Doenças e seus ganhos secundários

By |2019-03-14T10:41:35-03:00março 16th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , |

Ganhos secundários são as consequências que acompanham situações nas quais indivíduos por ocasião de uma doença ou simulação de uma, recebem um tipo de atenção que até aquele momento não tinham. É um movimento tão sutil a priori que na maioria dos casos não é percebido pelo indivíduo que está doente ou passando por uma situação negativa; o que torna mais provável a repetição desse comportamento.

Um comportamento que é aprendido ainda na infância. Um exemplo clássico: uma criança acorda com febre e tosse num dia frio de inverno, está chovendo e ventando lá fora; a mamãe cuidadosa e diligente, mede a temperatura e constata que seu pequeno está realmente com febre; sua primeira decisão, é que ele não irá para a escola, ficará de cama sendo medicado e recebendo atenção redobrada. A criança além dos cuidados para a recuperação de sua saúde, também receberá os benefícios implícitos e explícitos dessa relação, transformando uma situação negativa (a doença), em algo positivo (amor, carinho e atenção redobrada); e isso, é um estimulante para reforçar e incentivar esse tipo de comportamento. Por isso, é inconsciente, isto é, a princípio o indivíduo não tem consciência que está recebendo algo em troca, por estar doente.

É errado? Não, nem pecado. Diferentemente de várias denominações religiosas, a Psicologia não quer punir e muito menos julgar o ser humano; a Psicologia como ciência e profissão, estuda profundamente os fenômenos que envolvem os comportamentos e seus “gatilhos” ativadores, para a partir desse entendimento usar a Psicoeducação, para informar e

Demências: o que são e como identificá-las

By |2017-12-18T08:29:47-03:00dezembro 15th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , , , , , , , |

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados do censo 2010, o Brasil possui cerca de 14,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais. O alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

Esses dados do IBGE demonstram que com o envelhecimento da população, há maiores possibilidades destes indivíduos desenvolverem doenças crônicas como: problemas cardiovasculares, endócrinas e doenças degenerativas cerebrais, como Alzheimer, entre outras. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER (ABRAz).

Atualmente, os especialistas no estudo do envelhecimento referem-se a três grupos de pessoas mais velhas: “idosos jovens” refere-se às pessoas de 65 a 74 anos. O grupo “idosos velhos” está na faixa etária de 75 a 84 anos e os “idosos mais velhos” são aqueles de 85 anos ou mais e que possuem maior tendência para incapacidades, enfermidades e podem ter dificuldades para desempenhar as atividades de vida diária[¹].

A demência pode ser definida como síndrome caracterizada por declínio de memória, associado a déficit de pelo menos uma outra função cognitiva (linguagem, gnosias, praxias ou funções executivas) com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo.² Mas o que é gnosia? É a capacidade para reconhecer ou identificar objetos, pessoas, sons e formas, isto é, a percepção. E a praxia? é a capacidade de realizar tarefas motoras voluntárias aprendidas ao longo da vida, isto é, habilidade de