Tecnologia da Informação como propulsora para Acessibilidade

By |2018-09-27T15:41:33-03:00setembro 27th, 2018|Categories: Curiosidades, Moda|Tags: , , |

Em geral definimos a TI ou Tecnologia da Informação como um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recurso de computação que visam a produção, o armazenamento, a transmissão, o acesso, a segurança e o uso das informações. Assim, num contexto mais amplo, é notório que podemos considerar a TI como um elemento propulsor para a Acessibilidade.

Abordarei neste artigo os aspectos da Tecnologia da Informação e sua capacidade de elevar o nível de acessibilidade, não apenas a produtos, serviços e informações como também a sua influencia na rotina do dia a dia do cidadão.

Um Censo realizado em 2010 pelo IBGE apontava que 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde à época  23,9% da população brasileira. A deficiência visual foi a mais apontada, atinge 18,8% da população. Em seguida vêm as deficiências motora (7%), auditiva (5,1%) e mental ou intelectual (1,4%).

Das Políticas Públicas

Talvez o maior desafio esteja na capacidade de apresentar à sociedade a realidade vivenciada por aqueles que possuem diversas necessidades ligadas à acessibilidade, pois sem visibilidade dos problemas, não existe comprometimento nem engajamento por soluções.

A Tecnologia da Informação já despontava no Censo de 2010, onde a cidade de São Paulo é a que detinha o maior número de pessoas com deficiência que utilizavam computadores e internet. De lá pra cá, vem se trabalhando e desenvolvendo o tema “Acessibilidade Digital”.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, registra em seu Portal de Acesso a informação que “Sem acessibilidade na web,

A presto, Florença!

By |2018-02-07T08:47:07-02:00fevereiro 7th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , , , , |

No nosso primeiro fim de semana na Itália, eu, minhas duas irmãs (Carla e Bruna) e Dienifer (minha ajudante) resolvemos ir pra Florença. A cidade é o berço do renascimento italiano, centro do humanismo europeu, com figuras como Dante e Leonardo da Vinci, e parada obrigatória para amantes da arte. Fiquei muito feliz e animada porque viajar sozinha me traz a sensação de liberdade e de fazer parte de um mundo que antes só pertencia às minhas irmãs. Sempre via as duas viajando pelo mundo e tinha uma imensa vontade de participar também.

Fomos de trem, 2 horas de viagem de Roma até Florença. Também nunca tinha viajado de trem, às vezes ficava imaginando como seria. Achei muito legal nos primeiros 10 minutos que me mantive acordada rsrs. Abri os olhos somente no nosso destino final, pegamos um táxi e dali nos encaminhamos ao hotel para deixarmos nossas bagagens e sair para jantar, pois estávamos famintas.

Saímos “caminhando” pelas ruas estreitas e com pouca iluminação, por ser uma cidade muito antiga as vias são assim. Segunda a Dienifer, os “becos” de Florença deram um certo medo nela, mas nós explicamos que eles são extremamente seguros e ela começou a curtir o passeio.

Como os pontos turísticos são muito próximos, podemos ir em quase todos a pé.

Na ida ao restaurante passamos pela Piazza della Signoria, uma das praças mais bonitas da cidade. Lá você encontra o Palazzo Vechio e a cópia de uma das esculturas mais importantes de Michelangelo, David. Passamos pela Fontana del

Minha primeira semana na Itália

By |2018-01-31T10:05:36-02:00janeiro 31st, 2018|Categories: Cultura, Moda|Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , |

Chegando em Roma pude comprovar, mesmo sem acreditar, que eu estava em outro país. Foi só colocar meu possante (cadeira de rodas) na faixa de segurança que os carros pararam no mesmo segundo. Como não estávamos preparados para o inverno, ao acordar, nossa primeira atitude foi sair pela Via del Corso, famosa avenida de Roma e um shopping a céu aberto, em busca de roupas e calçados de inverno. Eu, minha mãe, minhas duas irmãs, meu padrasto e minha cuidadora (componentes da nossa “famiglia in viaggiare “) conseguimos encontrar várias coisas em conta e que, mesmo em euro, saíram muito mais baratas do que no Brasil. Como eu possuo um aparelho parecido com um marca-passo, preciso que desliguem o detector de metal das lojas para eu conseguir entrar. A pedido de minha mãe, meu médico fez um atestado explicando minhas condições, o que de fato está ajudando muito. Consegui entrar na Zara, Acessorize e em tantas outras lojas, mas na H&M disseram que não poderiam desligar o sistema de alarme e que não existia outra entrada. Fazer o que, né? Paciência!

Aqui os transportes públicos, escolas e hospitais funcionam como devem ser. Podemos andar tranquilamente a qualquer hora e em qualquer lugar sem o medo de ser assaltada ou de ser atingida por uma bala perdida, pois não existe violência. Tenho visto calçadas bem cuidadas e rampas de acesso em ótimo estado por todos os lados, pois como sou cadeirante sempre presto muita atenção na acessibilidade. Percebo que o povo italiano

Sobre ADEJ – Associação de Deficientes Físicos de Joinville.

By |2017-11-07T09:05:20-02:00novembro 7th, 2017|Categories: Curiosidades|Tags: , , , |

Convido todos os que se fazem presente nessa publicação para conhecer esse lindo trabalho de Fé, Amor e Caridade, Solidariedade Humana.

Antes de qualquer coisa, quero compartilhar a carta do presidente da ADEJ, Professor Sérgio Luiz Barreto de Sá, com o propósito de apontar diretamente o objetivo e missão dessa instituição. Acredito que a leitura ajuda a dar continuidade neste trabalho, além de esclarecer ao público a verdade daqueles que se disponibilizam a servir solidariamente e agir em prol do ser humano.

Respeitosamente aproveitando o final da carta,  Deus não ama apenas quem dá com alegria, mas também aqueles que são felizes no ato de doar, participar, envolver-se e sentir.
Dando continuidade, mostro agora o encontro da ADEJ com outras associações. Juntos realizaram algumas reivindicações e, na sua maioria, obtiveram sucesso.

 

É bom saber que é possível realizar propósitos com persistência, dedicação e valores de caráter humano!

Parabenizo e agradeço ao presidente e professor Sérgio Luiz Barreto de Sá e toda a sua equipe eficiente da ADEJ, nada seria possível sem a prestimosa colaboração de seus membros solidários e dedicados. Agradeço também os pertencentes às outras associações. Concluo essa mostra oficial da ADEJ convidando a todos que curtem o nosso ROSA VALENTE a acessarem também o site da ADEJ. Vamos acompanhar?

Em uma nota pessoal, autorizo-me a compartilhar que, ao longo dos anos, o Professor Sérgio Luiz Barreto de Sá e sua esposa, Sra. Virginia Lyra Barreto de Sá, sempre

Direitos das Pessoas com Necessidades Especiais

By |2018-02-19T10:18:27-03:00outubro 16th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , |

Fui convidada para falar sobre os direitos das pessoas com deficiências. Em primeiro lugar me questionei: “como me dirigir ao público em geral e sobretudo para as pessoas que estão fora da esfera profissional da área da saúde?” Muito bem, particularmente não gosto da terminologia “pessoas com deficiências”, porque acredito que todos nós, em algum momento de nossas vidas ou em alguma medida, possuímos deficiências, déficits, limitações, etc. Eu, por exemplo, uso óculos para corrigir um déficit na minha visão para perto, as lentes dos óculos corrigem essa limitação, mas não sou considerada uma pessoa com necessidades especiais. Como reza a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência “as pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, com interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. O Decreto 3298/89, que regulamentou a Lei 7853/89, em seu art. 3o define deficiência como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano“. De fato, fica claro que o conceito de deficiência do Decreto 7853/89 baseia-se na pessoa que está fora “do padrão considerado normal para o ser humano”, e não a relação da pessoa com o meio em que está inserido.

Já a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência considera que a deficiência