Ingrid Grandini

Sobre Ingrid Grandini

Paulistana e estudante de Direito da UFRJ, sou atriz e amante da arte, seja, cinema, televisão, música, literatura. Se identificado como "arte", me apaixono facilmente. Tento trazer para os que estão à minha volta a magia da arte brasileira.

BAO

Por |2018-07-23T10:24:48-03:00julho 26th, 2018|Categories: Curiosidades|Tags: , , |

“Os Incríveis 2” estreou dia 28 de junho e entre os trailers, propagandas e o início do filme propriamente dito algo que ninguém sabia o que era apareceu. Propaganda? Trailer? Não. Está longo demais. É UM CURTA! “Ah, que bonitinho ela adotou uma comida que ganhou vida”. “MEU DEUS ELA COMEU O FILHO!”. O que que está acontecendo? Gente. Espera. Uffa, era uma metáfora. MEU DEUS É UMA METÁFORA. Vou chorar. chorei.

Foram essas as frases que eu e meus três amigos que me acompanhavam soltávamos enquanto estávamos assistindo ao curta-metragem “​Bao”. 

O curta é dirigido por Domee Shi, primeira mulher a comandar um curta-metragem da famosa Pixar. “Bao” tem dois significados, segundo a diretora em entrevista para a EW (http://ew.com/movies/2018/03/30/pixar-bao-first-look/). O primeiro é “pãozinho cozido no vapor” e o segundo é “precioso, tesouro”. Baseada em sua própria história de vida, Shi trouxe para a animação o duplo sentido da palavra: em pouco mais de 7 minutos ela traz às telonas a relação mãe-filho e as dificuldades que pais imigrantes possuem ao criar seus filhos em duas culturas diferentes.

O filme não tem falas e mesmo assim consegue levar o público infantil e adulto às lágrimas. De certo muitos ali se viram naquelas cenas. O pequeno pãozinho chinês e sua mãe possuem uma história universal e de fácil identificação de qualquer público mostrando os pais que fazem de sua para proteger os filhos e as tentativas dos filhos de trilharem o seu próprio caminho.

Sei que esse

14. QUATORZE. QUA-TOR-ZE. A-N-O-S.

Por |2018-07-18T09:24:51-03:00julho 18th, 2018|Categories: Moda|Tags: , , |

14 anos foi o tempo de espera que os fãs do Beto Pêra tiveram que esperar para ter uma continuação da história. Claramente não só fãs do Beto, mas da Família Pêra toda. Não é à toa que depois de 5 dias da estreia brasileira de “Os Incríveis 2” a sessão que eu acompanhei estava repleto de (jovens) adultos ansiosos para ver o que ia acontecer com nossos super-heróis depois de serem declarados ilegais. Essas pessoas tinham por volta de seus 10 anos quando assistiram ao primeiro longa-metragem da sequência.

Eu mesma tinha… sete anos! Isso mesmo. SETE ANOS. Em uma conta rápida (não necessariamente fácil) hoje tenho 21 anos. 14 anos é muita espera. Até a ex-criança mais paciente do mundo estava ansiosa. A paixão é tão grande que eu fiz o aniversário de 1 ano do meu irmão caçula ser dos Incríveis – 2013 – (ele era igualzinho o Zezé, seria até hoje, caso o Zezé não continuasse um bebê e ele crescido como toda criança).

Enfim, passados os 14 anos (sei que estou repetindo muito esse número, mas é para deixar bem marcado que foram 14 anos), chegou às telonas dos cinemas o tão esperado “Os Incríveis 2” e existem poucas sequências de filmes que são bons em todos os seus números (“Toy Story” é o maior exemplo que temos disso). Os Incríveis 2 não deixou nada a dever diante do primeiro filme.

A atenção é prendida do começo ao fim. O filme se inicia com a aparente decadência dos

FARIAS, Roberto. “Uma vida dedicada ao cinema”.

Por |2018-06-06T08:17:17-03:00junho 6th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , |

Em meio a um mês de maio muito tumultuado e um semestre sobrecarregado, chego atrasada para homenagear Roberto Farias, mas homenageio. Antes tarde do que nunca.

14 de maio foi mais uma segunda-feira, dessa vez mais triste do que o normal. Em meio a um dia nublado, recebi a notícia do falecimento de Roberto Farias. Logo eu, fã do cinema brasileiro e que estagiou durante um tempo na Agência Nacional do Cinema.

Não tem como falar de cinema no nosso país sem o associar ao Roberto. O sobrenome “Faria(s)” é muito importante para o audiovisual brasileiro e, seja nas telinhas ou nas telonas, sempre se fez presente. É impossível traçar a história dos nossos filmes e desvinculá-la desse sobrenome.

Eu mesma me apaixonei pelo cinema brasileiro com o chamado “Cinema Novo”, que tem como um de seus principais expoentes o filme “Pra Frente, Brasil!”, dirigido por Roberto Farias. Uma das aulas mais emocionantes da minha vida no ensino médio foi a de “produção cultural brasileira”. Lembro-me até hoje do professor sinalizando o nome de Roberto em todas as “escolas do audiovisual”. Confesso que me orgulhei.

Entre os extremos das chanchadas (onde estreou como diretor em “Rico Ri à Toa”), o realismo e a ousadia do Cinema Novo, Roberto estava lá.

Neste momento, não nos resta muito além de agradecer por tudo o que Roberto fez pelo nosso audiovisual desde sempre, para a televisão e para o cinema. Quem perde é o cinema, quem perde é o cinema brasileiro.

 

À família as condolências e o meu carinho.

Ao

Tributo à Carrero

Por |2018-03-12T11:14:02-03:00março 14th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , |

Faleceu no último dia 3 a atriz Maria Antonieta Portocarrero Thedim, Tônia Carrero. O mundo cênico brasileiro chora! Tônia entrou na minha vida em 2004 com Senhora do Destino (último trabalho na TV da atriz), novela de Aguinaldo Silva, reprisada recentemente no Vale a Pena Ver de Novo. Posteriormente a atriz ainda fez participações no cinema e no teatro.

Eu não posso dizer que acompanhei a carreira de Tônia porque como vocês sabem eu nasci em 1997, quando ela fez a sua última novela eu tinha apenas 7 anos. Ela ressurgiu na minha vida em 2013, quando o público elegeu “Água-Viva” (1980) como a nova reprise do Canal Viva. Foi aí que me apaixonei por Stella Simpson, pela beleza de Tônia e pelo seu grandioso talento. Gilberto Braga, o autor da novela, aparentemente escreveu Stela para Tônia, caiu feito luva, e como consequência da perfeição veio o Prêmio APCA 1980 – Associação Paulista de Críticos de Arte – como melhor atriz de televisão.

Nesse post eu vou me ater a comentar sobre Stella Simpson e a interpretação que Tônia deu a esta personagem porque, salvo engano, não vi outros trabalhos da atriz por inteiro, sempre cenas soltas – e diga-se de passagem, maravilhosas – ao lado de Paulo Autran e John Herbert.

A personagem é milionária, boa gente e ajuda todo mundo de qualquer forma que precisar, desde financeiramente

#TurnêCaravanas

Por |2018-03-12T08:19:44-03:00março 12th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , |

Finalmente esse post.

Quem acompanha o blog já sabe (e para quem está começando agora já captar a mensagem) que eu sou fã de Chico Buarque. Vocês podem conferir no meu primeiro post como colaboradora deste espaço.

Depois de 7 anos realizei o sonho de ir a um show de Buarque e o melhor é que fui em dois. Comprei meu  ingresso em outubro, logo nos primeiros minutos de abertura de venda para o show que ocorreria em São Paulo, 04 de março de 2018. Começou a contagem regressiva e a data parecia inalcançável.

Chegou janeiro e minha amiga me deu uma surpresa: um par de convites para o camarote de uma das apresentações no Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2018. A emoção foi tanta que eu fui fantasiada de Chico Buarque (eu digo que eu visto a camisa mesmo). Cheguei lá com o CD na ponta da língua.

Contive o choro que estava eminente após o tocar do terceiro sinal até as notas introdutórias de “Todo Sentimento”. Desabei com gosto e chorei igual um bebezinho. Foram muitas emoções ao mesmo tempo! O fato se repetiu no segundo show que fui, pouco mais de um mês depois. Dessa vez eu estava na cara do palco, praticamente na boca de cena. Foi incrível de ver.

Outra coisa muito destacável é o entrosamento da equipe (aqui incluo os contrarregras). Confesso que ver Chico Batera ali, na minha frente, me deu vontade de gritar. E a presença de Bia Paes Leme no palco. QUE MULHER! Bia

Tag Livros e A Praça do Diamante

Por |2018-02-14T07:33:21-02:00fevereiro 14th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

Organizei minhas contas e realizei um sonho antigo, assinar o Clube de Leitura “Tag Livros – Experiências Literárias” [https://taglivros.com/]. Eu queria fazer parte desse clube desde o momento em que o descobri.

O plano anual custa R$ 62,00 mensais. “Nossa, Ingrid, que caro!”; Não é caro, não, gente. Vale a pena se você curte um livro físico e ainda por cima, assim como eu, ama ver a estante cheia deles! Todo mês vai chegar um livro surpresa na sua casa, um box colecionavel, um marcador de página, uma revista falando sobre o autor, sobre o curador daquele mês e o motivo da escolha do livro – além de uma prévia do livro do próximo mês, possibilitando a troca dele caso você já tenha lido, mas sem revelar o nome – e uma lembrança que tenha a ver com o livro ou com o momento do ano. E por que vale a pena? Por dois motivos. O primeiro deles é que você vai sair da sua zona de conforto de leituras e vai conhecer outros autores, outros gêneros, outros países e outras realidades

Eu, por exemplo, na primeira experiência saí da minha zona de literatura brasileira e biografias e cai de cara em Mercè Rodoreda da Catalunha (Espanha). Nunca tinha ouvido falar dela e a minha primeira caixa trouxe ela, a Guerra Civil Espanhola e “A Praça do Diamante”. O segundo motivo é a estética. O

Clara Nunes voltou e “Corta!” também!

Por |2018-02-09T16:38:31-02:00fevereiro 12th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , |

Em junho de 2017 o Teatro Clara Nunes, localizado no 3º piso do Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, veio às chamas, interrompendo suas atividades, a temporada do espetáculo “Corta!” e impedindo a estréia de “Super Moça”.
Sete meses depois Clara Nunes ressurgiu das cinzas. Com uma nova fachada e o interior reformado, ele voltou lindo e trazendo de volta a querida “Corta!”, com Beto Carramanhos e Dadá Coelho. A produção teve seus cenários compostos por painéis gigantescos com os retratos de divas como Liza Minelli e Marilyn Monroe, destruídos pelo fogo que teve início nas poltronas.

(Imagens de divulgação)

Eu tive a honra e o prazer de estar presente na reabertura dessa sala incrível, que trouxe momentos inesquecíveis para a minha vida e na reestreia emocionante desse espetáculo.

A peça é composta por duas personalidades: Dadá Coelho (“Ali Dadá e as 40 confissões”) e Beto Carramanhos (famoso visagista que faz sua estréia nos palcos já sendo indicado ao Prêmio Shell de Teatro). Ambientado num salão de beleza, traz no roteiro as experiências do próprio Beto dentro do estabelecimento.

Além disso, existe uma terceira personagem por sessão: uma espectadora. Isso mesmo! Beto escolhe alguém da platéia (previamente pela página da Facebook https://www.facebook.com/comediacorta) para ter suas madeixas cortadas DE VERDADE em cima do palco. A pessoa escolhida é transformada em parte do elenco. Que sorte a dela! Outras personagens importantes são as perucas de Beto que dão um glamour à parte para a produção trazendo

Fala Sério, Mãe!

Por |2018-01-22T10:56:08-02:00janeiro 24th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , |

Mais um filme brasileiro explodindo nas telas do cinema! Amém! Salve o Cinema BR! Dessa vez Ingrid Guimarães (do sucesso “De Pernas para o Ar”) e Larissa Manoela (de “Meus 15 anos”), ícones de suas gerações, foram unidas pela direção de Pedro Vasconcelos (“Dona Flor e Seus Dois Maridos”) e trouxeram ao cinema um clássico da obra infanto-juvenil brasileira, “Fala Sério, Mãe!”, de Thalita Rebouças.

Eu sou absolutamente incapaz de descrever a minha felicidade ao ver uma obra de Rebouças ganhando uma versão audiovisual. Eu, com meus 20 anos, tive Thalita como nome favorito na minha estante de livro por anos e anos! Eu li (quase) todos. Eu me identificava com todos! Parecia que em cada livro eu estava dentro. Meu primeiro livro dela foi “Tudo por um pop-star” (curiosamente também foi o primeiro livro dela escrito para o público adolescente), transformado em musical em 2012 – tive a honra e o prazer de assistir – e está prestes a estrear no cinema. Eu me identifiquei muito nesse livro pois conta a história de três amigas que fazem de tudo para conseguir um momento ao lado dos ídolos – a banda Slavabody Disco Disco Boys”. Como não é segredo para ninguém eu também faço de tudo para ter um momento ao lado dos meus ídolos.

Enfim, fui crescendo e deixando a leitura de Rebouças de lado. Mas, certamente, ocupa um espaço bem importante da minha vida como leitora. Digamos, fez a minha base junto com Cervantes (do meu amado e idolatrado “Dom

Pega Pega, e a volta do humor as 19 horas

Por |2018-01-22T10:53:41-02:00janeiro 22nd, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , |

O horário das 19 horas da Globo sempre é lembrado como o horário das tramas leves, fáceis e que arrancam o riso do telespectador, muito pelo serviço prestado por Silvio de Abreu (“Guerra dos Sexos” e “Cambalacho”) e Cassiano Gabus Mendes (“TI TI TI”, “Brega e Chique” e “Que Rei Sou Eu?”) nos anos 80. “Pega Pega”, assinada pela estreante na carreira solo, Claudia Souto com direção de Luiz Henrique Rios, cumpriu o papel e fez subir os números do ibope da emissora.

A trama se desenrolou em torno do roubo de 40 milhões de dólares pertencentes à venda do fictício (mas não tão fictício assim) Hotel Carioca Palace. O crime teve autoria dos próprios funcionários: Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Aguinaldo (João Baldasserine).

Camila Queiroz e Mateus Solano

Inicialmente pautada só, e somente só, no que se refere ao roubo, o protagonismo (pseudo) de Luiza (Camila Queiroz) e Eric (Mateus Solano) caiu por terra – ainda mais com a falta de química apresentada imediatamente pelos atores-, e tornou a trama exaustiva. Não houve construção alguma de história para esse amor e isso não se relaciona com a diferença de idade dos intérpretes. Além disso, os motivos que levaram a quadrilha a cometer o roubo foram pouco explorados pela autora, deixando a desejar. A paixão descontrolada de Maria Pia (Mariana Santos) por Eric foi levada à chacota durante quase

Star Wars  [com muito spoiller]

Por |2018-01-10T09:16:15-02:00janeiro 10th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , , , |

Eu sou uma completa leiga em Star Wars, mundo nerd e qualquer coisa que envolva esse tema, mas creio que não podia deixar de ter essa resenhazinha aqui – ainda mais fazendo referência direta com Extraordinário. Desta maneira, chamo minha amiga, Karine dos Reis, 23 anos, bióloga e… e… noveleira, além de fã de Star Wars para dizer mais sobre o filme para vocês!

 

 “Help me Obi Wan Kenobi. You’re my only hope.”

 

Hope, ou melhor, esperança é o adjetivo perfeito para descrever Star Wars: Os Últimos Jedi. Como foi dito no clássico epílogo, a Primeira Ordem estava a todo custo tentando destruir a Resistência, mas vimos a General Leia Organa, que apesar de todas as perdas, tentava manter a esperança (mesmo que mínima) e ensinar para o seu impulsivo Comandante Poe Dameron que, às vezes, a gente precisa recuar e que uma vitória com tantas perdas não é uma vitória.

A esperança também estava presente em Rey, que tentara a todo custo fazer com que Luke a ensinasse tudo sobre a Força e os Jedis. Mas encontramos aqui um Luke que tinha se fechado para a Força, que não acreditava mais ser capaz de treinar alguém, uma vez que seu sobrinho Ben Solo, agora Kylo Ren, tinha destruído todo o templo Jedi, matado e convertido outros Jedis para o lado negro da Força. E como isso dói no Luke, afinal ele era Luke Skywalker, o grande mestre Jedi, uma pessoa que supostamente não deveria falhar.

Por falar em Kylo Ren, percebemos o

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