Doença mental ou possessão demoníaca?

By |2018-11-21T16:54:29+00:00novembro 22nd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: |

Houve um tempo em que ter um entendimento, mesmo que pequeno por intuição, por experiência ou adquirido por antepassados, como por exemplo, identificar plantas para fins medicinais, ter conhecimento sobre os benefícios das ervas para o tratamento de enfermidades físicas como dores de cabeça, cólicas, urticárias, diarreia, dor de dente, etc., sem o consentimento das instituições e autoridades da época, era uma faca de dois gumes; como diz o dito popular, em outras palavras, é quando algo que o sujeito tenha feito de boa vontade, tem o efeito contrário ao esperado, ou mesmo um efeito prejudicial. Esse tempo era a idade média, mais precisamente na metade do século XV, onde deu-se o início à caça às bruxas, e, seu apogeu nos séculos XVI e XVII. Segundo Natália Petrin, a caça às bruxas aconteceu principalmente em Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Alemanha (e em algumas colônias na América). A perseguição acontecia devido à crença de que era necessário punir bruxas que supostamente praticavam rituais e curandeirismo. Estima-se que entre os séculos XV e XVIII, tenham acontecido entre 40 mil e 100 mil execuções por bruxaria.

Segundo Leandro Vilar (2017), desde que a Igreja Romana passou a expandir seus domínios e influência sobre a Europa a partir do século IV, o clero esbarrou em diferentes práticas mágicas e religiosas, pois a Europa era um continente pagão (ainda não cristianizado), mas à medida que o tempo foi passando e o processo de cristianização avançando de forma ora pacífica, ora agressiva, levou muito tempo para

De Setembro a Setembro

By |2018-10-30T10:41:49+00:00novembro 20th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , |

“Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral, cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike e a mensagem foi se espelhando mundo afora”, esse é o motivo da fita ser da cor amarela.

Estamos em novembro, porém devemos continuar falando da prevenção do suicídio todos os meses, pois falar é a melhor solução. Nos últimos anos, estamos perdendo mais jovens, idosos e indígenas de acordo com o Ministério da Saúde. No Brasil, o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens 15 a 29 anos.

Os principais fatores de riscos para a tentativa de suicídio são: quem já tentou anteriormente; por abuso de substâncias; ter entre 15 e 35 anos ou mais de 75 anos; histórico familiar; falta de vínculos sociais e familiares; doenças terminais ou incapacitantes; desemprego; declínio social; divórcio; estresse continuado; extremos monetários; transtornos mentais, entre outros.

Talvez seja mais importante citar o que não se deve fazer e instruir, e assim, ajudar e muito se passar por uma situação como esta. O que NÃO se deve fazer com a pessoa que fala, planeja e tenta o suicídio: Condenar, Banalizar, Dar a sua opinião, Brigar, Estereotipar, Zoar…  

E como ajudar? Escute, incentive a busca de ajuda profissional como o médico psiquiatra e o psicólogo, mantenha o contato, criar uma rede de apoio com amigos e familiares, utilizar o serviço da

Transtornos da Personalidade e as redes sociais

By |2018-10-25T11:40:05+00:00outubro 26th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , |

Um transtorno da personalidade é um padrão persistente de emoções, cognições e comportamentos que resulta em um sofrimento emocional duradouro para a pessoa afetada e/ou para outros e pode causar dificuldades no trabalho e nos relacionamentos, é um padrão de comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo (American Psychiatric Association, 2013). Todavia, é possível que indivíduos com transtornos da personalidade não experimentem nenhum sofrimento subjetivo, no entanto, as ações do sujeito com transtorno podem causar sofrimentos a outras pessoas. Isso é particularmente comum no transtorno da personalidade antissocial, onde há uma evidente desconsideração aos direitos de outras pessoas e à ausência de remorso (HARE, NEUMANN & WIDIGER, 2012). O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5ª edição, lista dez transtornos da personalidade específicos, mas iremos nos deter no transtorno da personalidade antissocial, por ser um padrão de comportamento de desrespeito e violação dos direitos dos outros. E motivo pelo qual escrevo este artigo.

Indivíduos com transtorno da personalidade antissocial frequentemente carecem de empatia e tendem a ser insensíveis, cínicos e desdenhosos em relação aos sentimentos, direitos e sofrimentos alheios. Podem ser excessivamente obstinados, autoconfiantes ou convencidos. Como por exemplo os indivíduos que usam as redes sociais para destilar o ódio, criar teorias da conspiração, criar e divulgar perfis e notícias falsas sobre pessoas, personalidades públicas e/ou instituições. A característica essencial desse transtorno é um padrão difuso de indiferença e violação dos direitos dos outros, o qual surge na infância ou no início da adolescência

SOU MAIS QUE UM DIAGNÓSTICO

By |2018-10-15T09:25:36+00:00outubro 15th, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: |

A reflexão deste texto aponta o diagnóstico como sendo uma parte do individuo e não o seu todo. Isso cabe a todos os diagnósticos, em especial nas doenças e transtornos mentais.

O diagnóstico das doenças e transtornos mentais são uns dos mais complexos e difíceis de serem fechados, isso se dá principalmente porque a maioria desses diagnósticos são realizados somente por exames clínicos, sem exames laboratoriais e de imagem como ferramentas para confirmar o diagnóstico. Alguns dos principais sintomas que os pacientes se queixam, se encaixam em diversos transtornos, e assim, por vezes o diagnóstico não se fecha ou fica incompleto. Por fim, a subjetividade humana, que se constitui a partir do desenvolvimento cognitivo, através das experiências vividas, com os conhecimentos construídos, nos tornando seres únicos.

A busca por um diagnóstico pode ser rápida e, por vezes, pode demorar meses e até anos, principalmente quando se trata de crianças. É uma via crúcis, percorrendo consultórios médicos, hospitais, fazendo exames, no encontro de profissionais despreparados e outros tantos caminhos tortuosos. Sem contar o dispêndio excessivo do tempo (sabe-se que o quanto antes começar o tratamento e as intervenções, o prognóstico é bom) e de recursos financeiros.

O sofrimento psíquico é, por vezes, atrelado a dores físicas por conta do adoecimento mental. Sim, os transtornos mentais são doenças! Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma entre quatro pessoas será afetada por problemas mentais ou neurológicos em algum momento de suas vidas. E também a encorajar buscar ajuda de um profissional de saúde

Setembro Amarelo

By |2018-09-24T10:31:27+00:00setembro 24th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

O bom de ter uma coluna no blog é poder ter tempo para pensar na variedade de assuntos para trazer aqui. Assuntos que abordam coisas que eu amo e que podem ajudar vocês, que sempre estão aqui e aos novos que chegam.

Hoje o post é completamente diferente, não tem nada a ver com moda ou maquiagem, beleza em geral, mas com a saúde. Sim, antes da boa maquiagem, da última tendência em look, nós temos que estar bem por dentro.

Setembro amarelo é o mês de combate e prevenção ao suicídio, depressão e síndrome do pânico. É quando eu e você podemos fazer a diferença, podemos ajudar com uma palavra de carinho ou inventivo, chegar em uma pessoa totalmente desconhecida, mas que naquele/nesse exato momento precisa ajuda.

Hoje eu te convido a procurar no Google mais sobre essa campanha linda e que é tão pouco falada, mas que pode ajudar a salvar uma vida.

E não esqueça que o CVV (centro de valorização da vida), sempre está pronto para atender você, ou qualquer um que precise de ajuda.

Lembre-se que a maior beleza é estar bem consigo mesmo, é se olhar no espelho e se amar, é poder acordar todos os dias e agradecer.

Negação como escudo de defesa

By |2018-08-06T08:47:56+00:00agosto 3rd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

Espelho, espelho meu, quem é mais bela do que eu? Com essa fala épica da Rainha Feiticeira, do desenho clássico “Branca de Neve e os sete anões”, Disney (1937), abro este artigo para refletir sobre a auto-avaliação de nossos aspectos emocionais e como reagimos a eles. A negação por exemplo, é um mecanismo de defesa consciente e inconsciente em que o conflito emocional e a ansiedade são evitados por recusa em reconhecer pensamentos, sentimentos, desejos, impulsos, ou fatos que são conscientemente intoleráveis pelo sujeito. No caso específico da Rainha Feiticeira, também conhecida como a madrastra má, seu conflito se situa num futuro conscientemente intolerável para ela, pois, sabia que mais cedo ou mais tarde, seu posto de “a mais bela” iria ser ocupado por outra mais jovem. Essa negação da realidade como fato, e portanto, previsível e inexorável do ciclo da vida, faz, com que a Rainha, negue a realidade e não se ajuste a ela de modo adequado; aqui, temos o primeiro sinal da não aceitação e da percepção disfuncional como mecanismo de defesa intrapsíquico contra o mundo exterior.

Negar algo, durante algum tempo faz parte do aprendizado da vida, e, é uma maneira de evitar por um período a resolução de problemas até que se esteja emocionalmente preparado para lidar com eles, quer seja com o amadurecimento da estrutura psíquica ou a aquisição de conhecimentos. Quando um ente querido morre por exemplo, não é raro se ouvir: “Não, não é verdade. Isso não pode estar acontecendo!” É como se

No caminho dos seus sonhos

By |2018-07-11T14:40:46+00:00julho 11th, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: , , |

Aprendi nessa vida que ninguém é melhor que ninguém

Que nossos dons não são nossos e sim de Deus

Que chorar alivia

Que nós somos nossa essência

Que amor próprio é essencial

Que nem sempre orgulho é defeito

Que realmente quem possui amigos verdadeiros tem tudo e mais um pouco

Que se vão os anéis, mas ficam-se os dedos

Que loucuras sadias fazem um bem danado ao nosso coração

Que ninguém é obrigado a nada

Que não devemos aceitar menos do que acharmos que merecemos

Que cada um oferece o que tem no coração e cada um recebe com o coração que tem

Mas principalmente que limitações são meros detalhes, porque todos nós podemos realizar nossos desejos e vontades. E mais do que tudo, merecemos ser felizes. Pois nada é tão impossível que juntando todas as nossas forças não consigamos alcançar dentro de cada possibilidades.

Sonhos e objetivos existem e tenho plena certeza de que todos que correm atrás um dia chegam aonde almejam.

Eu creio na vida, no amor e em Deus!

Misoginia, sexismo e futebol

By |2018-07-03T11:48:25+00:00julho 3rd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , , |

Um fato social ganhou os noticiários nas últimas semanas, envolvendo torcedores brasileiros na Copa da Rússia; esses indivíduos, já devidamente identificados, protagonizaram mais um lastimável episódio de comportamento misógino e sexista que alimenta uma cultura de discriminação, baseada em gênero contra uma mulher russa e loira. Do fato: estes sexistas assediaram a mulher e de forma coercitiva a persuadiram a cantar uma “música” com letra de conotação sexual direcionada à ela e ao seu órgão sexual. Faziam isso protegidos pelo “manto da invisibilidade” idiomática, pois como ficou evidenciado, a mulher não entendia a língua portuguesa; portanto, estava clara a intenção de humilhar, ridicularizar e reforçar o estereótipo da mulher como objeto sexual. E isso, infelizmente é mais comum do que gostaríamos de aceitar e acreditar.

Émile Durkheim (1858-1917), sociólogo francês, em sua obra “As regras do Método Sociológico”, de 1895, criou o conceito “fatos sociais” para classificar os fenômenos que seriam objeto de estudo da sociologia. Para Durkheim, nós agimos a partir de três formas básicas: instinto, costumes e racionalidade. Isto é, há coisas que fazemos que são inerentes à espécie humana, como: comer, beber, dormir, andar, etc., que seriam segundo sua teoria os instintos; ações e não fatos sociais. A racionalidade como forma básica, é uma atitude pensada, planejada, mas seu sentido ou objetivo é desconhecido por outros indivíduos, em outras palavras, esse pensamento não foi externalizado, portanto, é algo subjetivo do sujeito; logo, isso também não seria um “fato social”. Restou-nos analisar os costumes, que dão uma dica de

Por que preciso ir ao Psicólogo?

By |2018-05-24T08:22:18+00:00maio 24th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , |

Essa é uma pergunta recorrente em pessoas que, por ocasião de algum evento traumático ou em função de conflitos pelos quais estejam passando e não consigam administrar sozinhas, fazem, diante da indicação desse profissional. Ou ainda, relatam em tom de tristeza que “precisei” procurar um psicólogo por esse ou por aquele motivo… como se procurar a ajuda de um profissional psicólogo, fosse sinal de fracasso social ou fraqueza pessoal. Outros ainda, o veem como uma punição para a falta de ação diante de um acontecimento inesperado, como por exemplo ser alvo de racismo dentro de uma instituição de ensino superior, fato esse transmitido a poucos dias na mídia, onde a vítima relatava o ocorrido e em tom de queixa dizia que estava fazendo terapia em decorrência do acontecido. Ou ser barrado na porta de um banco e/ou ficar preso na porta giratória do mesmo por ser de etnia afrodescendente. Não saber lidar com essas situações de pronto, não é fraqueza ou mesmo fracasso, mas ser sensível e humano a ponto de não acreditar que existam ainda pessoas que façam isso, em pleno século 21!

Buscar um profissional certificado, ético e competente em sua área de especificidade, é antes de mais nada, um ato de inteligência! É procurar ajuda de um especialista no assunto e não um curioso. É se permitir a abertura de pontos de vista que não tinha antes, para reescrever uma experiência dando um novo sentido; na Psicologia chamamos de ressignificar, em outras palavras, alterar a forma da percepção

Burnout e a Síndrome da Compaixão na Medicina Veterinária

By |2018-02-01T14:32:21+00:00fevereiro 2nd, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , |

Olá, galera. Hoje trago o texto de um colega de profissão que fala sobre Burnout e a Síndrome da Compaixão, segue o texto abaixo!

BURNOUT é uma palavra em inglês que está relacionada com uma sensação de exaustão emocional. Como se alcançássemos o limite para lidar com os desafios na profissão. Nenhuma atividade profissional é livre de desafios emocionais, mas algumas delas lidam diretamente com a ansiedade em níveis acima do cotidiano da maior parte da população. Imagine a cabeça do palito de fosforo incandescendo: é efetiva, brilhante, funcional e, depois, apaga. Um palito de fósforo queimado não oferece mais fogo, energia, está esgotado no seu principal potencial. To burn, em inglês, significa queimar e burnout significa queimado, estafado ou, melhor, esgotado. O esgotamento emocional relacionado à profissão foi apresentado para a comunidade científica como uma justificativa para um mal cada vez comum: a exaustão oriunda da atividade profissional. É objeto de estudos dos psicólogos por quem eu sempre tive uma admiração imensa. A enfermidade da alma sempre me chamou mais atenção quando comparada àquelas físicas. Esse sofrimento é incisivo e cruel. eu posso garantir.

Por que os médicos veterinários sofrem mais? São inúmeras as justificativas, mas a principal dela é que vemos mais pacientes morrerem quando somos comparados com outras profissões ligadas à cura. Sofremos pelo nosso paciente – mas não estamos lá para sofrer – somos acionados para curar. E é assim que muitas vezes somos tratados. Uma parte da sociedade deixa claro que se gostássemos de animais, não seríamos médicos