O filme, que é estrelado por Marco Pigossi e Fabiula Nascimento, conta a história de um assassino de aluguel, Júlio Santana, e é baseado em uma história real. Na trama, Júlio se demonstra em completo desgosto para com a borracharia da família, o que o faz ser convencido pelo seu tio, Cícero (André Mattos), admirado com a sua pontaria, para mudar-se para a capital do estado de Tocantins, onde trabalharia como policial.

Lá chegando descobre a verdadeira intenção do tio: colocar o garoto como matador de aluguel. Inicialmente o ainda jovem protagonista se mantém resistente à profissão, até perceber que disso teria riqueza.

Como 150% dos filmes, ele gira em torno de uma história de amor. Maria (Fabiula Nascimento) é uma mulher mais velha que o protagonista e ambos se apaixonam e resolvem por constituir casamento e família. Ela, iludida pela profissão de fachada do marido, vive com considerável conforto, apesar de humilde.

Certa vez Júlio falha na execução de um crime e acaba preso, quando é descoberto e abandonado pela esposa. Depois de algum tempo ele e Maria retomam a relação e acordam em viver honestamente e juntos. Passam a viver miseravelmente tendo que escolher entre a carne e o pão, até que o galã recebe proposta para voltar à vida de assassino de aluguel, matando quem fosse sem julgamento de mérito. Ambos aceitam e começam a viver uma vida abastada até o filho do casal ser assassinado. Voltam a miséria e, aparentemente, inicia um ciclo de miséria-riqueza.

Bem, a moral do filme é notória e fácil de entender: a ocasião faz o ladrão. Ou coisa assim. Coloque uma pessoa em dificuldade extrema que ela se mostrará até onde pode chegar para sair daquela situação e por quais meios irá superá-la.

O filme é muito bem executado e tem uma fotografia e cenários marcantes. Baseado em livro do mesmo nome escrito por Klester Cavalcant e dirigido por Henrique Goldman está em cartaz desde 9 de agosto nos cinemas de todo o Brasil.