Aceitar

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim segue pela vida afora: na escolha dos amigos, da orientação sexual, do marido ou esposa, da profissão, a opção de não casar, não ter filhos, e por aí vai.

Na verdade, os filhos não estão livres para escolher, estão presos nas teias de sua família de origem, no senso comum da sociedade, no tempo e na cultura. Presos em gaiolas como passarinhos!

Uma maneira simples de acabar com esses conflitos, limitações, prisões e a real melhora da relação entre pais e filhos é a ACEITAÇÃO! Sim, caros leitores, receber, aprovar, tomar, acolher, consentir e admitir. A aceitação, o respeito e o amor dos pais criam um fio condutor de felicidade para os filhos!

“A aceitação faz amadurecer.

A aceitação fortifica.

A aceitação libera. ”

(Placide Gaboury)

 

E seja feliz!

About the Author:

Thelma Domingues
Psicóloga (CRP - 05/56218) e Psicopedagoga clínica, graduada em Psicologia e Administração de Empresas, especialista em Psicopedagogia Clínica e Psicopedagogia Institucional e Educação Especial. No Rosa Valente, escreve temas relacionados à sua prática e outros assuntos do cotidiano.