Filme: Minha Vida em Marte

By |2019-03-11T09:08:48-03:00março 11th, 2019|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , |

Depois do grande sucesso “Os Homens São de Marte… e é pra lá que eu vou”, Mônica Martelli emplaca mais um gol de placa com “Minha Vida em Marte”, agora com direção de Susana Garcia. Eu, como uma boa amante de ABSOLUTAMENTE TUDO que a Mônica Martelli produz, fui assistir a esse majestoso filme no cinema duas vezes.

“Os Homens São de Marte… e é pra lá que eu vou” foi um sucesso não só nas telonas do cinema, mas também nos palcos e continua sendo um sucesso na televisão com série de mesmo nome exibida pela GNT que já caminha para sua quarta temporada.

Devido a essa grande audiência, Mônica resolveu contar a continuação da história da protagonista Fernanda, vivida pela atriz (que também é a roteirista da história). Na primeira parte da história, temos a saga de Fernanda pelo marido ideal. No segundo filme, temos uma Fernanda e o casamento com Tom (Marcos Palmeira) em crise e uma filha pequena.

O grande diferencial é que no segundo filme a história não se baseia na busca de Fernanda por um novo amor ou novas aventuras (obviamente isso é um dos cenários, mas não podemos caracterizar como a base do filme). O filme reflete a relação de amizade entre Fernanda (Mônica) e Anibal (Paulo Gustavo), com mais ênfase na reta final do filme, e assim como o anterior, também é uma adaptação dos palcos.

O foco da protagonista agora é entender o porquê, à crença dela, ela falhou na missão de construir a família

Crítica: O Nome da Morte (com spoiller como sempre)

By |2018-09-14T15:17:26-03:00setembro 14th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , |

O filme, que é estrelado por Marco Pigossi e Fabiula Nascimento, conta a história de um assassino de aluguel, Júlio Santana, e é baseado em uma história real. Na trama, Júlio se demonstra em completo desgosto para com a borracharia da família, o que o faz ser convencido pelo seu tio, Cícero (André Mattos), admirado com a sua pontaria, para mudar-se para a capital do estado de Tocantins, onde trabalharia como policial.

Lá chegando descobre a verdadeira intenção do tio: colocar o garoto como matador de aluguel. Inicialmente o ainda jovem protagonista se mantém resistente à profissão, até perceber que disso teria riqueza.

Como 150% dos filmes, ele gira em torno de uma história de amor. Maria (Fabiula Nascimento) é uma mulher mais velha que o protagonista e ambos se apaixonam e resolvem por constituir casamento e família. Ela, iludida pela profissão de fachada do marido, vive com considerável conforto, apesar de humilde.

Certa vez Júlio falha na execução de um crime e acaba preso, quando é descoberto e abandonado pela esposa. Depois de algum tempo ele e Maria retomam a relação e acordam em viver honestamente e juntos. Passam a viver miseravelmente tendo que escolher entre a carne e o pão, até que o galã recebe proposta para voltar à vida de assassino de aluguel, matando quem fosse sem julgamento de mérito. Ambos aceitam e começam a viver uma vida abastada até o filho do casal ser assassinado. Voltam a miséria e, aparentemente, inicia um ciclo de miséria-riqueza.

Bem, a moral do filme

14. QUATORZE. QUA-TOR-ZE. A-N-O-S.

By |2018-07-18T09:24:51-03:00julho 18th, 2018|Categories: Moda|Tags: , , |

14 anos foi o tempo de espera que os fãs do Beto Pêra tiveram que esperar para ter uma continuação da história. Claramente não só fãs do Beto, mas da Família Pêra toda. Não é à toa que depois de 5 dias da estreia brasileira de “Os Incríveis 2” a sessão que eu acompanhei estava repleto de (jovens) adultos ansiosos para ver o que ia acontecer com nossos super-heróis depois de serem declarados ilegais. Essas pessoas tinham por volta de seus 10 anos quando assistiram ao primeiro longa-metragem da sequência.

Eu mesma tinha… sete anos! Isso mesmo. SETE ANOS. Em uma conta rápida (não necessariamente fácil) hoje tenho 21 anos. 14 anos é muita espera. Até a ex-criança mais paciente do mundo estava ansiosa. A paixão é tão grande que eu fiz o aniversário de 1 ano do meu irmão caçula ser dos Incríveis – 2013 – (ele era igualzinho o Zezé, seria até hoje, caso o Zezé não continuasse um bebê e ele crescido como toda criança).

Enfim, passados os 14 anos (sei que estou repetindo muito esse número, mas é para deixar bem marcado que foram 14 anos), chegou às telonas dos cinemas o tão esperado “Os Incríveis 2” e existem poucas sequências de filmes que são bons em todos os seus números (“Toy Story” é o maior exemplo que temos disso). Os Incríveis 2 não deixou nada a dever diante do primeiro filme.

A atenção é prendida do começo ao fim. O filme se inicia com a aparente decadência dos

FARIAS, Roberto. “Uma vida dedicada ao cinema”.

By |2018-06-06T08:17:17-03:00junho 6th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , |

Em meio a um mês de maio muito tumultuado e um semestre sobrecarregado, chego atrasada para homenagear Roberto Farias, mas homenageio. Antes tarde do que nunca.

14 de maio foi mais uma segunda-feira, dessa vez mais triste do que o normal. Em meio a um dia nublado, recebi a notícia do falecimento de Roberto Farias. Logo eu, fã do cinema brasileiro e que estagiou durante um tempo na Agência Nacional do Cinema.

Não tem como falar de cinema no nosso país sem o associar ao Roberto. O sobrenome “Faria(s)” é muito importante para o audiovisual brasileiro e, seja nas telinhas ou nas telonas, sempre se fez presente. É impossível traçar a história dos nossos filmes e desvinculá-la desse sobrenome.

Eu mesma me apaixonei pelo cinema brasileiro com o chamado “Cinema Novo”, que tem como um de seus principais expoentes o filme “Pra Frente, Brasil!”, dirigido por Roberto Farias. Uma das aulas mais emocionantes da minha vida no ensino médio foi a de “produção cultural brasileira”. Lembro-me até hoje do professor sinalizando o nome de Roberto em todas as “escolas do audiovisual”. Confesso que me orgulhei.

Entre os extremos das chanchadas (onde estreou como diretor em “Rico Ri à Toa”), o realismo e a ousadia do Cinema Novo, Roberto estava lá.

Neste momento, não nos resta muito além de agradecer por tudo o que Roberto fez pelo nosso audiovisual desde sempre, para a televisão e para o cinema. Quem perde é o cinema, quem perde é o cinema brasileiro.

 

À família as condolências e o meu carinho.

Ao

Fala Sério, Mãe!

By |2018-01-22T10:56:08-03:00janeiro 24th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , |

Mais um filme brasileiro explodindo nas telas do cinema! Amém! Salve o Cinema BR! Dessa vez Ingrid Guimarães (do sucesso “De Pernas para o Ar”) e Larissa Manoela (de “Meus 15 anos”), ícones de suas gerações, foram unidas pela direção de Pedro Vasconcelos (“Dona Flor e Seus Dois Maridos”) e trouxeram ao cinema um clássico da obra infanto-juvenil brasileira, “Fala Sério, Mãe!”, de Thalita Rebouças.

Eu sou absolutamente incapaz de descrever a minha felicidade ao ver uma obra de Rebouças ganhando uma versão audiovisual. Eu, com meus 20 anos, tive Thalita como nome favorito na minha estante de livro por anos e anos! Eu li (quase) todos. Eu me identificava com todos! Parecia que em cada livro eu estava dentro. Meu primeiro livro dela foi “Tudo por um pop-star” (curiosamente também foi o primeiro livro dela escrito para o público adolescente), transformado em musical em 2012 – tive a honra e o prazer de assistir – e está prestes a estrear no cinema. Eu me identifiquei muito nesse livro pois conta a história de três amigas que fazem de tudo para conseguir um momento ao lado dos ídolos – a banda Slavabody Disco Disco Boys”. Como não é segredo para ninguém eu também faço de tudo para ter um momento ao lado dos meus ídolos.

Enfim, fui crescendo e deixando a leitura de Rebouças de lado. Mas, certamente, ocupa um espaço bem importante da minha vida como leitora. Digamos, fez a minha base junto com Cervantes (do meu amado e idolatrado “Dom

Dona Flor e Seus Dois Maridos [contém spoilers]

By |2017-12-04T14:43:38-03:00dezembro 4th, 2017|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , |

Teodoro (Leandro Hassum), Flor (Juliana Paes) e Vadinho (Marcelo Faria) – Filme 2017. Direção: Pedro Vasconcelos

 

Depois de anos de espera, a nova leitura audiovisual de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” finalmente chegou às telonas. Com direção de Pedro Vasconcelos (diretor geral do sucessão “A Força do Querer”) e com produção de Marcelo Faria (também ator do filme), a obra foi novamente adaptada após 41 anos da sua primeira montagem cinematográfica e 19 anos depois da sua adaptação para as telinhas.

Como já sabem, sou amante das nossas artes nacionais, mas o que vocês não sabem é que apesar de admitir a grande importância de Jorge Amado para a nossa literatura, seu estilo de escrita nunca foi dos meus favoritos para leitura. Todavia, eu sempre gostei muito de suas releituras para cinema, tv e teatro.

Prova disso é que o filme Dona Flor de 1976 foi um dos primeiros filmes nacionais que eu assisti após ser apresentada às relíquias dessa nossa arte. E encantada eu fiquei com aquilo que me apareceu. Eu também sou apaixonada pela novela Tieta – no ar atualmente no Canal Viva – apesar de ter desistido da leitura. A história dos Capitães da Areia também é uma das minhas preferidas dos anos de Vestibular FUVEST, porém, nunca encerrei a leitura.

Enfim, não estamos aqui para fazer crítica às obras de Amado e sim, falar desse filmão que está de volta para a nossa alegria!

O filme acerta em seguir a ordem