Thelma Domingues

About Thelma Domingues

Psicóloga (CRP - 05/56218) e Psicopedagoga clínica, graduada em Psicologia e Administração de Empresas, especialista em Psicopedagogia Clínica e Psicopedagogia Institucional e Educação Especial. No Rosa Valente, escreve temas relacionados à sua prática e outros assuntos do cotidiano.

Viajar é preciso, viver não é preciso

By |2018-08-07T10:26:40-03:00agosto 7th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , |

O texto de hoje é sobre ter coragem! Como é preciso esse sentimento para poder navegar e se aventurar em tantas águas, mares e profundezas.

Engraçado como fui inspirada a escrever quando estava fazendo umas das coisas que mais gosto: dirigir. Pegar estrada sozinha, com uma boa música, soltando a voz na estrada junto com o meu possante, Rocinante* entramos num estado de sintonia que possibilita voarmos na estrada. Ops! Viajei, voltando…. Enquanto dirigia, percebi o quanto é importante sair da mesmice na vida, sabe aquela coisa de sempre, de todos os dias nos quais representamos papéis como profissional, amiga, mãe, esposa e por aí vai…. Viver consome o tempo, que é raro e valioso.

Viver não é preciso; Viver não é necessário.

Experienciei o que a música de Caetano queria dizer, navegar é preciso, viver não é preciso. Quando jovem não entendia essa frase, me instigava, como viver não era preciso? Fui saindo da minha própria vida, viajar por outros lugares, deliciando e espantando com o improvável, com a surpresa, com a perda, com o não… Posso assim, conhecer o meu “eu”, os meus reais desejos que agora cresce sem pressa e com autenticidade.

Navegar é preciso.

Viajar é criar, experimentar.

Navegar é preciso

Viajar é sentir, aventurar.

Parafraseando o general Pompeu, da Roma antiga, como também o grande poeta, Fernando Pessoa, para os quais a navegação era o principal meio para desbravar mares nunca antes navegados, viajar é a possibilidade de explorar desejos, sonhos e percorrer o aprazível do desconhecido ao se descobrindo.

Viajar é preciso; Navegar

A mãe de todas as culpas

By |2018-07-31T17:23:09-03:00maio 12th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre ser mãe, este tema é o mais conhecido por todos nós, que somos filhos de uma ou várias mães e uma boa parte de nós, somos as mães do planeta Terra.

Quando as mães se deparam com as dificuldades no desenvolvimento dos filhos, permeiam sentimentos penosos, tais como, o de não ter obtido êxito e competência no desempenho do papel materno e das frustrações decorrentes do que o filho não poderá realizar. A culpa nasce antes do filho, e para entendê-la é importante conhecer o contexto social e cultural na qual mulher está inserida.

Com o nascimento do filho, nasce uma mãe, que gera impacto na vida da mulher nos aspectos emocional, financeiro, cotidiano e psíquico

O papel da maternidade no passado foi construído como o ideal máximo da mulher, caminho da plenitude e realização da feminilidade, associado a um sentido de renúncia e sacrifícios prazerosos. Por outro lado, atualmente, a mulher passa a ser vista como um indivíduo e não meramente como “mulher-natureza”, ela ingressou no mercado de trabalho e agora é dela a escolha da reprodução com os métodos contraceptivos.

Porém, as expectativas sociais não mudaram, a mãe deve ser perfeita e compreensiva, dando aos filhos um amor incondicional. Assim, só temos uma forma de ser mãe, um estilo de maternidade exclusiva, aprisionada, constituído no seio da família moderna.

Segue exemplos de como a mídia determina o papel, a responsabilidade das mães na criação seus filhos e que quando o filho não responde à altura do que

Aceitar

By |2018-02-20T11:32:52-03:00fevereiro 20th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim

Fazer Amigos

By |2018-02-01T14:22:20-02:00janeiro 15th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , |

O tema de hoje – fazer amigos – parece fácil, ainda mais para as crianças, mas encontrar amigos é bem mais complicado do que parece. Em meu consultório, por exemplo, é o principal motivo da insatisfação nas crianças. Mas por que os amigos são tão importantes?

São pelos amigos, a amizade, que grandes artistas escrevem poesias, músicas, peças de teatro e filmes que emocionam uma multidão. A amizade é uma das relações interpessoais primordiais para os seres humanos, e desde da infância aprendemos a fazer amigos.

Segundo Carl Rogers, a amizade “é a aceitação de cada um como realmente ele é”. Existe mais amor do que isso?

Voltando para a pergunta que não quer calar, como uma criança faz amigos? A resposta é obvia, brincando. Porém, as crianças não sabem mais brincar. Por onde começar, como brincar? Muitas delas não sabem perder, não persistem, não se frustram, não esperam sua vez, não aceitam o “não”, sempre querem brincar da sua maneira e com suas regras. O brincar faz parte do desenvolvimento infantil, e com a repetição das brincadeiras podemos treinar sentimentos como a imaginação, criatividade, persistência, imitação, atenção, memória, entre outros.

Presas pelas grades de casas, apartamentos e condomínios, com medo do perigo e da falta de segurança, as crianças são impedidas de brincar na rua, no play ou na casa do amigo. Com isso, não conquistam a autonomia necessária para estruturar sua independência. Os filhos são criados dentro de uma “bolha”, controlados pela internet, TV e pelos jogos eletrônicos. Vivem isolados, quando a

Inclusão Escolar

By |2017-12-21T10:05:42-02:00dezembro 22nd, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

O tema de hoje – inclusão escolar – é muito falado, discutido e pouco compreendido.

Se eu pudesse explicar em poucas palavras o que é a inclusão, eu diria: “fazer parte de”. Fazer parte da escola, fazer parte de um grupo de amigos.

A inclusão é uma dicotomia. Todos querem ser aceitos, incluídos, compreendidos e respeitados. Poucos, no entanto, querem aceitar, incluir, compreender e respeitar. A inclusão tem a premissa de aceitar as diferenças do outro.

A escola é o primeiro ambiente social em que a criança tem contato com outros adultos e crianças, além de sua família. Um mundo cheio de maravilhas, regras, amizades, descobertas, aprendizados, medos, frustrações, fracassos, etc. Um mundo para TODOS, mas deliciosamente complicado.

Para mim, todas as crianças são de inclusão! Sem rótulo, sem distinção, apenas com diferenças! Espero que, em um futuro próximo, a sociedade entenda que todos são iguais e que são as diferenças que os tornam únicos. É preciso focar nas capacidades/habilidades das crianças com deficiência e, assim, elas criarão benefícios para a sociedade.

Parece fácil, né? Mas, infelizmente, não é! Na verdade, é muito penoso. O preconceito, a rigidez de pensamento, as crenças, o modelo educacional ultrapassado e a sociedade excludente impedem o movimento da inclusão de fato.

A maioria das escolas se diz inclusiva, mas não tem vaga para novos alunos de inclusão (obrigatório por lei), não disponibiliza a mediadora escolar (obrigatório por lei), os professores e funcionários não recebem instruções nem cursos específicos para saber como lidar com cada aluno e suas necessidades.

Para a maioria