Post Extraordinário para uma atriz extraordinária: Beatriz Segall

By |2018-09-11T17:15:00-03:00setembro 11th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , |

Este post é extraordinário não no sentido de magnífico.

Faleceu a nossa Segall. Muitos acham que Beatriz Segall não é brasileira. “Ela é boa demais pra isso”. Mas sim, Segall é brasileiríssima, carioquíssima. Nascida no Leblon de Manoel Carlos, poderia se chamar Helena, mas seu nome era Beatriz de Toledo.

Tendo seu ofício mascarado pelo conservadorismo da década de 40, formou-se professora e passou a lecionar em uma escola municipal em Santa Cruz, Rio de Janeiro. Talvez nem tão mascarado assim, afinal continuou investindo em si mesma como atriz. O investimento rendeu frutos e a lindíssima foi à Paris fazer usufruto da sua bolsa para estudar Teatro na Cidade Luz, contrariando a vontade do pai.

Em 1954 firmou matrimônio com Maurício Segall, um judeu filho do pintor Lasar Segall, passando a morar em São Paulo, na mesma casa onde viveu até a manhã do dia 5 de setembro de 2018. Mãe de três filhos, deu uma pausa na carreira de atriz e se dedicou totalmente à maternidade e foi obrigada a retornar ao Rio quando o marido foi preso durante a Ditadura Militar.

Beatriz, agora já Segall, teve uma longa carreira antes de cair no carinho do público. Apesar de ser amplamente conhecida e comentada como a vilãzona, a maior de todas, a minha favorita, Odete Roitman, a personagem não foi a primeira da atriz, nem se quer a primeira na Rede Globo.

A estreia na emissora veio em 1978, na novela Dancin’ Days de Gilberto Braga interpretando Celina. Posteriormente, em Pai Heroi, de Janete