Eu sou uma completa leiga em Star Wars, mundo nerd e qualquer coisa que envolva esse tema, mas creio que não podia deixar de ter essa resenhazinha aqui – ainda mais fazendo referência direta com Extraordinário. Desta maneira, chamo minha amiga, Karine dos Reis, 23 anos, bióloga e… e… noveleira, além de fã de Star Wars para dizer mais sobre o filme para vocês!

 

 “Help me Obi Wan Kenobi. You’re my only hope.”

 

Hope, ou melhor, esperança é o adjetivo perfeito para descrever Star Wars: Os Últimos Jedi. Como foi dito no clássico epílogo, a Primeira Ordem estava a todo custo tentando destruir a Resistência, mas vimos a General Leia Organa, que apesar de todas as perdas, tentava manter a esperança (mesmo que mínima) e ensinar para o seu impulsivo Comandante Poe Dameron que, às vezes, a gente precisa recuar e que uma vitória com tantas perdas não é uma vitória.

A esperança também estava presente em Rey, que tentara a todo custo fazer com que Luke a ensinasse tudo sobre a Força e os Jedis. Mas encontramos aqui um Luke que tinha se fechado para a Força, que não acreditava mais ser capaz de treinar alguém, uma vez que seu sobrinho Ben Solo, agora Kylo Ren, tinha destruído todo o templo Jedi, matado e convertido outros Jedis para o lado negro da Força. E como isso dói no Luke, afinal ele era Luke Skywalker, o grande mestre Jedi, uma pessoa que supostamente não deveria falhar.

Por falar em Kylo Ren, percebemos o quanto as ações de ter matado seu pai no último filme o perturbavam. Ainda existe um conflito dentro de Kylo e a Rey pode sentir isso através da conexão fortíssima de pensamento entre eles (inclusive, ficou incrível essa conexão), assim como ele pode sentir que o lado negro também é presente na Rey. Apesar do Snoke ter dito que enganou os dois, ficou a dúvida: será que a Rey se converterá para o lado negro ou será que ela conseguirá salvar o Ben e trazê-lo de volta para o lado da luz?

Aliás, a sequência feita quando Kylo mata Snkole e luta junto com a Rey ficou espetacular. Com certeza foi uma das melhores sequências do filme, juntamente com a Almirante Holdo salvando a Resistência e mostrando que fugir não quer dizer covardia e que às vezes é preciso sim se sacrificar pelo o que se acredita.

Finn mostrou todo o seu crescimento nesse filme. No começo mostrou pensar que fugir é sempre a melhor solução do mundo, mas no final, e principalmente com a ajuda da Rose, ele entendeu que nem sempre o importante é vencer e sim proteger aqueles que se amam. Por falar nisso, que personagem legal foi a Rose. Foi bom conhecê-la e ver que personagem incrível ela pode vir a ser no próximo filme. E claro, que casal fofo ela e o Finn fazem.

Falando em Finn, o reencontro dele com a Rey foi a coisa mais linda. Aquele abraço necessário, sentido por todos nós e pelos atores, afinal a Daisy disse que sentiu muita falta de contracenar com o John nesse filme.

Agora vamos falar dos nossos personagens principais da primeira franquia e que habitam nossos corações desde 1977. Luke se fechou para a força e contou com a ajuda do nosso querido Mestre Yoda para aprender que na vida nós falhamos com com as pessoas e o que devemos é aprender com as nossos erros. Outro ensinamento é que não devemos nos importar com o futuro, porque não temos como adivinharmos o que vai acontecer. E que luta sensacional ele travou com o Kylo Ren, uma batalha necessária e incrível. A reação das pessoas no cinema (incluindo a minha) ao ver que o Luke estava ali apenas com a força do pensamento foi incrível demais. A morte dele foi também linda, ele admirando o sol, assim como aquele menino fazia em Tatooine. Eu não esperava a morte do Luke, mas entendo que ela se fez necessária, afinal precisamos seguir em frente e entender que os Jedis não estão presentes apenas na família Skywalker e que qualquer um pode ter a Força, uns a apresentam com mais intensidade e outras não.

A nossa General Leia Organa estava maravilhosa nesse filme. Como foi bom e triste se despedir de Carrie Fisher, mas como o Luke disse para ela: “Ninguém parte para sempre.” Sabemos que a Carrie vai estar sempre nos nossos corações e vamos ser sempre gratos por ela ter dado vida a um exemplo de empoderamento feminino lembrado e citado até hoje. Foi lindo demais ver a Leia usando a sua Força pela primeira vez, assim como ela sempre manteve a esperança, independente de tudo. O episódio IX seria dela, mas infelizmente o destino nos prega peças, então só em 2019 saberemos o que será feito com a nossa General, só espero que seja digno.

Star Wars: Os Últimos Jedi mostrou, acima de tudo, que enquanto houver a Força e a esperança a Resistência resistirá e nunca será esquecida. Foi um filme com a melhor fotografia e o melhor encerramento já feito. Meu muito obrigada ao George Lucas por ter criado esse universo, porque Star Wars é eterno.