Doenças e seus ganhos secundários

By |2019-03-14T10:41:35-03:00março 16th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , |

Ganhos secundários são as consequências que acompanham situações nas quais indivíduos por ocasião de uma doença ou simulação de uma, recebem um tipo de atenção que até aquele momento não tinham. É um movimento tão sutil a priori que na maioria dos casos não é percebido pelo indivíduo que está doente ou passando por uma situação negativa; o que torna mais provável a repetição desse comportamento.

Um comportamento que é aprendido ainda na infância. Um exemplo clássico: uma criança acorda com febre e tosse num dia frio de inverno, está chovendo e ventando lá fora; a mamãe cuidadosa e diligente, mede a temperatura e constata que seu pequeno está realmente com febre; sua primeira decisão, é que ele não irá para a escola, ficará de cama sendo medicado e recebendo atenção redobrada. A criança além dos cuidados para a recuperação de sua saúde, também receberá os benefícios implícitos e explícitos dessa relação, transformando uma situação negativa (a doença), em algo positivo (amor, carinho e atenção redobrada); e isso, é um estimulante para reforçar e incentivar esse tipo de comportamento. Por isso, é inconsciente, isto é, a princípio o indivíduo não tem consciência que está recebendo algo em troca, por estar doente.

É errado? Não, nem pecado. Diferentemente de várias denominações religiosas, a Psicologia não quer punir e muito menos julgar o ser humano; a Psicologia como ciência e profissão, estuda profundamente os fenômenos que envolvem os comportamentos e seus “gatilhos” ativadores, para a partir desse entendimento usar a Psicoeducação, para informar e

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: o mal do século XXI?

By |2017-12-07T08:08:35-03:00dezembro 8th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , , , |

A ansiedade é complexa e misteriosa, como Sigmund Freud observou muitos anos atrás. Ainda hoje, no século XXI, quanto mais estudamos a seu respeito, mais intrigante nos parece. A “Ansiedade” é muito mais que um tipo específico de transtorno. É uma emoção tão envolvida com a psicopatologia, que essa discussão explora sua natureza geral, tanto biológica quanto psicológica¹.

Virou lugar comum falar sobre ansiedade e o mal que ela causa, e há hoje no mercado um sem número de programas de televisão, livros de autoajuda, acampamentos de meditação e pseudo terapeutas falando sobre como “curar” a ansiedade ou evitá-la. Há também um número crescente de fármacos para o alívio da tão temida ansiedade. Mas o que ela é? O que causa? Por quê ficamos ansiosos? Vamos começar a entende-la por sua definição simples: Ansiedade é um estado de humor negativo caracterizado por sintomas corporais de tensão física e apreensão em relação ao futuro (American Psychiatric Association, 2013; Barlow, 2002). Aqui, já identificamos que a ansiedade envolve duas dimensões, a biológica por seus sintomas físicos e a psicológica pelo seu sentido subjetivo de apreensão em relação a algo, e, que este algo se orienta para o futuro. Portanto, ela é uma emoção. As emoções desempenham enorme papel em nossas vidas diárias e podem contribuir significativamente para o desenvolvimento da psicopatologia (Barret, 2012; Gross, 2014; Kring & Sloan, 2010; Rottenberg & Johnson, 2007).

Vejamos agora qual seria a relação da emoção entre medo e ansiedade. Considere o medo, você está voltando para casa depois