Existiu um ciclo na minha vida, por volta dos meus 14, 15 e 16 anos, em que o pior preconceito que eu sofria era meu. Eu possuía uma vergonha absurda da minha voz. Não falava com pessoas desconhecidas e, por achar que ninguém era obrigado a ouvir a minha voz, não gostava de conversar com meus amigos pelo telefone. Eu tinha muita vergonha da falar sobre minha doença e não conseguia entender o que estava se passando comigo. Obviamente eu tampouco me entendia.

Muitas vezes o preconceito ou o pré-conceito começam por nós mesmos. Porém, precisamos entender que ninguém é perfeito e todos nós possuímos limitações, sejam elas quais forem.

Recordo-me dessa época com pesar do tempo em que perdi tendo vergonha de mim. Contudo, hoje sei administrar melhor o que aconteceu comigo. Falo com todo mundo, quando me perguntam algo sobre o porquê de eu ser assim respondo atenciosamente e aonde quer que eu precise ir, sempre saio muito feliz com a minha cadeira de rodas. Afinal, a vida é para todos nós sermos felizes e curtirmos adoidados (risos).

Coisas boas acontecem, toda hora e a todo momento. Comigo e com você. Precisamos olhar mais para dentro de nós e dos nossos pensamentos. Ter sempre pensamentos bons sobre nós mesmos e as pessoas que conhecemos. Transformá-los em um aliado na vida. Termos sonhos para serem conquistados torna-se ainda mais essencial. Precisamos da luz do dia, das luzes piscando na balada ou da linda luz do luar. Precisamos de ar puro, do vento e do mar para admirar. Precisamos de pessoas sinceras, de propósitos e amor. E se assim for, está tudo certo. Está tudo ótimo. Eu escolho ser feliz, e você?