Livro: Errando na Mosca, Juliana Araripe

By |2019-03-14T11:22:57-03:00março 22nd, 2019|Categories: Cultura|Tags: , , , |

Depois de uma longa e bonita carreira nos palcos e na televisão, a atriz Juliana Araripe decidiu por alcançar novos ares e estreia como autora no seu livro que não consegui definir entre crônicas, textos diversos ou textões do facebook que teriam muitos alcances.

A verdade é que é um livro dinâmico e espontâneo assim como Juliana (que carinhosamente chamo de Ju desde os tempos que ela interpretou Chica na novela Em Família nos capítulos iniciais).

Virei fã da Ju, a acompanhei nos teatros da vida ao lado de Camila Raffanti, sua amiga irmã, e criei grande admiração por elas que conquistaram o meu coração. Tenho a honra de acompanhar a Ju nesse novo momento da vida dela que considero de muita importância.

Falando sobre o livro, como disse, há uma incógnita na sua classificação. Quem tem Ju nas redes sociais sabe que cada um daqueles textos poderiam caber em sua linha do tempo do Facebook.

No livro, temos uma Ju gente como a gente. Que é responsável, mas também se atrapalha. Que ama, que é amada, que sofre desilusões. Uma Ju que é mãe de gente, mãe de bicho, dona de casa, atriz, roteirista, produtora e etc. etc. etc. Temos o retrato da mulher contemporânea.

Mas, ao mesmo tempo que Ju nos mostra que é possível e que a gente tem que se aceitar como somos, há alguns pontos negativos na obra. Em textos pontuais, e frases mais pontuais ainda, conseguimos perceber a visão de que o corpo fora do padrão não é um

Tag Livros e A Praça do Diamante

By |2018-02-14T07:33:21-03:00fevereiro 14th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

Organizei minhas contas e realizei um sonho antigo, assinar o Clube de Leitura “Tag Livros – Experiências Literárias” [https://taglivros.com/]. Eu queria fazer parte desse clube desde o momento em que o descobri.

O plano anual custa R$ 62,00 mensais. “Nossa, Ingrid, que caro!”; Não é caro, não, gente. Vale a pena se você curte um livro físico e ainda por cima, assim como eu, ama ver a estante cheia deles! Todo mês vai chegar um livro surpresa na sua casa, um box colecionavel, um marcador de página, uma revista falando sobre o autor, sobre o curador daquele mês e o motivo da escolha do livro – além de uma prévia do livro do próximo mês, possibilitando a troca dele caso você já tenha lido, mas sem revelar o nome – e uma lembrança que tenha a ver com o livro ou com o momento do ano. E por que vale a pena? Por dois motivos. O primeiro deles é que você vai sair da sua zona de conforto de leituras e vai conhecer outros autores, outros gêneros, outros países e outras realidades

Eu, por exemplo, na primeira experiência saí da minha zona de literatura brasileira e biografias e cai de cara em Mercè Rodoreda da Catalunha (Espanha). Nunca tinha ouvido falar dela e a minha primeira caixa trouxe ela, a Guerra Civil Espanhola e “A Praça do Diamante”. O segundo motivo é a estética. O

Fala Sério, Mãe!

By |2018-01-22T10:56:08-03:00janeiro 24th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , |

Mais um filme brasileiro explodindo nas telas do cinema! Amém! Salve o Cinema BR! Dessa vez Ingrid Guimarães (do sucesso “De Pernas para o Ar”) e Larissa Manoela (de “Meus 15 anos”), ícones de suas gerações, foram unidas pela direção de Pedro Vasconcelos (“Dona Flor e Seus Dois Maridos”) e trouxeram ao cinema um clássico da obra infanto-juvenil brasileira, “Fala Sério, Mãe!”, de Thalita Rebouças.

Eu sou absolutamente incapaz de descrever a minha felicidade ao ver uma obra de Rebouças ganhando uma versão audiovisual. Eu, com meus 20 anos, tive Thalita como nome favorito na minha estante de livro por anos e anos! Eu li (quase) todos. Eu me identificava com todos! Parecia que em cada livro eu estava dentro. Meu primeiro livro dela foi “Tudo por um pop-star” (curiosamente também foi o primeiro livro dela escrito para o público adolescente), transformado em musical em 2012 – tive a honra e o prazer de assistir – e está prestes a estrear no cinema. Eu me identifiquei muito nesse livro pois conta a história de três amigas que fazem de tudo para conseguir um momento ao lado dos ídolos – a banda Slavabody Disco Disco Boys”. Como não é segredo para ninguém eu também faço de tudo para ter um momento ao lado dos meus ídolos.

Enfim, fui crescendo e deixando a leitura de Rebouças de lado. Mas, certamente, ocupa um espaço bem importante da minha vida como leitora. Digamos, fez a minha base junto com Cervantes (do meu amado e idolatrado “Dom

Crítica: O Extraordinário – Contém Spoilers

By |2018-01-04T13:58:04-03:00janeiro 4th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , , , , , , , |

Finalmente chegou às telonas o tão esperado “Extraordinário”. Baseado no best-seller de mesmo nome, do escritor R.J. Palacio, o livro foi lançado em 2012. O que esperávamos é que o filme faria parte daquele estilo que trata de assuntos tristes como doenças, problemas de saúde e como a família toda se envolve com aquela nova situação que vos é proposta. Todavia, essa não foi a solução apresentada pelo diretor Stephen Chbosky.

Jacob Tremblay em Extraordinário, 2017. Foto Divulgação

Sinopse: o filme conta a trajetória de Auggie (Jacob Tremblay – “O Quarto de Jack”), um garotinho que nasceu com uma deformidade facial devido há um raro gene que seus pais possuem e, por uma infeliz coincidência, ambos foram parar no código genético do mocinho. Auggie não frequenta a escola normal e é educado pela sua mãe (Julia Roberts – “Pretty Woman”), que abandona o sonho de ser ilustradora de livros infantis e sua carreira acadêmica. A mãe, junto ao pai (Owen Wilson – “Marley & Eu”), se convence de que está no momento de o filho frequentar o ginásio. A partir daí Auggie precisa aprender a lidar com o bullying das outras crianças para tentar fazer algumas amizades. Ao mesmo tempo que o protagonista tenta se adaptar a essa nova rotina, os pais e a irmã, Olívia (Izabela Vidovic), tentam retomar as suas vidas pessoais.

No momento em que vi o trailer pela primeira vez, acreditei ser aquele famoso clichê aonde a pessoa vive

Olá, Vida!

By |2017-12-11T08:17:27-03:00dezembro 6th, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , |

Fim de período na faculdade e eu tinha que escolher um livro que fosse mais dinâmico para ler durante o trajeto de ida para a aula. O escolhido: “Olá, Vida! – um pássaro sem asas & outras novas crônicas”, de Fernanda Pinto (isso, a dona-proprietária deste site) que me presenteou com esta linda obra.

Quando conheci a Nanda, procurei pelo seu blog e comecei a ler algumas coisas. De tão tocada e por me identificar com as palavras que lia, peguei-me com lágrimas nos olhos por diversas vezes. Acabou que, não sei por qual razão, eu parei de ler as antigas crônicas que compunham aquele espaço.

Então, eu ganhei o livro que contém algumas crônicas que participavam do antigo site e esperei para lê-lo em um momento que eu estivesse precisando “ouvir” aquelas palavras que a Fernanda escreveu.

Como todos sabem, final de período é uma droga! É prova atrás de prova, é a responsabilidade de passar para o próximo período, é a pressão de morar sozinha, a solidão que impera quando a gente quer tudo menos ficar sozinho e, ao menos no meu caso, a troca de estágio. Fiquei realmente emocionada quando fui me despedir do meu chefe (o melhor primeiro chefe que alguém pode ter) e creio que talvez tenha sido uma emoção exacerbada, pois se acumulou com essa difícil época do ano. Inclusive, o Natal. O Natal se aproxima e eu não estou lá com a minha família! Não tem uma luz de natal na minha casa, não tem uma

Feliz Ano Velho

By |2017-11-17T13:18:49-03:00novembro 17th, 2017|Categories: Cultura|Tags: , , , , |

Depois de longos anos na minha lista de livros para comprar, tomei vergonha na cara e adquiri, na Bienal do Livro 2015 – São Paulo, o “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva. Porém, após sair de uma lista, ele acabou entrando para outra, a de livros para ler. Na estante ele ficou por 1 ano, até eu tomar vergonha na cara (de novo) e ler. E li.

Demorei 3 semanas para terminar a leitura e não é pelo livro ser demorado e cansativo, pelo contrário. O livro é espontâneo, dinâmico, fluido e intenso. É uma leitura rápida, porém não superficial. Quando digo rápida me refiro à linguagem. Paiva se utiliza de uma linguagem coloquial. Assim como no livro de Lázaro Ramos (já falado neste site), parece que o autor está ali, bem na nossa frente, contando tudo.

A situação de proximidade com o leitor é tão real que a linha temporal do livro não é rompida, mesmo com as digressões realizadas por Paiva – salvo engano, Machado de Assis se valeu, e muito, de digressões em suas “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Em Feliz Ano Velho, Marcelo conta o sua nova situação: tetraplegia ocasionada pela lesão da 5ª Cervical aos 20 anos, quando mergulhou num lago raso (“Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiim”). Durante essa narrativa ele nos mostra momentos da vida dele até o então ano de 1979 – ano da publicação do livro.

“Adeus, Ano Velho, feliz, Ano-Novo

Não tinha o mínimo sentido. As lágrimas rolaram, chorei

Na pele dele (e na nossa também)

By |2017-09-18T16:37:50-03:00setembro 5th, 2017|Categories: Cultura|Tags: , , , |

Em julho deste ano, chegou às prateleiras das livrarias do Brasil o livro de Lázaro Ramos – “Na minha pele” –  no qual ele intitula como uma “não-biografia”, ao menos não uma biografia clássica. Começando com o “eu nasci em tal época, em tal lugar”, ele conta sobre sua vida e momentos importantes que o fizeram chegar onde chegou e se tornar a personalidade que hoje é.

Podemos considerar que o livro é um convite de Lázaro para que vivamos com ele as suas experiências no que diz respeito as, principalmente, diferenças.

Foto: Companhia das Letras (Reprodução)

 

No momento em que peguei o livro, ainda na Livraria da Travessa no Shopping Leblon no dia do lançamento, o coloquei dentro da sacola, entrei na fila de autógrafos e comecei a mexer no celular. Vi o tamanho da fila e pensei: “se eu continuar mexendo no celular a bateria não vai durar 20 minutos”. Desliguei a internet, olhei para a sacola, saquei o livro e abri numa página qualquer para saber o famoso “qual é desse livro? ”.

Na segunda página eu já estava conversando com o livro e respondendo os questionamentos que Lázaro dirige a nós leitores. Parei e comecei o livro do começo. Aquilo ali era mais do que ler o livro em pé numa fila, aquilo era Lázaro Ramos me convidando para tomar um café, para conversarmos sobre coisas da vida. Ele contava por meio daquelas palavras momentos chaves da sua história, eu as absorvia