“A palavra depressão refere-se tanto a síndrome clínica quanto ao estado afetivo (tristeza, melancolia) relacionado a mesma. A síndrome clínica caracteriza-se por sensação de impotência, incapacidade de buscar satisfação no meio ambiente e busca de isolamento em relação a esse meio, a qual pode dar-se por uma redução ou ampliação de movimentos. É um dos distúrbios mentais mais frequentes nos dias de hoje.

Não se estabelece uma relação de classe social, nível cultural ou profissional. Qualquer pessoa das diferentes classes, com qualquer nível cultural ou profissional pode viver esse quadro.

 

PRINCIPAIS SINTOMAS

 

  • Alteração psicomotora.
  • Alteração de apetite.
  • Alteração do sono.
  • Voz baixa e monótona.
  • Auto reprovação e culpa.
  • Pensamentos ligados a morte e ou /suicidas.
  • Dificuldade em expressar e entrar em contato com seus sentimentos.
  • Sensação de vazio não preenchível.
  • Pele ressecada.
  • Perda de energia, fadiga, desânimo.
  • Sensação de fracasso.
  • Olhos opacos.
  • Incapacidade de reação.
  • Perda de interesse em diferentes atividades.
  • Rosto inexpressivo.
  • Desespero e desolação.
  • Perda de fé na vida.

 

A vivência de sintomas depressivos após uma situação de perda, em muitos casos, faz parte da elaboração do luto. Como esse comportamento já é esperado, na medida do possível, deve ser respeitado.

 

De onde vem?

A história do indivíduo está ligada a forma como ele se constitui e desenvolve sua maneira de ser. A pessoa que apresenta um quadro depressivo por diferentes motivos ao longo de sua vida, aprende a não perceber seus próprios limites. Deixa de lado a capacidade de identificar suas necessidades, sentimentos e se perde num emaranhado de introjeções (assimilação de valores, normas, crenças que vem do ambiente. O indivíduo aceita tudo sem questionar). Nesses casos, a pessoa gasta muita energia para obter um pouco de gratificação. Faz um esforço tremendo, pois os padrões são altos e todas as suas energias são mobilizadas e entregues a esse ânimo que deveria estar disponível para o prazer. A criatividade fica sujeita a um “modo de vida” que não leva a plenitude. Na relação com o mundo, esse indivíduo não consegue se nutrir emocionalmente de maneira adequada, o que leva gradativamente a uma falta de sentido na união com o meio externo. O poder criativo natural a todos nós fica aprisionado e adormecido diante da dificuldade de identificação de limites, necessidades e vontades.

 

Como tratar?

Existem diferentes formas de abordar a depressão e estas estão relacionadas com os diferentes entendimentos que existem em relação a origem da mesma. Em muitos casos, se faz necessária a intervenção conjunta psicológica-médica no atendimento à pessoa deprimida.

  • Tratamento Psicológico – O psicológico trabalha junto com o cliente (individuo/família) acompanhando-o em sua busca pessoal. Procura facilitar o processo de autopercepção, que passa tanto pelo racional como pelo corporal, na medida em que a consciência envolve sensações que se expressam e são captadas através dos sentidos. Em um processo psicoterapêutico ao mesmo tempo em que o cliente amplia sua percepção a respeito de si próprio, aumenta sua autoconfiança e capacidade de se orientar criativamente em seu meio na busca de seu equilíbrio.
  • Tratamento médico – A especialidade médica responsável por este tipo de tratamento é Psiquiatria. O Psiquiatra procura controlar a “Depressão” através de medicação e aconselhamento.

 

A saída de um quadro depressivo se dá, normalmente, de forma gradativa. Quando procura por ajuda, a pessoa que se encontra dentro de um quadro de depressão vive, na maior parte do tempo, dentro dos sintomas da sua doença. Com início do tratamento, são constantes os momentos de alívio e depressão. Ao longo do processo terapêutico, esses períodos de normalidade vão ficando cada vez mais duradouros e constantes, e os momentos depressivos cada vez mais raros e menos agudos.

É muito importante que o indivíduo deprimido tenha a noção de que seu problema é comum. Além disso, para que não abandone o tratamento, é importante ressaltar que recaídas são esperadas.

 

Texto consultado e transcrito do site abaixo.

(www.igt-institutodegestalt-terapia/atendimentofamiliar-depressão.html)