Toc, Toc, Toc.

By |2019-01-08T17:15:12+00:00janeiro 8th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: |

Quem bate?… É o Transtorno Obsessivo Compulsivo! Vá embora! estou muito ocupada, arrumando e organizando a casa, não tenho tempo para visitas. Esse diálogo, poderia ter sido extraído do livro “A menina que organizava”, de Eve Ferretti e Fabiola Werland (2016), que conta a história de uma menina cuja obsessão por limpeza e organização a privou de levar uma vida socialmente produtiva e feliz. Ou do personagem Abel (o coelho), do desenho infantil “Winnie-the-Pooh” – Disney (1926), e mais conhecido como o “Ursinho Pooh”. O escritor inglês A. A. Milne (1882-1956), construiu seus personagens, inspirado nas histórias e vivências de seu filho Christopher Robin e seu ursinho de pelúcia Winnie, que mais tarde seria mundialmente conhecido como “Ursinho Pooh”.

Existem grupos de estudiosos que acreditam que os personagens do desenho, tenham sido inspirados em transtornos mentais. Será mesmo? Vamos analisar Abel, o coelho; ele precisa ter todas as coisas em seu entorno completamente simétricas, organizadas e qualquer interferência nessa ordem o deixa extremamente angustiado e irritado. Sua preocupação exagerada com a organização, faz com que, conte, reconte, organize, reorganize tudo e todos em sua vida. Caso, algo esteja fora do lugar ou ordem previamente estabelecida por ele, todos irão sentir sua ira; e por fim, Abel tem tendência a sentir-se extraordinariamente importante e super valorizar seu sistema de crenças. Sim, esses comportamentos correspondem ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5ª edição, o Transtorno Obsessivo Compulsivo é caracterizado pela presença de obsessões e/ou

Doença mental ou possessão demoníaca?

By |2018-11-21T16:54:29+00:00novembro 22nd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: |

Houve um tempo em que ter um entendimento, mesmo que pequeno por intuição, por experiência ou adquirido por antepassados, como por exemplo, identificar plantas para fins medicinais, ter conhecimento sobre os benefícios das ervas para o tratamento de enfermidades físicas como dores de cabeça, cólicas, urticárias, diarreia, dor de dente, etc., sem o consentimento das instituições e autoridades da época, era uma faca de dois gumes; como diz o dito popular, em outras palavras, é quando algo que o sujeito tenha feito de boa vontade, tem o efeito contrário ao esperado, ou mesmo um efeito prejudicial. Esse tempo era a idade média, mais precisamente na metade do século XV, onde deu-se o início à caça às bruxas, e, seu apogeu nos séculos XVI e XVII. Segundo Natália Petrin, a caça às bruxas aconteceu principalmente em Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Alemanha (e em algumas colônias na América). A perseguição acontecia devido à crença de que era necessário punir bruxas que supostamente praticavam rituais e curandeirismo. Estima-se que entre os séculos XV e XVIII, tenham acontecido entre 40 mil e 100 mil execuções por bruxaria.

Segundo Leandro Vilar (2017), desde que a Igreja Romana passou a expandir seus domínios e influência sobre a Europa a partir do século IV, o clero esbarrou em diferentes práticas mágicas e religiosas, pois a Europa era um continente pagão (ainda não cristianizado), mas à medida que o tempo foi passando e o processo de cristianização avançando de forma ora pacífica, ora agressiva, levou muito tempo para