Para Sempre Bibi

By |2019-02-26T09:01:34-03:00fevereiro 26th, 2019|Categories: Cultura|Tags: , , |

Em um início de ano trágico, o teatro não deixou de ser atingido por essa onda de má sorte que assombra o Brasil nesse momento.

Foi-se Bibi Ferreira, dia 13 de fevereiro. Foi-se Bibi, de forma natural, porém dolorosa. O Brasil perde mais um talento e um exemplo. Bibi deveria ser considerada patrimônio cultural do nosso País e ser guardado como o bem mais precioso de origem brasileira.

Nascida Abigail Izquierdo Ferreira, Bibi, era filha de um dos maiores nomes do Teatro Brasileiro, o também ator Procópio Ferreira, e da bailarina Aída Izquierdo. Isso fez que Bibi nascesse no palco e estreou no teatro com 20 dias de vida em “Manhã de Sol”.

Mas a vida de Bibi não foi exclusivamente do teatro como conhecemos, era uma atriz multimídia: passou pelo cinema, por programas de TV, pela música e pelo mercado de shows. Porém, em momento algum, deixou sua verdadeira paixão de lado: o teatro e o público.

Dentre os trabalhos de Bibi temos o dever de destacar Gota d’Agua, peça escrita por Chico Buarque durante os Anos de Chumbo e protagonizado por Bibi. A beleza e intensidade do texto fez com que Bibi se afastasse de sua carreira nos palcos por longos oito anos até que foi contagiada pela obra que contava a história da cantora francesa Edith Piaf, encenado no Brasil e em Portugal.

Além disso, foi Bibi que inaugurou a TV Excelsior com o programa de TV “Brasil 60” e trazia aos olhos da televisão os grandes nomes do teatro.

Mas foi com

Ângela Maria: dos Rádios para o Mundo

By |2018-10-23T10:03:54-03:00outubro 27th, 2018|Categories: Cultura|Tags: , , |

Mais uma perda inenarrável para o mundo da música. Ângela Maria se foi e deixa eternizado para nós o legado do seu trabalho, da sua música e a sua voz.

Com 89 anos e mais de 70 anos de carreira, Ângela é um bom exemplo daquilo que podemos chamar de “grande cantora” que, apesar de ter mais afinidade com o canto lírico, a intérprete garantiu seu espaço na música popular brasileira, nos sambas-canções, boleros, toadas e sambas stricto sensus, o que possibilitou ser considerada por muitos como “A Cantora do Povo”, sendo eleita em 1984 a Rainha do Rádio (não era para menos).

Sua carreira transpassou os rádios da década de 1950 e chegou à televisão, desde o ínicio desse que era, até então, a maior novidade no mundo midiático. Além disso, foi presença marcante no cinema. Isso fez com que ela se torna-se um grande ídolo do povo e, consequentemente, menosprezada pela crítica “intérprete de uma safra de compositores de segundo time”.

Confesso que pouco acompanhei as músicas cantadas por Ângela, assim como não li todos os livros de Jorge Amado (dois no máximo). Mas não podemos deixar de reconhecer a importância de uma artista como Ângela apenas pelo motivo de ~ não acompanharmos ~.

Todavia, confesso também que a versão de “Nem Eu”, composta por Dorival Caymmi, cantada por Ângela me faz mais feliz do que quando cantada pelo próprio compositor.

Apesar de uma grande voz, sofreu como as demais cantoras de rádio com o surgimento da Bossa Nova, Jovem Guarda e tropicalismo,