Não nos resta nada e o que nos resta é tudo: Adeus, Museu Nacional

Por |2018-09-06T18:03:07-03:00setembro 6th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , |

O sentimento que eu tive na madrugada do dia 2 de setembro para o dia 3 foi tristeza. Enquanto eu estava concentrada nos artigos de Direito Desportivo, Comercial e Tributário, o pior aconteceu. Foi numa pausa para uma água e uma checada no WhatsApp que surgiu bem na minha frente o fogo no Museu Nacional.
Em um primeiro momento eu pensei em nada, só consegui ficar em choque. Em segundo momento eu segui sem conseguir pensar em nada, só consiguia estar em choque. Em choque com o tudo que perdemos, em choque com o descaso com a nossa história, com a nossa gente, como o nosso povo.

“MATARAM A LUZIA DE VEZ!”

Não vou aqui delimitar culpados por essa lástima ocorrida, não vou dar uma listagem de coisas e pessoas que deveriam ter evitado isso. SIM! EVITADO. Até porque não adianta culpar apenas as autoridades se nós mesmos, cidadãos comuns, não valorizamos a nossa história. Prova disso é a famosa frase “quem vive de passado é Museu” usada de forma pejorativa.
Vim falar do sentimento que fica no coração de uma pessoa que ama história, ama a história brasileira, ama museus, que estuda, que gosta de pesquisa e produção de conhecimento: o sentimento que fica no meu coração.
Fui no Museu Nacional uma única vez, na época que eu ainda não tinha muitos amigos no Rio. Eu estava sozinha. sozinha não, com 20 milhões de itens que contavam a nossa história.
O primeiro e o mais velho de tudo que o Brasil tem estava lá. Estava.