Doenças e seus ganhos secundários

By |2019-03-14T10:41:35-03:00março 16th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , |

Ganhos secundários são as consequências que acompanham situações nas quais indivíduos por ocasião de uma doença ou simulação de uma, recebem um tipo de atenção que até aquele momento não tinham. É um movimento tão sutil a priori que na maioria dos casos não é percebido pelo indivíduo que está doente ou passando por uma situação negativa; o que torna mais provável a repetição desse comportamento.

Um comportamento que é aprendido ainda na infância. Um exemplo clássico: uma criança acorda com febre e tosse num dia frio de inverno, está chovendo e ventando lá fora; a mamãe cuidadosa e diligente, mede a temperatura e constata que seu pequeno está realmente com febre; sua primeira decisão, é que ele não irá para a escola, ficará de cama sendo medicado e recebendo atenção redobrada. A criança além dos cuidados para a recuperação de sua saúde, também receberá os benefícios implícitos e explícitos dessa relação, transformando uma situação negativa (a doença), em algo positivo (amor, carinho e atenção redobrada); e isso, é um estimulante para reforçar e incentivar esse tipo de comportamento. Por isso, é inconsciente, isto é, a princípio o indivíduo não tem consciência que está recebendo algo em troca, por estar doente.

É errado? Não, nem pecado. Diferentemente de várias denominações religiosas, a Psicologia não quer punir e muito menos julgar o ser humano; a Psicologia como ciência e profissão, estuda profundamente os fenômenos que envolvem os comportamentos e seus “gatilhos” ativadores, para a partir desse entendimento usar a Psicoeducação, para informar e

Era uma vez…

By |2018-04-11T16:51:04-03:00abril 12th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , |

Uma menina novinha chamada Fernanda. Ela se considerava “perfeita”, mas não era e nunca será, pois ser perfeita não é o seu forte. Geniosa como poucas pessoas, tingia os cabelos de preto. Amante do sol, toda vez que o verão chegava ficava super bronzeada. Adorava sair caminhando pelas ruas sem destino certo e dançar uma noite toda sem parar. Era tímida que só, não gostava de falar com pessoas que não conhecia porque tinha vergonha da sua voz já prejudicada pela doença. Amava correr, pular, jogar vôlei, andar a cavalo e principalmente ser livre. Achava que sabia tudo da vida, porém não sabia nada. Sobretudo está sempre disposta a aprender e ampliar seus horizontes.

Sua dor um dia foi grande, pois sua vida mudou muito. Mas hoje já não é mais porque ela vive o presente. Seu passado ficou para trás. Não se bronzeia mais no verão, porém continua amando o sol. Hoje em dia já não corre mais, nem consegue ficar uma noite inteira dançando sem parar e já não tem mais vergonha da sua voz. Felizmente ela nunca se dá por vencida e sempre sabe recomeçar. Ela nunca deixará de ser uma sonhadora convicta, esse é um dos segredos da sua vitalidade. Seu corpo já não é mais livre, porém sua alma sempre será.