Luto e Morte, a Luz da Terapia Existencial

By |2018-01-08T10:40:18-03:00janeiro 6th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

A morte faz parte do desenvolvimento humano, significando e resinificando a vida. O tema da morte sempre desafiou, intimidou e também fascinou o ser humano em várias épocas e fases do seu desenvolvimento. A psicologia como ciência, profissão, reflexão e prática cuida da questão do homem, da sua relação com os outros e com o mundo, com a vida e também com a morte.

Atualmente, falar sobre esse tema ainda é um tabu, embora problemas como o câncer, aids, desespero, solidão, luto, suicídio e violência constantemente nos remetam a meditar sobre ele, como pessoas e mais particularmente como psicólogos e profissionais de saúde (KOVÁCS, 1992).

É desejável que o Psicólogo aprenda a lidar com suas próprias mortes e lutos para que possa dar apoio terapêutico a quem o procura. Para isso é desejável entender a morte sob o ponto de vista social, cultural, religioso, econômico e fenomenológico, aspectos indissociáveis da questão. O Tempo de luto é variável e o traço mais permanente no luto é o sentimento de solidão (KOVÁCS, 1992).

No entanto, há aqueles que dizem não ter medo da morte, mas que não querem encontra-la tão cedo!

“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos” Pablo Picasso.

Martin Heidegger (1889-1976), um dos maiores filósofos e pensadores do século XX, em Ser e Tempo (1927), sua obra mais importante, aborda o ser para a morte e pergunta: “O que é ser, como é ser? O que significa perguntar qual

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: o mal do século XXI?

By |2017-12-07T08:08:35-03:00dezembro 8th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , , , |

A ansiedade é complexa e misteriosa, como Sigmund Freud observou muitos anos atrás. Ainda hoje, no século XXI, quanto mais estudamos a seu respeito, mais intrigante nos parece. A “Ansiedade” é muito mais que um tipo específico de transtorno. É uma emoção tão envolvida com a psicopatologia, que essa discussão explora sua natureza geral, tanto biológica quanto psicológica¹.

Virou lugar comum falar sobre ansiedade e o mal que ela causa, e há hoje no mercado um sem número de programas de televisão, livros de autoajuda, acampamentos de meditação e pseudo terapeutas falando sobre como “curar” a ansiedade ou evitá-la. Há também um número crescente de fármacos para o alívio da tão temida ansiedade. Mas o que ela é? O que causa? Por quê ficamos ansiosos? Vamos começar a entende-la por sua definição simples: Ansiedade é um estado de humor negativo caracterizado por sintomas corporais de tensão física e apreensão em relação ao futuro (American Psychiatric Association, 2013; Barlow, 2002). Aqui, já identificamos que a ansiedade envolve duas dimensões, a biológica por seus sintomas físicos e a psicológica pelo seu sentido subjetivo de apreensão em relação a algo, e, que este algo se orienta para o futuro. Portanto, ela é uma emoção. As emoções desempenham enorme papel em nossas vidas diárias e podem contribuir significativamente para o desenvolvimento da psicopatologia (Barret, 2012; Gross, 2014; Kring & Sloan, 2010; Rottenberg & Johnson, 2007).

Vejamos agora qual seria a relação da emoção entre medo e ansiedade. Considere o medo, você está voltando para casa depois