Thelma Domingues

About Thelma Domingues

Psicóloga (CRP - 05/56218) e Psicopedagoga clínica, graduada em Psicologia e Administração de Empresas, especialista em Psicopedagogia Clínica e Psicopedagogia Institucional e Educação Especial. No Rosa Valente, escreve temas relacionados à sua prática e outros assuntos do cotidiano.

De Setembro a Setembro

By |2018-10-30T10:41:49+00:00novembro 20th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , |

“Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral, cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike e a mensagem foi se espelhando mundo afora”, esse é o motivo da fita ser da cor amarela.

Estamos em novembro, porém devemos continuar falando da prevenção do suicídio todos os meses, pois falar é a melhor solução. Nos últimos anos, estamos perdendo mais jovens, idosos e indígenas de acordo com o Ministério da Saúde. No Brasil, o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens 15 a 29 anos.

Os principais fatores de riscos para a tentativa de suicídio são: quem já tentou anteriormente; por abuso de substâncias; ter entre 15 e 35 anos ou mais de 75 anos; histórico familiar; falta de vínculos sociais e familiares; doenças terminais ou incapacitantes; desemprego; declínio social; divórcio; estresse continuado; extremos monetários; transtornos mentais, entre outros.

Talvez seja mais importante citar o que não se deve fazer e instruir, e assim, ajudar e muito se passar por uma situação como esta. O que NÃO se deve fazer com a pessoa que fala, planeja e tenta o suicídio: Condenar, Banalizar, Dar a sua opinião, Brigar, Estereotipar, Zoar…  

E como ajudar? Escute, incentive a busca de ajuda profissional como o médico psiquiatra e o psicólogo, mantenha o contato, criar uma rede de apoio com amigos e familiares, utilizar o serviço da

Tolerância

By |2018-11-07T09:23:44+00:00novembro 7th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: |

Nesses últimos meses de eleição em nosso país, pude notar a falta de tolerância do nosso povo, entre amigos, pessoas da mesma família, nos campos profissionais e acadêmicos. E é justamente por isso que resolvi escrever sobre o que é e por que ter uma atitude tolerante é importante para as relações humanas.
Tolerância vem do latim tolerare que significa “suportar” ou “aceitar”. Admitir modos de pensar, de agir e de sentir diferentes do seu. Consentir práticas, mesmo quando você desaprova fortemente.
Na sociedade, a tolerância é a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social, que tem uma atitude diferente dos demais. Desta maneira, é garantida a aceitação de diferenças sociais e da liberdade de expressão. Sem a tolerância não conseguimos viver numa sociedade civilizada onde podemos trocar vivências, pensamentos e ensinamentos. Sem a tolerância o povo emburrece e a barbárie, que consiste no caos e desordem, toma conta da sociedade e aos poucos vai desmantelando a cultura.
Qualquer pessoa está autorizada a expressar o que acredita que é verdadeiro, pois a intolerância não pode impor somente a sua verdade. A tolerância não vai contra outras escolhas, pensamentos e até outros candidatos, mas torna amável a convivência.
Instituído pela ONU, o dia 16 de novembro agora representa o Dia Internacional para a Tolerância. Esta é uma das muitas medidas da Organização das Nações Unidas para o combate à intolerância e da não aceitação da diversidade cultural.

“Aceitar-se a si mesmo é um pré-requisito para uma aceitação mais fácil

SOU MAIS QUE UM DIAGNÓSTICO

By |2018-10-15T09:25:36+00:00outubro 15th, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: |

A reflexão deste texto aponta o diagnóstico como sendo uma parte do individuo e não o seu todo. Isso cabe a todos os diagnósticos, em especial nas doenças e transtornos mentais.

O diagnóstico das doenças e transtornos mentais são uns dos mais complexos e difíceis de serem fechados, isso se dá principalmente porque a maioria desses diagnósticos são realizados somente por exames clínicos, sem exames laboratoriais e de imagem como ferramentas para confirmar o diagnóstico. Alguns dos principais sintomas que os pacientes se queixam, se encaixam em diversos transtornos, e assim, por vezes o diagnóstico não se fecha ou fica incompleto. Por fim, a subjetividade humana, que se constitui a partir do desenvolvimento cognitivo, através das experiências vividas, com os conhecimentos construídos, nos tornando seres únicos.

A busca por um diagnóstico pode ser rápida e, por vezes, pode demorar meses e até anos, principalmente quando se trata de crianças. É uma via crúcis, percorrendo consultórios médicos, hospitais, fazendo exames, no encontro de profissionais despreparados e outros tantos caminhos tortuosos. Sem contar o dispêndio excessivo do tempo (sabe-se que o quanto antes começar o tratamento e as intervenções, o prognóstico é bom) e de recursos financeiros.

O sofrimento psíquico é, por vezes, atrelado a dores físicas por conta do adoecimento mental. Sim, os transtornos mentais são doenças! Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma entre quatro pessoas será afetada por problemas mentais ou neurológicos em algum momento de suas vidas. E também a encorajar buscar ajuda de um profissional de saúde

É PRECISO SABER CRESCER

By |2018-10-04T09:13:56+00:00outubro 4th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , |

Cada vez mais estamos diante de um novo fenômeno da adolescência no desenvolvimento humano, compatíveis com as mudanças da sociedade. Atualmente, a adolescência vai até 19 anos, de acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, porém um grupo de cientistas defende a extensão até os 24 anos, para garantir direitos por mais tempo. Mas por outro lado, delongar a adolescência pode infantilizar os jovens. A permanência na casa dos pais engloba os adultos de 25 a 34 anos, o que determina uma “semidependência”, caracterizando a adolescência estendida.

A pergunta que não quer calar: estamos sabendo crescer? Por que os jovens adultos estão tão infantis?

De uma maneira geral, não estamos sabendo crescer, pois desde cedo somos privados de frustração, de receber não e batalhar para alcançarmos nosso objetivo.
Na nossa sociedade é comum um comportamento egocêntrico, ter dificuldade de assumir responsabilidade, há uma facilidade em estabelecer e interromper relações, a imaturidade emocional, entre outros. Os filhos estão sendo criados presos dentro de casa (com medo da violência), com menos relações sociais e os pais, para suprirem a falta, fazem de tudo, oferecendo muitos e muitos brinquedos de custos elevadíssimos, e com a pior de todas as concessões: o “sim!” O poder ilusório que posso tudo. Mesmo os jovens que, embora tenham se esforçado para estudar ou trabalhar, desistiram por causa de barreiras externas, pois não aprenderam a persistir, a criar uma oportunidade e até mesmo ter o discernimento para avaliar e tentar em outro momento propício.
Não tem fórmula mágica, não tem

Esperando sua visita

By |2018-09-04T11:16:04+00:00setembro 6th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: |

Voltando de uma visita em um hospital na Lagoa, do meu amiguinho que havia passado por um procedimento cirúrgico, tive a inspiração para escrever esse texto. Tudo começou quando tive meu primeiro filho e ele precisou passar alguns dias na CTI (Centro de Terapia Intensiva) por conta de uma infecção, foi um grande susto, passei nove longos dias até a alta para casa. A partir dessa experiência, passei a visitar amigas e mães desconhecidas que também passaram por isso. Foram poucas visitas, mas intensas e inesquecíveis.

Depois disso, o mesmo filho, aos cinco anos, teve uma pneumonia agravada por uma crise asmática. Passou dez dias no hospital, sem poder sair da cama. Nessa época, não era só eu que precisava de uma visita, uma oração, meu filho também precisava. Não somos do Rio, apesar de cariocas (rsrs), não tínhamos família aqui, como temos hoje (amigos mais chegados que irmãos).

Lembro com muito carinho de minha mãe e minha tia virem de longe para vê-lo. Ele estava radiante, pois naquele dia teve alta e recebeu as visitas mais que esperadas. Não preciso dizer que essa segunda internação foi determinante para eu começar a visitar crianças. Claro que chego com o “kit hospital” (nome patenteado por uma amiga) no qual a criança recebe uma lembrança para desenhar, pintar, ler… para distrair, pois não aguenta mais assistir TV. Visitei poucas crianças, muito menos do que gostaria e não sei dizer se é mais gostoso para mim ou para elas…

Pude vivenciar a empatia a partir da

Viajar é preciso, viver não é preciso

By |2018-08-07T10:26:40+00:00agosto 7th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , |

O texto de hoje é sobre ter coragem! Como é preciso esse sentimento para poder navegar e se aventurar em tantas águas, mares e profundezas.

Engraçado como fui inspirada a escrever quando estava fazendo umas das coisas que mais gosto: dirigir. Pegar estrada sozinha, com uma boa música, soltando a voz na estrada junto com o meu possante, Rocinante* entramos num estado de sintonia que possibilita voarmos na estrada. Ops! Viajei, voltando…. Enquanto dirigia, percebi o quanto é importante sair da mesmice na vida, sabe aquela coisa de sempre, de todos os dias nos quais representamos papéis como profissional, amiga, mãe, esposa e por aí vai…. Viver consome o tempo, que é raro e valioso.

Viver não é preciso; Viver não é necessário.

Experienciei o que a música de Caetano queria dizer, navegar é preciso, viver não é preciso. Quando jovem não entendia essa frase, me instigava, como viver não era preciso? Fui saindo da minha própria vida, viajar por outros lugares, deliciando e espantando com o improvável, com a surpresa, com a perda, com o não… Posso assim, conhecer o meu “eu”, os meus reais desejos que agora cresce sem pressa e com autenticidade.

Navegar é preciso.

Viajar é criar, experimentar.

Navegar é preciso

Viajar é sentir, aventurar.

Parafraseando o general Pompeu, da Roma antiga, como também o grande poeta, Fernando Pessoa, para os quais a navegação era o principal meio para desbravar mares nunca antes navegados, viajar é a possibilidade de explorar desejos, sonhos e percorrer o aprazível do desconhecido ao se descobrindo.

Viajar é preciso; Navegar

A mãe de todas as culpas

By |2018-07-31T17:23:09+00:00maio 12th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre ser mãe, este tema é o mais conhecido por todos nós, que somos filhos de uma ou várias mães e uma boa parte de nós, somos as mães do planeta Terra.

Quando as mães se deparam com as dificuldades no desenvolvimento dos filhos, permeiam sentimentos penosos, tais como, o de não ter obtido êxito e competência no desempenho do papel materno e das frustrações decorrentes do que o filho não poderá realizar. A culpa nasce antes do filho, e para entendê-la é importante conhecer o contexto social e cultural na qual mulher está inserida.

Com o nascimento do filho, nasce uma mãe, que gera impacto na vida da mulher nos aspectos emocional, financeiro, cotidiano e psíquico

O papel da maternidade no passado foi construído como o ideal máximo da mulher, caminho da plenitude e realização da feminilidade, associado a um sentido de renúncia e sacrifícios prazerosos. Por outro lado, atualmente, a mulher passa a ser vista como um indivíduo e não meramente como “mulher-natureza”, ela ingressou no mercado de trabalho e agora é dela a escolha da reprodução com os métodos contraceptivos.

Porém, as expectativas sociais não mudaram, a mãe deve ser perfeita e compreensiva, dando aos filhos um amor incondicional. Assim, só temos uma forma de ser mãe, um estilo de maternidade exclusiva, aprisionada, constituído no seio da família moderna.

Segue exemplos de como a mídia determina o papel, a responsabilidade das mães na criação seus filhos e que quando o filho não responde à altura do que

Aceitar

By |2018-02-20T11:32:52+00:00fevereiro 20th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim

Fazer Amigos

By |2018-02-01T14:22:20+00:00janeiro 15th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , |

O tema de hoje – fazer amigos – parece fácil, ainda mais para as crianças, mas encontrar amigos é bem mais complicado do que parece. Em meu consultório, por exemplo, é o principal motivo da insatisfação nas crianças. Mas por que os amigos são tão importantes?

São pelos amigos, a amizade, que grandes artistas escrevem poesias, músicas, peças de teatro e filmes que emocionam uma multidão. A amizade é uma das relações interpessoais primordiais para os seres humanos, e desde da infância aprendemos a fazer amigos.

Segundo Carl Rogers, a amizade “é a aceitação de cada um como realmente ele é”. Existe mais amor do que isso?

Voltando para a pergunta que não quer calar, como uma criança faz amigos? A resposta é obvia, brincando. Porém, as crianças não sabem mais brincar. Por onde começar, como brincar? Muitas delas não sabem perder, não persistem, não se frustram, não esperam sua vez, não aceitam o “não”, sempre querem brincar da sua maneira e com suas regras. O brincar faz parte do desenvolvimento infantil, e com a repetição das brincadeiras podemos treinar sentimentos como a imaginação, criatividade, persistência, imitação, atenção, memória, entre outros.

Presas pelas grades de casas, apartamentos e condomínios, com medo do perigo e da falta de segurança, as crianças são impedidas de brincar na rua, no play ou na casa do amigo. Com isso, não conquistam a autonomia necessária para estruturar sua independência. Os filhos são criados dentro de uma “bolha”, controlados pela internet, TV e pelos jogos eletrônicos. Vivem isolados, quando a

Inclusão Escolar

By |2017-12-21T10:05:42+00:00dezembro 22nd, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

O tema de hoje – inclusão escolar – é muito falado, discutido e pouco compreendido.

Se eu pudesse explicar em poucas palavras o que é a inclusão, eu diria: “fazer parte de”. Fazer parte da escola, fazer parte de um grupo de amigos.

A inclusão é uma dicotomia. Todos querem ser aceitos, incluídos, compreendidos e respeitados. Poucos, no entanto, querem aceitar, incluir, compreender e respeitar. A inclusão tem a premissa de aceitar as diferenças do outro.

A escola é o primeiro ambiente social em que a criança tem contato com outros adultos e crianças, além de sua família. Um mundo cheio de maravilhas, regras, amizades, descobertas, aprendizados, medos, frustrações, fracassos, etc. Um mundo para TODOS, mas deliciosamente complicado.

Para mim, todas as crianças são de inclusão! Sem rótulo, sem distinção, apenas com diferenças! Espero que, em um futuro próximo, a sociedade entenda que todos são iguais e que são as diferenças que os tornam únicos. É preciso focar nas capacidades/habilidades das crianças com deficiência e, assim, elas criarão benefícios para a sociedade.

Parece fácil, né? Mas, infelizmente, não é! Na verdade, é muito penoso. O preconceito, a rigidez de pensamento, as crenças, o modelo educacional ultrapassado e a sociedade excludente impedem o movimento da inclusão de fato.

A maioria das escolas se diz inclusiva, mas não tem vaga para novos alunos de inclusão (obrigatório por lei), não disponibiliza a mediadora escolar (obrigatório por lei), os professores e funcionários não recebem instruções nem cursos específicos para saber como lidar com cada aluno e suas necessidades.

Para a maioria