O Mito de Narciso: e a sociedade de consumo de si mesma

Por |2018-06-12T16:51:16-03:00junho 12th, 2018|Categories: Moda|Tags: , , , , , |

Estamos no mês que se comemora o “Dia dos Namorados” no Brasil, 12 de junho, e nada mais temático do que escrever sobre o amor e seus amantes – consumidores de amor -, mas como poderia eu, amante dos clássicos, não introduzir um mito grego nesse artigo que pretende falar de amor e seus enamorados!

Antevendo os questionamentos sobre misturar mitos gregos em discussões atuais, devo, claro, um esclarecimento: os mitos nos ajudam a entender as relações humanas e guardam em si a chave para o entendimento do mundo. Segundo Paula P. Santos, do site infoescola, “O mito surge a partir da necessidade de explicação sobre a origem e a forma das coisas, suas funções e finalidade, os poderes do divino sobre a natureza e os homens. Ele vem em forma de narrativa, criada por um alguém que possuía credibilidade diante da sociedade, poder de liderança e domínio da linguagem […]”. A mitologia grega, está repleta de lendas históricas e contos sobre deuses e deusas, batalhas épicas, heroísmo e jornadas ao mundo subterrâneo, etc., que nos remetem à natureza de nós mesmos. Veja a lenda de Narciso, um belíssimo rapaz que ignora todas as moças e se apaixona por si mesmo… Quem de nós já não esteve em um relacionamento assim? Ou o contrário, o outro ama demais e nos sufoca.

A Psicologia vem estudando as relações tóxicas desde Freud e sua obra introdutória. Sobre o narcisismo: Uma introdução, texto de 1914. E não parou mais desde então. Esse é um assunto

O Mito de Sísifo: uma versão carioca

Por |2018-05-10T09:04:10-03:00maio 10th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

O retrato da tragédia ética (ou da falta dela) que se abateu no Estado do Rio de Janeiro, sendo transmitido no atual momento nas redes sociais e nas mídias afins, é o de policiais da UPP do São Carlos, região central do Rio, empurrando a viatura morro acima e – diga-se de passagem – sem sucesso; é uma cena digna (ou indigna) de nota!

Essa cena congelada em minha mente me remete à filosofia do absurdo de Albert Camus (1913-1960), que, em seu ensaio filosófico no último capítulo, nos apresenta o mito de Sísifo, que tinha ódio e desprezo pela morte, desafiou e enganou os deuses, e em sua punição, teria que empurrar uma pedra montanha acima por toda a eternidade.

Analogamente nós, cidadãos cariocas e policiais honestos, estamos na mesma cena! Sim, há policiais honestos e os citados acima são um exemplo! É assim que todos nós estamos, tentando e sem sucesso empurrar montanha acima “a pedra” dos nossos impostos e contas como: IPTU, IPVA, luz, gás, água, condomínio, aluguel, prestação da casa própria, multas impostas arbitrariamente, transportes, filas intermináveis para atendimento médico no Sistema Único de Saúde, Escolas Públicas que estão longe da qualidade que se espera em contra partida com os altíssimos impostos cobrados, etc. O que dizer da segurança então? Ela está na UTI, e precisando de múltiplos transplantes de órgãos (públicos), um novo e saudável órgão de Secretaria de Segurança, Governador, Prefeito, Diretorias e Secretarias afins…

Voltando à metáfora grega, Sísifo, pensando que estava quase chegando ao topo