O Ódio Nosso de Cada Dia

By |2018-03-21T17:32:40-03:00março 22nd, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , |

Estamos vivendo e convivendo com um movimento sombrio e insidioso de ódio, que está aos poucos analogamente como um câncer que se espalha para além do órgão de onde começou para outras partes do corpo como uma metástase. Tal qual a metástase que se espalha por todo o organismo e prejudica o paciente portador da doença, assim, vejo o “paciente” Brasil, adoecido por opiniões e posições radicais e dogmáticas sobre tudo e todos, bem como à situação político-econômico-social. Assim como o paciente enfraquecido, desorientado, esquecido em um leito de hospital, sem direito a opinar sobre sua saúde e como gostaria de ser tratado, o “paciente” Brasil fica à mercê do suposto saber do médico, que lhe impõe exames de toda ordem satisfazendo seu desejo narcísico de formar um diagnóstico único que caiba em sua própria hipótese teórica. Sem direito à replica o “paciente” Brasil, se vê obrigado a se encaixar no olhar do outro.

Isso, me faz lembrar da lenda mitológica “O Leito de Procusto”, uma metáfora da medida única: se sobra, corta: se falta, estica. Procusto era um bandido que assaltava viajantes e os obrigava a se deitar em seu leito de ferro. Caso a vítima fosse maior que o leito, Procusto amputava o excesso de comprimento: se a vítima fosse menor, esticava-a e seu destino era o mesmo. Como nenhuma pessoa era exatamente do mesmo tamanho do leito/cama ninguém sobrevivia. Essa é a armadilha em que se encontra a sociedade brasileira, diante de uma única medida! Quantas vezes somos

Aceitar

By |2018-02-20T11:32:52-03:00fevereiro 20th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim