Com o verão à vista, chegam também algumas dúvidas sobre o cuidado com a pele. Nessa época, o maior órgão do nosso corpo fica mais suscetível a queimaduras!

Vamos começar entendendo o porquê do cuidado especial nessa estação…

 

Radiação UVA e UVB:

A radiação ultravioleta faz parte da luz solar que atinge a Terra e se divide em UVA e UVB.

A radiação UVA possui intensidade constante durante todo o ano, penetra profundamente na pele e é responsável pelo envelhecimento, mas também predispõe a pele ao surgimento do câncer.

A maior parte da radiação UVB é absorvida pela camada de ozônio, mas sua incidência aumenta muito durante o verão, especialmente entre 10 e 16 horas, quando a intensidade dos raios atinge o seu máximo. É responsável também pelas queimaduras solares e é a principal radiação solar associada ao câncer de pele.

Nessa estação, a pele fica consideravelmente mais exposta à radiação UVA e UVB, mas o que fazer para protegê-la?

Aí entram os chapéus, bonés, guarda-sol, roupas com fator de proteção solar e os Filtros Solares.

 

Você conhece as diferenças entre os filtros solares?

O filtro químico é o mais conhecido, composto por moléculas que absorvem a radiação ultravioleta, criando uma proteção química e impedindo sua penetração na pele.

Os protetores físicos, ou inorgânicos, são compostos por minerais, como dióxido de titânio e óxido de zinco, proporcionando uma reflexão dos raios solares. É ideal para crianças e pessoas alérgicas.

 

Qual quantidade devemos utilizar?

Estudos mostram que o fator mais relevante na eficiência de um filtro solar é a quantidade aplicada do produto. A proteção solar depende da capacidade de formar um filme homogêneo que recobre toda a superfície da pele.

A maioria das pessoas aplica apenas 20-60% da quantia necessária para atingir o fator de proteção solar (FPS) escrito na embalagem do produto, ou seja, a proteção é geralmente bem inferior àquela esperada!

Na prática, para atingir quantidade ideal, recomenda-se aplicar a regra da colher de chá:

– 1 colher de chá – rosto + cabeça + pescoço.

– 2 colheres de chá – costas e frente do tórax.

– 1 colher de chá – em cada braço e antebraço.

– 2 colheres de chá – em cada coxa e perna.

 

E com que frequência devemos reaplicar?

Além da aplicação em quantidade adequada, a reaplicação periódica garante melhor proteção.

O intervalo entre as reaplicações depende do protetor solar utilizado, do tipo e intensidade de exposição, do contato com água e suor e da área exposta.

É recomendada a reaplicação a cada duas ou três horas ou após longos períodos de imersão na água.

 

O que significa FPS?

O fator de proteção solar (FPS) é a principal medida de eficácia de um protetor, estipulando o quanto o produto é capaz de te proteger contra às queimaduras.

Quando exposta ao sol, a pele leva um determinado para ficar vermelha. Mas ao aplicar o protetor com fps 30, por exemplo, a mesma leva 30 vezes mais tempo para realizar o processo de vermelhidão. Ou seja, quanto maior o FPS, mais tempo de segurança contra queimaduras solares.

A proteção contra a radiação UVA é tão importante quanto a proteção contra a radiação UVB.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda protetores solares com proteção UVA apresentando, no mínimo 1/3 do valor de FPS. Fique atento aos rótulos!

 

Nas crianças devemos usar as mesmas recomendações?

A criança é especialmente suscetível à exposição solar exagerada e seus consequentes danos, como a queimadura solar, podendo levar ao maior risco de câncer de pele na vida adulta.

Crianças com menos de seis meses não devem se expor diretamente ao sol e o uso de protetor solar não é recomendável nessa faixa etária.

Crianças acima de seis meses não devem ser expostas diretamente ao sol no período entre 10 e 15 horas;

Devem usar sempre protetor com FPS acima de 30s e com proteção UVA.

Sempre que possível, utilizar filtros solares físicos, como os indicados para o uso infantil.

Além da proteção contra o câncer de pele, o filtro solar também previne o envelhecimento! Muita gente ainda não acredita que o sol possa ser o principal responsável pelo envelhecimento cutâneo, ou acaba entendendo quando esses efeitos já estão bem estabelecidos. É importante entender que essa consequência não é causada apenas pelo sol do verão, mas pela exposição acumulada durante toda a vida.

Com o passar dos anos, as alterações características do envelhecimento pelo sol começam a aparecer, como manchas escuras e claras, ressecamento e perda da elasticidade.

 

Mas e a Vitamina D?

A maior parte da vitamina D no nosso organismo é obtida através da produção iniciada na pele com a participação da radiação solar (UVB). Ela também pode ser adquirida através de dieta ou por suplementação vitamínica.

O uso de filtros solares não reduz a vitamina a ponto de causar sua deficiência. Para produzi-la, somente dez minutos de exposição ao ambiente externo, independente do clima, já são suficientes.

Outro ponto importante é a hidratação. O sol tende a deixar a nossa pele mais seca, por isso use um hidratante específico.

Para saber quais filtros e hidratantes são adequados para o seu tipo de pele, procure um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e curta o verão com a sua pele protegida!