Não nos resta nada e o que nos resta é tudo: Adeus, Museu Nacional

Por |2018-09-06T18:03:07-03:00setembro 6th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , |

O sentimento que eu tive na madrugada do dia 2 de setembro para o dia 3 foi tristeza. Enquanto eu estava concentrada nos artigos de Direito Desportivo, Comercial e Tributário, o pior aconteceu. Foi numa pausa para uma água e uma checada no WhatsApp que surgiu bem na minha frente o fogo no Museu Nacional.
Em um primeiro momento eu pensei em nada, só consegui ficar em choque. Em segundo momento eu segui sem conseguir pensar em nada, só consiguia estar em choque. Em choque com o tudo que perdemos, em choque com o descaso com a nossa história, com a nossa gente, como o nosso povo.

“MATARAM A LUZIA DE VEZ!”

Não vou aqui delimitar culpados por essa lástima ocorrida, não vou dar uma listagem de coisas e pessoas que deveriam ter evitado isso. SIM! EVITADO. Até porque não adianta culpar apenas as autoridades se nós mesmos, cidadãos comuns, não valorizamos a nossa história. Prova disso é a famosa frase “quem vive de passado é Museu” usada de forma pejorativa.
Vim falar do sentimento que fica no coração de uma pessoa que ama história, ama a história brasileira, ama museus, que estuda, que gosta de pesquisa e produção de conhecimento: o sentimento que fica no meu coração.
Fui no Museu Nacional uma única vez, na época que eu ainda não tinha muitos amigos no Rio. Eu estava sozinha. sozinha não, com 20 milhões de itens que contavam a nossa história.
O primeiro e o mais velho de tudo que o Brasil tem estava lá. Estava.

Tag Livros e A Praça do Diamante

Por |2018-02-14T07:33:21-02:00fevereiro 14th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

Organizei minhas contas e realizei um sonho antigo, assinar o Clube de Leitura “Tag Livros – Experiências Literárias” [https://taglivros.com/]. Eu queria fazer parte desse clube desde o momento em que o descobri.

O plano anual custa R$ 62,00 mensais. “Nossa, Ingrid, que caro!”; Não é caro, não, gente. Vale a pena se você curte um livro físico e ainda por cima, assim como eu, ama ver a estante cheia deles! Todo mês vai chegar um livro surpresa na sua casa, um box colecionavel, um marcador de página, uma revista falando sobre o autor, sobre o curador daquele mês e o motivo da escolha do livro – além de uma prévia do livro do próximo mês, possibilitando a troca dele caso você já tenha lido, mas sem revelar o nome – e uma lembrança que tenha a ver com o livro ou com o momento do ano. E por que vale a pena? Por dois motivos. O primeiro deles é que você vai sair da sua zona de conforto de leituras e vai conhecer outros autores, outros gêneros, outros países e outras realidades

Eu, por exemplo, na primeira experiência saí da minha zona de literatura brasileira e biografias e cai de cara em Mercè Rodoreda da Catalunha (Espanha). Nunca tinha ouvido falar dela e a minha primeira caixa trouxe ela, a Guerra Civil Espanhola e “A Praça do Diamante”. O segundo motivo é a estética. O

A presto, Florença!

Por |2018-02-07T08:47:07-02:00fevereiro 7th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , , , , |

No nosso primeiro fim de semana na Itália, eu, minhas duas irmãs (Carla e Bruna) e Dienifer (minha ajudante) resolvemos ir pra Florença. A cidade é o berço do renascimento italiano, centro do humanismo europeu, com figuras como Dante e Leonardo da Vinci, e parada obrigatória para amantes da arte. Fiquei muito feliz e animada porque viajar sozinha me traz a sensação de liberdade e de fazer parte de um mundo que antes só pertencia às minhas irmãs. Sempre via as duas viajando pelo mundo e tinha uma imensa vontade de participar também.

Fomos de trem, 2 horas de viagem de Roma até Florença. Também nunca tinha viajado de trem, às vezes ficava imaginando como seria. Achei muito legal nos primeiros 10 minutos que me mantive acordada rsrs. Abri os olhos somente no nosso destino final, pegamos um táxi e dali nos encaminhamos ao hotel para deixarmos nossas bagagens e sair para jantar, pois estávamos famintas.

Saímos “caminhando” pelas ruas estreitas e com pouca iluminação, por ser uma cidade muito antiga as vias são assim. Segunda a Dienifer, os “becos” de Florença deram um certo medo nela, mas nós explicamos que eles são extremamente seguros e ela começou a curtir o passeio.

Como os pontos turísticos são muito próximos, podemos ir em quase todos a pé.

Na ida ao restaurante passamos pela Piazza della Signoria, uma das praças mais bonitas da cidade. Lá você encontra o Palazzo Vechio e a cópia de uma das esculturas mais importantes de Michelangelo, David. Passamos pela Fontana del

Minha primeira semana na Itália

Por |2018-01-31T10:05:36-02:00janeiro 31st, 2018|Categories: Cultura, Moda|Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , |

Chegando em Roma pude comprovar, mesmo sem acreditar, que eu estava em outro país. Foi só colocar meu possante (cadeira de rodas) na faixa de segurança que os carros pararam no mesmo segundo. Como não estávamos preparados para o inverno, ao acordar, nossa primeira atitude foi sair pela Via del Corso, famosa avenida de Roma e um shopping a céu aberto, em busca de roupas e calçados de inverno. Eu, minha mãe, minhas duas irmãs, meu padrasto e minha cuidadora (componentes da nossa “famiglia in viaggiare “) conseguimos encontrar várias coisas em conta e que, mesmo em euro, saíram muito mais baratas do que no Brasil. Como eu possuo um aparelho parecido com um marca-passo, preciso que desliguem o detector de metal das lojas para eu conseguir entrar. A pedido de minha mãe, meu médico fez um atestado explicando minhas condições, o que de fato está ajudando muito. Consegui entrar na Zara, Acessorize e em tantas outras lojas, mas na H&M disseram que não poderiam desligar o sistema de alarme e que não existia outra entrada. Fazer o que, né? Paciência!

Aqui os transportes públicos, escolas e hospitais funcionam como devem ser. Podemos andar tranquilamente a qualquer hora e em qualquer lugar sem o medo de ser assaltada ou de ser atingida por uma bala perdida, pois não existe violência. Tenho visto calçadas bem cuidadas e rampas de acesso em ótimo estado por todos os lados, pois como sou cadeirante sempre presto muita atenção na acessibilidade. Percebo que o povo italiano

Puro Ney

Por |2017-10-10T15:04:26-03:00outubro 4th, 2017|Categories: Moda|Tags: , , , , , |

No último 23 de agosto aconteceu no Teatro dos Quatro, Shopping da Gávea (Rio de Janeiro), a estreia do musical “Puro Ney”. A trajetória de Ney Matogrosso é pela primeira vez levada aos palcos dos teatros em um espetáculo musical um tanto quanto diferente do que aqueles que nos é de costume.
Soraya Ravenle e Marcos Sacramento trazem novas interpretações às canções de Ney (que participa indiretamente da apresentação por meio de imagens de sua carreira e gravações inéditas que aparecem projetadas no fundo do palco). Os atores-cantores são acompanhados da banda composta por Guilherme Gê, Gustavo Corsi e Ronaldo Silva e juntos realizam as “leituras”-dramáticas.
As projeções presentes no painel de fundo conversam em todos os momentos com a interpretação e canto dos atores e completam ainda mais o sentimento que aquelas canções transmitem para o público.
O roteirista e diretor do tributo, Luis Filipe de Lima, afirma na sinopse da trama que, para ele, foi um desafio escolher apenas 24 músicas de um intérprete que tanto fez e viajou entre diversos estilos musicais.
O espetáculo se inicia com uma nova versão de Balada dos Loucos (uma das minhas músicas preferidas) que faz brilhar os olhos de qualquer um. Apesar de todas as interpretações serem únicas, destaco as canções “Fala”, “Sangue Latino” e “América do Sul”.
As clássicas “O Vira” e “Homem com H” não podiam ficar de fora desse show de Marcos e Soraya. Sacramento surpreendeu ao não fazer a coreografia tradicional de “o Vira” – apesar de tê-la feito ao fim da