A reflexão deste texto aponta o diagnóstico como sendo uma parte do individuo e não o seu todo. Isso cabe a todos os diagnósticos, em especial nas doenças e transtornos mentais.

O diagnóstico das doenças e transtornos mentais são uns dos mais complexos e difíceis de serem fechados, isso se dá principalmente porque a maioria desses diagnósticos são realizados somente por exames clínicos, sem exames laboratoriais e de imagem como ferramentas para confirmar o diagnóstico. Alguns dos principais sintomas que os pacientes se queixam, se encaixam em diversos transtornos, e assim, por vezes o diagnóstico não se fecha ou fica incompleto. Por fim, a subjetividade humana, que se constitui a partir do desenvolvimento cognitivo, através das experiências vividas, com os conhecimentos construídos, nos tornando seres únicos.

A busca por um diagnóstico pode ser rápida e, por vezes, pode demorar meses e até anos, principalmente quando se trata de crianças. É uma via crúcis, percorrendo consultórios médicos, hospitais, fazendo exames, no encontro de profissionais despreparados e outros tantos caminhos tortuosos. Sem contar o dispêndio excessivo do tempo (sabe-se que o quanto antes começar o tratamento e as intervenções, o prognóstico é bom) e de recursos financeiros.

O sofrimento psíquico é, por vezes, atrelado a dores físicas por conta do adoecimento mental. Sim, os transtornos mentais são doenças! Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma entre quatro pessoas será afetada por problemas mentais ou neurológicos em algum momento de suas vidas. E também a encorajar buscar ajuda de um profissional de saúde como o médico psiquiatra e/ou neurologista e o psicólogo.

O diagnóstico tem a sua importância: entender o que se passa, o porquê, se tem “cura” e quais os possíveis tratamentos. Conhecer outros e outras famílias que estão vivendo “sob o mesmo teto”. Com o tratamento adequado é possível minimizar a frequência e a intensidade dos sintomas, e consequentemente, possíveis prejuízos em sua vida e de seus familiares. O diagnóstico diferencial é o mais indicado, cada individuo terá um projeto de tratamento singular, o qual atende a sua singularidade.

É preciso SEMRE BUSCAR ajuda com médicos, como o psiquiatra e/ou neurologista e o psicólogo. Dependendo da sua necessidade, cria-se uma rede de apoio e atendimento com diferentes profissionais de saúde.

Vale ressaltar que SOMENTE com uma hipótese e/ou o diagnóstico é possível começar um tratamento público ou particular mais adequado a cada um. A partir do diagnóstico, podemos obter laudos e relatórios dos profissionais de saúde para obter benefícios, desde os mais simples, como um atendimento preferencial, até os mais complexos, a aposentadoria por invalidez.

Por fim, e não menos importante, o diagnóstico não é determinante. A sociedade vem desmitificando a doença mental e os estereótipos que dificultam a melhora, a remissão dos sintomas e a inserção na vida prática (funcional) e social. Atualmente, ainda há resistência em procurar médicos psiquiatras e psicólogos, mesmo sofrendo psiquicamente e, muitas vezes, só diante da fase aguda da doença, os profissionais são acionados.

É preciso discutir, conhecer e entender o sofrimento psíquico, suas doenças e transtornos, pois de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) a depressão é a principal causa de doença incapacidade em todo o mundo.

Lembre-se: na doença ou na saúde, NÃO É ISSO QUE TE DEFINE! Isso é uma parte, uma parcela, uma fração, um fragmento da sua existência humana.

E seja feliz!