Já fomos crianças

By |2019-10-10T14:57:28-03:00outubro 10th, 2019|Categories: Reflexões|Tags: , , , |

Todos nós já fomos criança. Creio eu que o que realmente fica desse aprendizado mágico e único da infância, e que apesar do que muitas vezes a vida adulta nos torna, é que nunca percamos a vontade de aprender sempre mais. A oportunidade de tentar acertar com os nossos erros, conseguindo assim crescer como ser humano. Procurar ter um coração doce e ingênuo, e sermos pessoas verdadeiras, que jamais percamos a felicidade que toda criança encontra nas pequenas coisas da vida.

 

 

 

 

 

Meu pai encenando “Chapeuzinho Vermelho” vestido de lobo mau (futuro médico e pai amoroso de três filhas), minha mãe tocando sua gaitinha (futura psicóloga, representante de São Gabriel em concursos de beleza e mãe dedicada de três meninas), Carlinha sempre muito linda desfilando vestida da flor Margarida (minha irmã amada, amiga e futura dentista), Bruninha brincando com sua boneca (minha irmã conselheira, inteligentíssima e futura médica), Simbinha bebê querendo ser um ursinho de pelúcia (futuro dono do meu coração , sempre meu gurizinho lindo), e eu fazendo pose para a máquina fotográfica (futura escritora, sempre querendo ser modelo).

Que nunca deixemos que a criança existente dentro de cada um se perca em meio ao que a vida adulta exige de nós.

Aceitar

By |2018-02-20T11:32:52-03:00fevereiro 20th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim

Fazer Amigos

By |2018-02-01T14:22:20-02:00janeiro 15th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , |

O tema de hoje – fazer amigos – parece fácil, ainda mais para as crianças, mas encontrar amigos é bem mais complicado do que parece. Em meu consultório, por exemplo, é o principal motivo da insatisfação nas crianças. Mas por que os amigos são tão importantes?

São pelos amigos, a amizade, que grandes artistas escrevem poesias, músicas, peças de teatro e filmes que emocionam uma multidão. A amizade é uma das relações interpessoais primordiais para os seres humanos, e desde da infância aprendemos a fazer amigos.

Segundo Carl Rogers, a amizade “é a aceitação de cada um como realmente ele é”. Existe mais amor do que isso?

Voltando para a pergunta que não quer calar, como uma criança faz amigos? A resposta é obvia, brincando. Porém, as crianças não sabem mais brincar. Por onde começar, como brincar? Muitas delas não sabem perder, não persistem, não se frustram, não esperam sua vez, não aceitam o “não”, sempre querem brincar da sua maneira e com suas regras. O brincar faz parte do desenvolvimento infantil, e com a repetição das brincadeiras podemos treinar sentimentos como a imaginação, criatividade, persistência, imitação, atenção, memória, entre outros.

Presas pelas grades de casas, apartamentos e condomínios, com medo do perigo e da falta de segurança, as crianças são impedidas de brincar na rua, no play ou na casa do amigo. Com isso, não conquistam a autonomia necessária para estruturar sua independência. Os filhos são criados dentro de uma “bolha”, controlados pela internet, TV e pelos jogos eletrônicos. Vivem isolados, quando a