Misoginia, sexismo e futebol

Por |2018-07-03T11:48:25-03:00julho 3rd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , , |

Um fato social ganhou os noticiários nas últimas semanas, envolvendo torcedores brasileiros na Copa da Rússia; esses indivíduos, já devidamente identificados, protagonizaram mais um lastimável episódio de comportamento misógino e sexista que alimenta uma cultura de discriminação, baseada em gênero contra uma mulher russa e loira. Do fato: estes sexistas assediaram a mulher e de forma coercitiva a persuadiram a cantar uma “música” com letra de conotação sexual direcionada à ela e ao seu órgão sexual. Faziam isso protegidos pelo “manto da invisibilidade” idiomática, pois como ficou evidenciado, a mulher não entendia a língua portuguesa; portanto, estava clara a intenção de humilhar, ridicularizar e reforçar o estereótipo da mulher como objeto sexual. E isso, infelizmente é mais comum do que gostaríamos de aceitar e acreditar.

Émile Durkheim (1858-1917), sociólogo francês, em sua obra “As regras do Método Sociológico”, de 1895, criou o conceito “fatos sociais” para classificar os fenômenos que seriam objeto de estudo da sociologia. Para Durkheim, nós agimos a partir de três formas básicas: instinto, costumes e racionalidade. Isto é, há coisas que fazemos que são inerentes à espécie humana, como: comer, beber, dormir, andar, etc., que seriam segundo sua teoria os instintos; ações e não fatos sociais. A racionalidade como forma básica, é uma atitude pensada, planejada, mas seu sentido ou objetivo é desconhecido por outros indivíduos, em outras palavras, esse pensamento não foi externalizado, portanto, é algo subjetivo do sujeito; logo, isso também não seria um “fato social”. Restou-nos analisar os costumes, que dão uma dica de