Sempre surge a dúvida de como começar um texto. E nesse momento eu estou na dúvida e me perguntando: como eu começo a escrever o meu primeiro texto para esse site? Ufa, comecei!

Meu nome é Ingrid Grandini (Ingrid, Di, Indy, Didi como me chamam algumas muitas pessoas que me cercam). Carrego nas costas o peso, leve, dos meus 20 anos e junto com eles algumas experiências que a vida me proporcionou nessa minha, ainda breve, biografia. Desde criancinha eu sou apaixonada por arte e tudo que envolve arte. Cresci em casa de vó, isso, por si só, já explica muito o porquê de eu amar novelas. Sim, eu amo novelas. E esse meu contato com as novelas me aproximou do mundo do entretenimento e cultura.

Aquela garotinha apaixonada por novelas hoje é uma mulher que ama teatro, literatura, cinema, fotografia, música, etc. etc. etc. Essa paixão fez com que eu me tornasse o que eu sou hoje.

Essa pequena bagagem que carrego inclui mudança de estado (fui de São Paulo para o Rio de Janeiro) sozinha, sem pai, sem mãe, sem ninguém, mas com todo mundo ao mesmo tempo. Cheguei no Rio de Janeiro com os meus 18 anos e estou divididinha entre o curso de Direito e os palcos dos teatros. Essa sou eu. Paulistana se aventurando em terras cariocas procurando o meu lugar ao Sol.

 

Confesso que não conheço a Nanda (dona proprietária deste site) há muito tempo. A conheci, podemos dizer que, noutro dia. Porém, desde que surgiu na minha vida nutro por ela uma admiração enorme, enorme mesmo, gigante. O modo como ela luta pelos objetivos dela, o modo como ela se envolve com os outros, o modo como ela escreve e sua admiração pela pimentinha Elis Regina me encantaram.

A felicidade que senti no momento que ela me chamou para ser colaboradora dela nesse projeto não está escrita. Me senti lisonjeada de poder estar com pessoas que eu admiro, falando e escrevendo sobre um assunto que eu gosto tanto: entretenimento e cultura.

 

Agora surgiu a segunda dúvida: qual o primeiro assunto a ser tratado aqui? Talvez essa seja a incógnita mais cruel. Cinema, teatro, televisão, literatura, artes plásticas, fotografia, exposições, música, mpb?

MPB. Achei. E por que MPB? Primeiro porque, junto da Bossa Nova, é meu estilo musical favorito. Segundo porque depois de 6 anos Chico Buarque resolveu, por livre e espontânea pressão, lançar um novo CD: “Caravanas”. Há 6 anos, como vocês podem imaginar, eu era ainda mais nova. Sempre amante das canções de Chico, descobri que ele e eu dividimos uma coisa muito importante: o dia do aniversário. Logo pensei: preciso ir num show de Buarque. AHA! Mas ele não faz mais show e desde 2011 não lança um CDzinho para a nossa tristeza e para a tristeza da música.

Em 2015, no documentário “Chico – Artista Brasileiro”, o cantor disse que voltaria a escrever. Foi o suficiente para que eu, novos e velhos fãs nos enchêssemos de esperança e expectativa para com o novo álbum. E, finalmente, esse dia chegou, depois da longa espera de 2 anos (ou 6). O bom foi que deu para todos terem overdose das músicas já existentes e se preparar para os shows que (esperamos que) hão de acompanhar o disco.

“Caravanas” a nossa casa e conta com 7 faixas inéditas de Chico e a minha torcida foi total para que “Futuros Amantes” completasse o álbum. Em vão.

No fim de julho a primeira música foi divulgada e Buarque mostrou que seu lado romântico vive. Com melodia de Cristóvão Bastos, Chico nos apresentou “Tua Cantiga” e mostrou que o autor de “João e Maria”, “Valsinha” e “Trocando em Miúdos” continua com suas letras românticas passando a receita do que fazer “quando te der saudade de mim / quando tua garganta apertar / basta dar um sorriso / que eu vou ligeiro / te consolar”.

Além disso, Chico traz os netos – Chico Brown e Clara Buarque – para essa nova jornada. Foi junto de Clara que Chico trouxe uma de suas faixas não-inéditas. “Duetos” está de cara nova e algumas atualizações à letra é uma das coisas mais doces que ouvi nos últimos tempos. Diabéticos, tenham cuidado!