Burnout e a Síndrome da Compaixão na Medicina Veterinária

By |2018-02-01T14:32:21-03:00fevereiro 2nd, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , |

Olá, galera. Hoje trago o texto de um colega de profissão que fala sobre Burnout e a Síndrome da Compaixão, segue o texto abaixo!

BURNOUT é uma palavra em inglês que está relacionada com uma sensação de exaustão emocional. Como se alcançássemos o limite para lidar com os desafios na profissão. Nenhuma atividade profissional é livre de desafios emocionais, mas algumas delas lidam diretamente com a ansiedade em níveis acima do cotidiano da maior parte da população. Imagine a cabeça do palito de fosforo incandescendo: é efetiva, brilhante, funcional e, depois, apaga. Um palito de fósforo queimado não oferece mais fogo, energia, está esgotado no seu principal potencial. To burn, em inglês, significa queimar e burnout significa queimado, estafado ou, melhor, esgotado. O esgotamento emocional relacionado à profissão foi apresentado para a comunidade científica como uma justificativa para um mal cada vez comum: a exaustão oriunda da atividade profissional. É objeto de estudos dos psicólogos por quem eu sempre tive uma admiração imensa. A enfermidade da alma sempre me chamou mais atenção quando comparada àquelas físicas. Esse sofrimento é incisivo e cruel. eu posso garantir.

Por que os médicos veterinários sofrem mais? São inúmeras as justificativas, mas a principal dela é que vemos mais pacientes morrerem quando somos comparados com outras profissões ligadas à cura. Sofremos pelo nosso paciente – mas não estamos lá para sofrer – somos acionados para curar. E é assim que muitas vezes somos tratados. Uma parte da sociedade deixa claro que se gostássemos de animais, não seríamos médicos

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: o mal do século XXI?

By |2017-12-07T08:08:35-03:00dezembro 8th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , , , |

A ansiedade é complexa e misteriosa, como Sigmund Freud observou muitos anos atrás. Ainda hoje, no século XXI, quanto mais estudamos a seu respeito, mais intrigante nos parece. A “Ansiedade” é muito mais que um tipo específico de transtorno. É uma emoção tão envolvida com a psicopatologia, que essa discussão explora sua natureza geral, tanto biológica quanto psicológica¹.

Virou lugar comum falar sobre ansiedade e o mal que ela causa, e há hoje no mercado um sem número de programas de televisão, livros de autoajuda, acampamentos de meditação e pseudo terapeutas falando sobre como “curar” a ansiedade ou evitá-la. Há também um número crescente de fármacos para o alívio da tão temida ansiedade. Mas o que ela é? O que causa? Por quê ficamos ansiosos? Vamos começar a entende-la por sua definição simples: Ansiedade é um estado de humor negativo caracterizado por sintomas corporais de tensão física e apreensão em relação ao futuro (American Psychiatric Association, 2013; Barlow, 2002). Aqui, já identificamos que a ansiedade envolve duas dimensões, a biológica por seus sintomas físicos e a psicológica pelo seu sentido subjetivo de apreensão em relação a algo, e, que este algo se orienta para o futuro. Portanto, ela é uma emoção. As emoções desempenham enorme papel em nossas vidas diárias e podem contribuir significativamente para o desenvolvimento da psicopatologia (Barret, 2012; Gross, 2014; Kring & Sloan, 2010; Rottenberg & Johnson, 2007).

Vejamos agora qual seria a relação da emoção entre medo e ansiedade. Considere o medo, você está voltando para casa depois