Thelma Domingues

About Thelma Domingues

Psicóloga (CRP - 05/56218) e Psicopedagoga clínica, graduada em Psicologia e Administração de Empresas, especialista em Psicopedagogia Clínica e Psicopedagogia Institucional e Educação Especial. No Rosa Valente, escreve temas relacionados à sua prática e outros assuntos do cotidiano.

Psiquiatria X Psicanálise

By |2019-08-23T10:35:47-03:00agosto 23rd, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , |

O texto de hoje tem a pretensão de falar de maneira simples de como a Psicopatologia e a Psicanálise podem se completar para oferecer um melhor tratamento ao paciente, com o objetivo de minimizar o sofrimento psíquico. O texto será dividido em: o conceito da Psicopatologia; a função da Psicanálise/Psicoterapia, e como e por que se completam.

A Psicopatologia é uma ciência que estuda os transtornos mentais e as alterações que provocam no organismo. Seu objetivo é fornecer a classificação, a referência que se desvia da normalidade e/ou que ocasionam sofrimentos, tidas como expressões de doenças mentais. A partir das classificações dos sintomas, se origina o diagnostico nosológico, que visa explicitar o que o paciente tem em comum com os demais indivíduos incluídos sob a mesma rubrica. O psiquiatra é o especialista que trabalha com a exclusão de outras patologias para fechar o diagnóstico, usando os sintomas descritos nas classificações da psicopatologia.  Assim, temos dois principais classificadores: CID 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e problemas relacionados com a Saúde) e o DSM V (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). É o médico psiquiatra responsável pelo tratamento medicamentoso com os pacientes.

Freud inaugura a psicanálise e com ela a escuta que adquire um lugar central na relação paciente-terapeuta.  Por esta via, tanto as palavras ditas ou as não distas são importantes. Palavras que enganam, mas que abrem um acesso à significação. O paciente chega com palavras que demandam um desejo de ser compreendido em sua dor, o psicoterapeuta/psicanalista escuta as

Psicopedagogia, ensinar e aprender

By |2019-05-03T09:05:09-03:00maio 22nd, 2019|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , |

O assunto de hoje será a Psicopedagogia, uma especialidade da Psicologia e da Pedagogia.

Nas últimas décadas, a Psicopedagogia surgiu para cuidar dos problemas de aprendizagens e para compreender esse processo no sistema de ensino brasileiro, propondo ações preventivas com novas alternativas de ações voltadas para a melhoria da prática pedagógica disseminada nas escolas. A partir de seu surgimento, a Psicopedagogia tem um enfoque preventivo que considera o objeto de estudo da Psicopedagogia o ser humano em desenvolvimento, enquanto educável. Posteriormente, simultaneamente nasce a prática terapêutica, que intervém no processo de ensino aprendizagem, na avaliação e no diagnóstico de possíveis dificuldades patológicas educacionais.

BOSSA (1991) defende que a Psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades internas e externas da aprendizagem, tomadas em conjunto. E, mais procurando estudar a construção do conhecimento em toda a sua complexidade, procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão implícitos.

O psicopedagogo trabalha levando em conta a subjetividade do paciente, as questões que impedem a aprendizagem. Ressignificando conceitos, defesas e reaprendendo a aprender. Promovendo o crescimento moral, a constituição da identidade, o desenvolvimento da autonomia, potencializar suas habilidades e suas inteligências múltiplas.

Conforme fundamentam OLIVEIRA e BOSSA (1997), o trabalho psicopedagógico é orientado pelo processo ensino-aprendizagem, visando favorecer a apropriação do conhecimento no ser humano, ao longo de sua evolução. Esse enfoque terapêutico desenvolve-se na forma individual ou grupal, na área de saúde mental e da educação.

Por fim, o processo de ensino é algo vivo,

Dia das Mães

By |2019-05-07T16:55:02-03:00maio 9th, 2019|Categories: Reflexões|Tags: , , , , |

À minha mãe,

Uma singela homenagem à minha MÃE e todas as mulheres que de alguma forma são mães também. Que esse dia seja lembrado pela importância de uma mãe na vida de seu(s) filho(s).

Fiz uma brincadeira com a junção de algumas letras de música (fica aqui o meu agradecimento aos compositores e cantores) que me afetam, com o intuito de emocionar a todos neste dia simbólico e tão especial, como no dia do nascimento de um filho! Momento único e inesquecível.

“Amor da minha vida, daqui até a eternidade… Nossos destinos foram traçados nos maternidade…”

Mãe, pra você guardei o amor, que eu nunca soube dar, o amor que tive e vi sem me deixar sentir, sem conseguir provar. Mãe, pra você guardei o amor, que sempre quis mostrar, o amor que vive em mim, vem visitar.
Mãe, pode ser que daqui algum tempo, haja tempo pra gente ser mais, muito mais que duas grandes amigas, mãe e filha talvez. Mãe, pode crer eu estou bem, eu vou indo, vou tentando, vivendo e pedindo, com loucura pra você renascer.

Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre. Quem traz no coração essa marca (de ser mãe), possui a estranha mania de ter fé na vida.

Vai tua vida;
Teu caminho é de paz e amor;
A tua vida;
É uma linda canção de amor…
Ah Mãe! Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver.

Sonho meu, sonho meu,
Vá buscar quem mora longe, sonho meu…
Vá mostrar essa saudade, sonho meu…
Sonho meu, sonho meu!

Feliz Dia

Aprender

By |2019-04-29T14:45:24-03:00abril 30th, 2019|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

Olá, meus queridos leitores! Hoje respondi a uma pergunta e gostaria que você também respondesse: o que você gostaria muito de aprender?

Eu sou uma aprendente com sede! Sede de aprender inglês, de tirar meu sotaque, de falar bem em público, de cantar, pilotar avião, de dirigir carreta, de dançar, me maquiar, a decorar ambientes, a malhar, comer saudavelmente e coisas fáceis como um dom, uma vocação.

Eu sou uma aprendente ansiosa! Ansiosa por apender a sorrir mais, a entender o outro, a não julgar, a acolher, quais são as coisas importantes da vida, a educar melhor meus filhos, a ser sábia, a ter mais intimidade com Deus, a compreender as diferenças, a ter mansidão, saber que todas as coisas boas e ruins passam e ser organizada.

Eu sou uma aprendente que sonha!

Sonha em aprender que as pessoas são muito mais do que consigo enxergar, que cada um tem o seu jeito e maneira de expressar seu amor e suas limitações, a amar apesar de, a ser livre, encontrar a paz, a superar meus traumas, meus medos, a curtir e viajar mais com minha família.

Eu sou uma aprendente que acredita!

Acredita que pode aprender a ser feliz, ser inspiração, fazer o bem, ajudar, sentir a alegria e a dor do outro, abraçar mais, ensinar com o coração, a ser exemplo na minha profissão: “as vezes curar, geralmente aliviar e sempre confortar”.

E finalmente, não quero parar de aprender!

Aprender é vida,
Vida que pulsa,
Vida que se reinventa,
Vida que se confirma,
Vida que muda,
Vida que se movimenta,
Aprender, alimenta o

De Setembro a Setembro

By |2018-10-30T10:41:49-03:00novembro 20th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , |

“Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral, cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike e a mensagem foi se espelhando mundo afora”, esse é o motivo da fita ser da cor amarela.

Estamos em novembro, porém devemos continuar falando da prevenção do suicídio todos os meses, pois falar é a melhor solução. Nos últimos anos, estamos perdendo mais jovens, idosos e indígenas de acordo com o Ministério da Saúde. No Brasil, o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens 15 a 29 anos.

Os principais fatores de riscos para a tentativa de suicídio são: quem já tentou anteriormente; por abuso de substâncias; ter entre 15 e 35 anos ou mais de 75 anos; histórico familiar; falta de vínculos sociais e familiares; doenças terminais ou incapacitantes; desemprego; declínio social; divórcio; estresse continuado; extremos monetários; transtornos mentais, entre outros.

Talvez seja mais importante citar o que não se deve fazer e instruir, e assim, ajudar e muito se passar por uma situação como esta. O que NÃO se deve fazer com a pessoa que fala, planeja e tenta o suicídio: Condenar, Banalizar, Dar a sua opinião, Brigar, Estereotipar, Zoar…  

E como ajudar? Escute, incentive a busca de ajuda profissional como o médico psiquiatra e o psicólogo, mantenha o contato, criar uma rede de apoio com amigos e familiares, utilizar o serviço da

Tolerância

By |2018-11-07T09:23:44-03:00novembro 7th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: |

Nesses últimos meses de eleição em nosso país, pude notar a falta de tolerância do nosso povo, entre amigos, pessoas da mesma família, nos campos profissionais e acadêmicos. E é justamente por isso que resolvi escrever sobre o que é e por que ter uma atitude tolerante é importante para as relações humanas.
Tolerância vem do latim tolerare que significa “suportar” ou “aceitar”. Admitir modos de pensar, de agir e de sentir diferentes do seu. Consentir práticas, mesmo quando você desaprova fortemente.
Na sociedade, a tolerância é a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social, que tem uma atitude diferente dos demais. Desta maneira, é garantida a aceitação de diferenças sociais e da liberdade de expressão. Sem a tolerância não conseguimos viver numa sociedade civilizada onde podemos trocar vivências, pensamentos e ensinamentos. Sem a tolerância o povo emburrece e a barbárie, que consiste no caos e desordem, toma conta da sociedade e aos poucos vai desmantelando a cultura.
Qualquer pessoa está autorizada a expressar o que acredita que é verdadeiro, pois a intolerância não pode impor somente a sua verdade. A tolerância não vai contra outras escolhas, pensamentos e até outros candidatos, mas torna amável a convivência.
Instituído pela ONU, o dia 16 de novembro agora representa o Dia Internacional para a Tolerância. Esta é uma das muitas medidas da Organização das Nações Unidas para o combate à intolerância e da não aceitação da diversidade cultural.

“Aceitar-se a si mesmo é um pré-requisito para uma aceitação mais fácil

SOU MAIS QUE UM DIAGNÓSTICO

By |2018-10-15T09:25:36-03:00outubro 15th, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: |

A reflexão deste texto aponta o diagnóstico como sendo uma parte do individuo e não o seu todo. Isso cabe a todos os diagnósticos, em especial nas doenças e transtornos mentais.

O diagnóstico das doenças e transtornos mentais são uns dos mais complexos e difíceis de serem fechados, isso se dá principalmente porque a maioria desses diagnósticos são realizados somente por exames clínicos, sem exames laboratoriais e de imagem como ferramentas para confirmar o diagnóstico. Alguns dos principais sintomas que os pacientes se queixam, se encaixam em diversos transtornos, e assim, por vezes o diagnóstico não se fecha ou fica incompleto. Por fim, a subjetividade humana, que se constitui a partir do desenvolvimento cognitivo, através das experiências vividas, com os conhecimentos construídos, nos tornando seres únicos.

A busca por um diagnóstico pode ser rápida e, por vezes, pode demorar meses e até anos, principalmente quando se trata de crianças. É uma via crúcis, percorrendo consultórios médicos, hospitais, fazendo exames, no encontro de profissionais despreparados e outros tantos caminhos tortuosos. Sem contar o dispêndio excessivo do tempo (sabe-se que o quanto antes começar o tratamento e as intervenções, o prognóstico é bom) e de recursos financeiros.

O sofrimento psíquico é, por vezes, atrelado a dores físicas por conta do adoecimento mental. Sim, os transtornos mentais são doenças! Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma entre quatro pessoas será afetada por problemas mentais ou neurológicos em algum momento de suas vidas. E também a encorajar buscar ajuda de um profissional de saúde

É PRECISO SABER CRESCER

By |2018-10-04T09:13:56-03:00outubro 4th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , |

Cada vez mais estamos diante de um novo fenômeno da adolescência no desenvolvimento humano, compatíveis com as mudanças da sociedade. Atualmente, a adolescência vai até 19 anos, de acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, porém um grupo de cientistas defende a extensão até os 24 anos, para garantir direitos por mais tempo. Mas por outro lado, delongar a adolescência pode infantilizar os jovens. A permanência na casa dos pais engloba os adultos de 25 a 34 anos, o que determina uma “semidependência”, caracterizando a adolescência estendida.

A pergunta que não quer calar: estamos sabendo crescer? Por que os jovens adultos estão tão infantis?

De uma maneira geral, não estamos sabendo crescer, pois desde cedo somos privados de frustração, de receber não e batalhar para alcançarmos nosso objetivo.
Na nossa sociedade é comum um comportamento egocêntrico, ter dificuldade de assumir responsabilidade, há uma facilidade em estabelecer e interromper relações, a imaturidade emocional, entre outros. Os filhos estão sendo criados presos dentro de casa (com medo da violência), com menos relações sociais e os pais, para suprirem a falta, fazem de tudo, oferecendo muitos e muitos brinquedos de custos elevadíssimos, e com a pior de todas as concessões: o “sim!” O poder ilusório que posso tudo. Mesmo os jovens que, embora tenham se esforçado para estudar ou trabalhar, desistiram por causa de barreiras externas, pois não aprenderam a persistir, a criar uma oportunidade e até mesmo ter o discernimento para avaliar e tentar em outro momento propício.
Não tem fórmula mágica, não tem

Esperando sua visita

By |2018-09-04T11:16:04-03:00setembro 6th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: |

Voltando de uma visita em um hospital na Lagoa, do meu amiguinho que havia passado por um procedimento cirúrgico, tive a inspiração para escrever esse texto. Tudo começou quando tive meu primeiro filho e ele precisou passar alguns dias na CTI (Centro de Terapia Intensiva) por conta de uma infecção, foi um grande susto, passei nove longos dias até a alta para casa. A partir dessa experiência, passei a visitar amigas e mães desconhecidas que também passaram por isso. Foram poucas visitas, mas intensas e inesquecíveis.

Depois disso, o mesmo filho, aos cinco anos, teve uma pneumonia agravada por uma crise asmática. Passou dez dias no hospital, sem poder sair da cama. Nessa época, não era só eu que precisava de uma visita, uma oração, meu filho também precisava. Não somos do Rio, apesar de cariocas (rsrs), não tínhamos família aqui, como temos hoje (amigos mais chegados que irmãos).

Lembro com muito carinho de minha mãe e minha tia virem de longe para vê-lo. Ele estava radiante, pois naquele dia teve alta e recebeu as visitas mais que esperadas. Não preciso dizer que essa segunda internação foi determinante para eu começar a visitar crianças. Claro que chego com o “kit hospital” (nome patenteado por uma amiga) no qual a criança recebe uma lembrança para desenhar, pintar, ler… para distrair, pois não aguenta mais assistir TV. Visitei poucas crianças, muito menos do que gostaria e não sei dizer se é mais gostoso para mim ou para elas…

Pude vivenciar a empatia a partir da

Viajar é preciso, viver não é preciso

By |2018-08-07T10:26:40-03:00agosto 7th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , |

O texto de hoje é sobre ter coragem! Como é preciso esse sentimento para poder navegar e se aventurar em tantas águas, mares e profundezas.

Engraçado como fui inspirada a escrever quando estava fazendo umas das coisas que mais gosto: dirigir. Pegar estrada sozinha, com uma boa música, soltando a voz na estrada junto com o meu possante, Rocinante* entramos num estado de sintonia que possibilita voarmos na estrada. Ops! Viajei, voltando…. Enquanto dirigia, percebi o quanto é importante sair da mesmice na vida, sabe aquela coisa de sempre, de todos os dias nos quais representamos papéis como profissional, amiga, mãe, esposa e por aí vai…. Viver consome o tempo, que é raro e valioso.

Viver não é preciso; Viver não é necessário.

Experienciei o que a música de Caetano queria dizer, navegar é preciso, viver não é preciso. Quando jovem não entendia essa frase, me instigava, como viver não era preciso? Fui saindo da minha própria vida, viajar por outros lugares, deliciando e espantando com o improvável, com a surpresa, com a perda, com o não… Posso assim, conhecer o meu “eu”, os meus reais desejos que agora cresce sem pressa e com autenticidade.

Navegar é preciso.

Viajar é criar, experimentar.

Navegar é preciso

Viajar é sentir, aventurar.

Parafraseando o general Pompeu, da Roma antiga, como também o grande poeta, Fernando Pessoa, para os quais a navegação era o principal meio para desbravar mares nunca antes navegados, viajar é a possibilidade de explorar desejos, sonhos e percorrer o aprazível do desconhecido ao se descobrindo.

Viajar é preciso; Navegar