A mãe de todas as culpas

By |2018-07-31T17:23:09-03:00maio 12th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre ser mãe, este tema é o mais conhecido por todos nós, que somos filhos de uma ou várias mães e uma boa parte de nós, somos as mães do planeta Terra.

Quando as mães se deparam com as dificuldades no desenvolvimento dos filhos, permeiam sentimentos penosos, tais como, o de não ter obtido êxito e competência no desempenho do papel materno e das frustrações decorrentes do que o filho não poderá realizar. A culpa nasce antes do filho, e para entendê-la é importante conhecer o contexto social e cultural na qual mulher está inserida.

Com o nascimento do filho, nasce uma mãe, que gera impacto na vida da mulher nos aspectos emocional, financeiro, cotidiano e psíquico

O papel da maternidade no passado foi construído como o ideal máximo da mulher, caminho da plenitude e realização da feminilidade, associado a um sentido de renúncia e sacrifícios prazerosos. Por outro lado, atualmente, a mulher passa a ser vista como um indivíduo e não meramente como “mulher-natureza”, ela ingressou no mercado de trabalho e agora é dela a escolha da reprodução com os métodos contraceptivos.

Porém, as expectativas sociais não mudaram, a mãe deve ser perfeita e compreensiva, dando aos filhos um amor incondicional. Assim, só temos uma forma de ser mãe, um estilo de maternidade exclusiva, aprisionada, constituído no seio da família moderna.

Segue exemplos de como a mídia determina o papel, a responsabilidade das mães na criação seus filhos e que quando o filho não responde à altura do que

Aceitar

By |2018-02-20T11:32:52-03:00fevereiro 20th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim