Negação como escudo de defesa

By |2018-08-06T08:47:56-03:00agosto 3rd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

Espelho, espelho meu, quem é mais bela do que eu? Com essa fala épica da Rainha Feiticeira, do desenho clássico “Branca de Neve e os sete anões”, Disney (1937), abro este artigo para refletir sobre a auto-avaliação de nossos aspectos emocionais e como reagimos a eles. A negação por exemplo, é um mecanismo de defesa consciente e inconsciente em que o conflito emocional e a ansiedade são evitados por recusa em reconhecer pensamentos, sentimentos, desejos, impulsos, ou fatos que são conscientemente intoleráveis pelo sujeito. No caso específico da Rainha Feiticeira, também conhecida como a madrastra má, seu conflito se situa num futuro conscientemente intolerável para ela, pois, sabia que mais cedo ou mais tarde, seu posto de “a mais bela” iria ser ocupado por outra mais jovem. Essa negação da realidade como fato, e portanto, previsível e inexorável do ciclo da vida, faz, com que a Rainha, negue a realidade e não se ajuste a ela de modo adequado; aqui, temos o primeiro sinal da não aceitação e da percepção disfuncional como mecanismo de defesa intrapsíquico contra o mundo exterior.

Negar algo, durante algum tempo faz parte do aprendizado da vida, e, é uma maneira de evitar por um período a resolução de problemas até que se esteja emocionalmente preparado para lidar com eles, quer seja com o amadurecimento da estrutura psíquica ou a aquisição de conhecimentos. Quando um ente querido morre por exemplo, não é raro se ouvir: “Não, não é verdade. Isso não pode estar acontecendo!” É como se

Descubra as vantagens de ser você

By |2018-06-21T08:46:06-03:00junho 21st, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , |

Existiu um ciclo na minha vida, por volta dos meus 14, 15 e 16 anos, em que o pior preconceito que eu sofria era meu. Eu possuía uma vergonha absurda da minha voz. Não falava com pessoas desconhecidas e, por achar que ninguém era obrigado a ouvir a minha voz, não gostava de conversar com meus amigos pelo telefone. Eu tinha muita vergonha da falar sobre minha doença e não conseguia entender o que estava se passando comigo. Obviamente eu tampouco me entendia.

Muitas vezes o preconceito ou o pré-conceito começam por nós mesmos. Porém, precisamos entender que ninguém é perfeito e todos nós possuímos limitações, sejam elas quais forem.

Recordo-me dessa época com pesar do tempo em que perdi tendo vergonha de mim. Contudo, hoje sei administrar melhor o que aconteceu comigo. Falo com todo mundo, quando me perguntam algo sobre o porquê de eu ser assim respondo atenciosamente e aonde quer que eu precise ir, sempre saio muito feliz com a minha cadeira de rodas. Afinal, a vida é para todos nós sermos felizes e curtirmos adoidados (risos).

Coisas boas acontecem, toda hora e a todo momento. Comigo e com você. Precisamos olhar mais para dentro de nós e dos nossos pensamentos. Ter sempre pensamentos bons sobre nós mesmos e as pessoas que conhecemos. Transformá-los em um aliado na vida. Termos sonhos para serem conquistados torna-se ainda mais essencial. Precisamos da luz do dia, das luzes piscando na balada ou da linda luz do luar. Precisamos de ar puro, do vento

Aceitar

By |2018-02-20T11:32:52-03:00fevereiro 20th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim