privou de levar uma vida socialmente produtiva e feliz. Ou do personagem Abel (o coelho), do desenho infantil “Winnie-the-Pooh” – Disney (1926), e mais conhecido como o “Ursinho Pooh”. O escritor inglês A. A. Milne (1882-1956), construiu seus personagens, inspirado nas histórias e vivências de seu filho Christopher Robin e seu ursinho de pelúcia Winnie, que mais tarde seria mundialmente conhecido como “Ursinho Pooh”.

Existem grupos de estudiosos que acreditam que os personagens do desenho, tenham sido inspirados em transtornos mentais. Será mesmo? Vamos analisar Abel, o coelho; ele precisa ter todas as coisas em seu entorno completamente simétricas, organizadas e qualquer interferência nessa ordem o deixa extremamente angustiado e irritado. Sua preocupação exagerada com a organização, faz com que, conte, reconte, organize, reorganize tudo e todos em sua vida. Caso, algo esteja fora do lugar ou ordem previamente estabelecida por ele, todos irão sentir sua ira; e por fim, Abel tem tendência a sentir-se extraordinariamente importante e super valorizar seu sistema de crenças. Sim, esses comportamentos correspondem ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5ª edição, o Transtorno Obsessivo Compulsivo é caracterizado pela presença de obsessões e/ou

Doença mental ou possessão demoníaca?

By |2018-11-21T16:54:29-03:00novembro 22nd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: |

Houve um tempo em que ter um entendimento, mesmo que pequeno por intuição, por experiência ou adquirido por antepassados, como por exemplo, identificar plantas para fins medicinais, ter conhecimento sobre os benefícios das ervas para o tratamento de enfermidades físicas como dores de cabeça, cólicas, urticárias, diarreia, dor de dente, etc., sem o consentimento das instituições e autoridades da época, era uma faca de dois gumes; como diz o dito popular, em outras palavras, é quando algo que o sujeito tenha feito de boa vontade, tem o efeito contrário ao esperado, ou mesmo um efeito prejudicial. Esse tempo era a idade média, mais precisamente na metade do século XV, onde deu-se o início à caça às bruxas, e, seu apogeu nos séculos XVI e XVII. Segundo Natália Petrin, a caça às bruxas aconteceu principalmente em Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Alemanha (e em algumas colônias na América). A perseguição acontecia devido à crença de que era necessário punir bruxas que supostamente praticavam rituais e curandeirismo. Estima-se que entre os séculos XV e XVIII, tenham acontecido entre 40 mil e 100 mil execuções por bruxaria.

Segundo Leandro Vilar (2017), desde que a Igreja Romana passou a expandir seus domínios e influência sobre a Europa a partir do século IV, o clero esbarrou em diferentes práticas mágicas e religiosas, pois a Europa era um continente pagão (ainda não cristianizado), mas à medida que o tempo foi passando e o processo de cristianização avançando de forma ora pacífica, ora agressiva, levou muito tempo para

Transtornos da Personalidade e as redes sociais

By |2018-10-25T11:40:05-03:00outubro 26th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , |

Um transtorno da personalidade é um padrão persistente de emoções, cognições e comportamentos que resulta em um sofrimento emocional duradouro para a pessoa afetada e/ou para outros e pode causar dificuldades no trabalho e nos relacionamentos, é um padrão de comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo (American Psychiatric Association, 2013). Todavia, é possível que indivíduos com transtornos da personalidade não experimentem nenhum sofrimento subjetivo, no entanto, as ações do sujeito com transtorno podem causar sofrimentos a outras pessoas. Isso é particularmente comum no transtorno da personalidade antissocial, onde há uma evidente desconsideração aos direitos de outras pessoas e à ausência de remorso (HARE, NEUMANN & WIDIGER, 2012). O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5ª edição, lista dez transtornos da personalidade específicos, mas iremos nos deter no transtorno da personalidade antissocial, por ser um padrão de comportamento de desrespeito e violação dos direitos dos outros. E motivo pelo qual escrevo este artigo.

Indivíduos com transtorno da personalidade antissocial frequentemente carecem de empatia e tendem a ser insensíveis, cínicos e desdenhosos em relação aos sentimentos, direitos e sofrimentos alheios. Podem ser excessivamente obstinados, autoconfiantes ou convencidos. Como por exemplo os indivíduos que usam as redes sociais para destilar o ódio, criar teorias da conspiração, criar e divulgar perfis e notícias falsas sobre pessoas, personalidades públicas e/ou instituições. A característica essencial desse transtorno é um padrão difuso de indiferença e violação dos direitos dos outros, o qual surge na infância ou no início da adolescência