Chegando em Roma pude comprovar, mesmo sem acreditar, que eu estava em outro país. Foi só colocar meu possante (cadeira de rodas) na faixa de segurança que os carros pararam no mesmo segundo. Como não estávamos preparados para o inverno, ao acordar, nossa primeira atitude foi sair pela Via del Corso, famosa avenida de Roma e um shopping a céu aberto, em busca de roupas e calçados de inverno. Eu, minha mãe, minhas duas irmãs, meu padrasto e minha cuidadora (componentes da nossa “famiglia in viaggiare “) conseguimos encontrar várias coisas em conta e que, mesmo em euro, saíram muito mais baratas do que no Brasil. Como eu possuo um aparelho parecido com um marca-passo, preciso que desliguem o detector de metal das lojas para eu conseguir entrar. A pedido de minha mãe, meu médico fez um atestado explicando minhas condições, o que de fato está ajudando muito. Consegui entrar na Zara, Acessorize e em tantas outras lojas, mas na H&M disseram que não poderiam desligar o sistema de alarme e que não existia outra entrada. Fazer o que, né? Paciência!

Aqui os transportes públicos, escolas e hospitais funcionam como devem ser. Podemos andar tranquilamente a qualquer hora e em qualquer lugar sem o medo de ser assaltada ou de ser atingida por uma bala perdida, pois não existe violência. Tenho visto calçadas bem cuidadas e rampas de acesso em ótimo estado por todos os lados, pois como sou cadeirante sempre presto muita atenção na acessibilidade. Percebo que o povo italiano é muito bonito, bem vestido e aprecia uma boa culinária. Além disso, tenho degustado muitas comidas saborosas, massas, nhoque, pizza, chocolate quente e sobremesas maravilhosas, porém a carne é muito cara e é um alimento meio escasso por aqui. Estou amando as delicias italianas, mas já começo a sentir falta do arroz e feijão do Brasil.

Dicas:

Se você viajar para Roma não pode deixar de ir na Fontana di Trevi, um lugar tão lindo e que desperta a vontade de ficar horas admirando. Não esqueça de jogar a moedinha e desejar voltar a logo. A noite é a melhor hora para visita-la, pois Fontana fica linda, toda iluminada! O Coliseu é fabuloso demais. Eu entrei e fiquei pensando como era antigamente, nas histórias que devem ter acontecido dentro daquelas paredes, nas batalhas sanguinárias sem sentido algum no tempo do império romano. Ps: Eu e a Dienefer (minha cuidadora) não tivemos que pagar entrada. Já o Pantheom, construído a.c, era um templo pagão e que depois foi convertido em uma igreja católica. Vale a pena conferir esta construção da Roma antiga.

O restaurante que mais apreciei, com valores acessíveis e o melhor tiramissu que já experimentei na vida, se chama Grazia & Graziella, localizado em Trastevere, um bairro boêmio da cidade onde se encontra vários outros restaurantes e bares. Parada obrigatória na Via Condotti, rua das compras de luxo por excelência em Roma, na qual está localizado o bar mais antigo da Itália. O Caffè Greco foi inaugurado em 1760 e nunca fechou as portas. O lugar possui uma decoração lindíssima é um café muito gostoso. Só existe uma diferença de preços para quem senta nas mesas e quem fica de pé no balcão. Imperdível. Ambiente aconchegante e nos remete ao passado.

Ah! Já ia esquecendo de contar que realmente os italianos falam alto, lembrando muito minha família materna.

No meu próximo post vou contar sobre o fim de semana em Florença, na companhia de minhas irmãs e cuidadora. Além de falar mais um pouco sobre Roma, passeios e lugares. Fique ligado!

Se quiser conferir as fotos, acesse meu Instagram pessoal @nandapinto15.