SOU MAIS QUE UM DIAGNÓSTICO

By |2018-10-15T09:25:36-03:00outubro 15th, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: |

A reflexão deste texto aponta o diagnóstico como sendo uma parte do individuo e não o seu todo. Isso cabe a todos os diagnósticos, em especial nas doenças e transtornos mentais.

O diagnóstico das doenças e transtornos mentais são uns dos mais complexos e difíceis de serem fechados, isso se dá principalmente porque a maioria desses diagnósticos são realizados somente por exames clínicos, sem exames laboratoriais e de imagem como ferramentas para confirmar o diagnóstico. Alguns dos principais sintomas que os pacientes se queixam, se encaixam em diversos transtornos, e assim, por vezes o diagnóstico não se fecha ou fica incompleto. Por fim, a subjetividade humana, que se constitui a partir do desenvolvimento cognitivo, através das experiências vividas, com os conhecimentos construídos, nos tornando seres únicos.

A busca por um diagnóstico pode ser rápida e, por vezes, pode demorar meses e até anos, principalmente quando se trata de crianças. É uma via crúcis, percorrendo consultórios médicos, hospitais, fazendo exames, no encontro de profissionais despreparados e outros tantos caminhos tortuosos. Sem contar o dispêndio excessivo do tempo (sabe-se que o quanto antes começar o tratamento e as intervenções, o prognóstico é bom) e de recursos financeiros.

O sofrimento psíquico é, por vezes, atrelado a dores físicas por conta do adoecimento mental. Sim, os transtornos mentais são doenças! Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma entre quatro pessoas será afetada por problemas mentais ou neurológicos em algum momento de suas vidas. E também a encorajar buscar ajuda de um profissional de saúde

Demências: o que são e como identificá-las

By |2017-12-18T08:29:47-02:00dezembro 15th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , , , , , , , |

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados do censo 2010, o Brasil possui cerca de 14,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais. O alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

Esses dados do IBGE demonstram que com o envelhecimento da população, há maiores possibilidades destes indivíduos desenvolverem doenças crônicas como: problemas cardiovasculares, endócrinas e doenças degenerativas cerebrais, como Alzheimer, entre outras. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER (ABRAz).

Atualmente, os especialistas no estudo do envelhecimento referem-se a três grupos de pessoas mais velhas: “idosos jovens” refere-se às pessoas de 65 a 74 anos. O grupo “idosos velhos” está na faixa etária de 75 a 84 anos e os “idosos mais velhos” são aqueles de 85 anos ou mais e que possuem maior tendência para incapacidades, enfermidades e podem ter dificuldades para desempenhar as atividades de vida diária[¹].

A demência pode ser definida como síndrome caracterizada por declínio de memória, associado a déficit de pelo menos uma outra função cognitiva (linguagem, gnosias, praxias ou funções executivas) com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo.² Mas o que é gnosia? É a capacidade para reconhecer ou identificar objetos, pessoas, sons e formas, isto é, a percepção. E a praxia? é a capacidade de realizar tarefas motoras voluntárias aprendidas ao longo da vida, isto é, habilidade de