Psicopedagogia, ensinar e aprender

By |2019-05-03T09:05:09-03:00maio 22nd, 2019|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , |

O assunto de hoje será a Psicopedagogia, uma especialidade da Psicologia e da Pedagogia.

Nas últimas décadas, a Psicopedagogia surgiu para cuidar dos problemas de aprendizagens e para compreender esse processo no sistema de ensino brasileiro, propondo ações preventivas com novas alternativas de ações voltadas para a melhoria da prática pedagógica disseminada nas escolas. A partir de seu surgimento, a Psicopedagogia tem um enfoque preventivo que considera o objeto de estudo da Psicopedagogia o ser humano em desenvolvimento, enquanto educável. Posteriormente, simultaneamente nasce a prática terapêutica, que intervém no processo de ensino aprendizagem, na avaliação e no diagnóstico de possíveis dificuldades patológicas educacionais.

BOSSA (1991) defende que a Psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades internas e externas da aprendizagem, tomadas em conjunto. E, mais procurando estudar a construção do conhecimento em toda a sua complexidade, procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão implícitos.

O psicopedagogo trabalha levando em conta a subjetividade do paciente, as questões que impedem a aprendizagem. Ressignificando conceitos, defesas e reaprendendo a aprender. Promovendo o crescimento moral, a constituição da identidade, o desenvolvimento da autonomia, potencializar suas habilidades e suas inteligências múltiplas.

Conforme fundamentam OLIVEIRA e BOSSA (1997), o trabalho psicopedagógico é orientado pelo processo ensino-aprendizagem, visando favorecer a apropriação do conhecimento no ser humano, ao longo de sua evolução. Esse enfoque terapêutico desenvolve-se na forma individual ou grupal, na área de saúde mental e da educação.

Por fim, o processo de ensino é algo vivo,

Misoginia e Sexismo com pitadas de psicopatia

By |2019-04-04T18:05:45-03:00abril 10th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

Há tantos misóginos, sexistas e machistas no mundo quanto grãos de areia na praia. Há misóginos orgulhosos que estufam o peito, como por exemplo, o policial militar paulista, que durante o Carnaval e dentro da Delegacia de Polícia, diante das reclamações de foliões sobre as agressões sofridas gratuitamente, com bombas de efeito moral, jatos de gás lacrimogêneo e balas de borracha, gritou para uma reclamante –, “abaixa o dedo mulher, não aponta o dedo aqui não, eu não tenho cerimônia de quebrar a cara de mulher não”. Um policial militar, que é um servidor público e sua principal função seria à de proteger as pessoas. Nesse infeliz exemplo, temos um misógino com muito orgulho e com pitadas de psicopatia.

Também há misóginos, sexistas e machistas enrustidos, que vivem “dentro do armário”; são homens que assistem agressões como essas e não fazem nada para evitar as vias de fato. Homens que dizem: “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, “a mulher é dele, eles que se entendam”, “ele, pode não saber porque está batendo, mas ela sabe, porquê está apanhando”.

“O psicopata pode, por exemplo, achar que não há nada de errado em dizer a uma mulher ‘Eu te amo’ logo depois de bater nela. Ou dizer a alguém ‘Eu precisei dar uma surra nela para ela não sair da linha, mas ela sabe que eu a amo”, trechos do livro “Sem consciência” (2013), de Robert D. Hare, Psicólogo canadense e criador da Psychopath Checklist, Revised, PCL-R (Avaliação de Psicopatia),

Doenças e seus ganhos secundários

By |2019-03-14T10:41:35-03:00março 16th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , |

Ganhos secundários são as consequências que acompanham situações nas quais indivíduos por ocasião de uma doença ou simulação de uma, recebem um tipo de atenção que até aquele momento não tinham. É um movimento tão sutil a priori que na maioria dos casos não é percebido pelo indivíduo que está doente ou passando por uma situação negativa; o que torna mais provável a repetição desse comportamento.

Um comportamento que é aprendido ainda na infância. Um exemplo clássico: uma criança acorda com febre e tosse num dia frio de inverno, está chovendo e ventando lá fora; a mamãe cuidadosa e diligente, mede a temperatura e constata que seu pequeno está realmente com febre; sua primeira decisão, é que ele não irá para a escola, ficará de cama sendo medicado e recebendo atenção redobrada. A criança além dos cuidados para a recuperação de sua saúde, também receberá os benefícios implícitos e explícitos dessa relação, transformando uma situação negativa (a doença), em algo positivo (amor, carinho e atenção redobrada); e isso, é um estimulante para reforçar e incentivar esse tipo de comportamento. Por isso, é inconsciente, isto é, a princípio o indivíduo não tem consciência que está recebendo algo em troca, por estar doente.

É errado? Não, nem pecado. Diferentemente de várias denominações religiosas, a Psicologia não quer punir e muito menos julgar o ser humano; a Psicologia como ciência e profissão, estuda profundamente os fenômenos que envolvem os comportamentos e seus “gatilhos” ativadores, para a partir desse entendimento usar a Psicoeducação, para informar e

Por que preciso ir ao Psicólogo?

By |2018-05-24T08:22:18-03:00maio 24th, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , |

Essa é uma pergunta recorrente em pessoas que, por ocasião de algum evento traumático ou em função de conflitos pelos quais estejam passando e não consigam administrar sozinhas, fazem, diante da indicação desse profissional. Ou ainda, relatam em tom de tristeza que “precisei” procurar um psicólogo por esse ou por aquele motivo… como se procurar a ajuda de um profissional psicólogo, fosse sinal de fracasso social ou fraqueza pessoal. Outros ainda, o veem como uma punição para a falta de ação diante de um acontecimento inesperado, como por exemplo ser alvo de racismo dentro de uma instituição de ensino superior, fato esse transmitido a poucos dias na mídia, onde a vítima relatava o ocorrido e em tom de queixa dizia que estava fazendo terapia em decorrência do acontecido. Ou ser barrado na porta de um banco e/ou ficar preso na porta giratória do mesmo por ser de etnia afrodescendente. Não saber lidar com essas situações de pronto, não é fraqueza ou mesmo fracasso, mas ser sensível e humano a ponto de não acreditar que existam ainda pessoas que façam isso, em pleno século 21!

Buscar um profissional certificado, ético e competente em sua área de especificidade, é antes de mais nada, um ato de inteligência! É procurar ajuda de um especialista no assunto e não um curioso. É se permitir a abertura de pontos de vista que não tinha antes, para reescrever uma experiência dando um novo sentido; na Psicologia chamamos de ressignificar, em outras palavras, alterar a forma da percepção

O que te motiva?

By |2018-01-25T13:42:30-02:00janeiro 26th, 2018|Categories: Psicologia, Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

O que te faz levantar da cama de manhã? O que te impulsiona a fazer o que faz, ou o que não faz? Qual é a sua motivação? Bem, essas perguntas mobilizaram o mundo científico e organizacional, orientando-os como uma bússola na investigação de estratégias de sobrevivência em um cenário profissional cada vez mais competitivo e em constante mudança. Os cientistas, mais precisamente os psicólogos e as empresas, queriam saber por que as pessoas se comportavam desta ou daquela maneira? Por mais importante que essas questões possam parecer, as respostas não eram aceitáveis. E como a vida precede o trabalho, vamos tentar entender o que de fato é a motivação.

Motivação: vem do verbo latino “movere” que significa mover-se. Ambas indicam um estado de despertar do organismo. Portanto, é algo interno! Na psicologia chamamos intrínseco.

Há tantos conceitos quanto teóricos da motivação tentando estabelecer uma resposta mais adequada e/ou científica para a questão. Aqui, vou tentar ser a mais objetiva, clara e sucinta na análise deste tema e convidar você leitor, a descobrir qual é a sua motivação!

Para Vernon (1973, p.11), “a motivação é encarada como uma espécie de força interna que emerge, regula e sustenta todas as nossas ações mais importantes”.  Contudo, é verdade que motivação é uma experiência interna e subjetiva que não pode ser estudada diretamente. É o impulso que está relacionado à necessidade de fazer algo. No início dos estudos sobre a motivação, o desafio era descobrir aquilo que deveria ser feito para motivar as pessoas; no mundo

Luto e Morte, a Luz da Terapia Existencial

By |2018-01-08T10:40:18-02:00janeiro 6th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

A morte faz parte do desenvolvimento humano, significando e resinificando a vida. O tema da morte sempre desafiou, intimidou e também fascinou o ser humano em várias épocas e fases do seu desenvolvimento. A psicologia como ciência, profissão, reflexão e prática cuida da questão do homem, da sua relação com os outros e com o mundo, com a vida e também com a morte.

Atualmente, falar sobre esse tema ainda é um tabu, embora problemas como o câncer, aids, desespero, solidão, luto, suicídio e violência constantemente nos remetam a meditar sobre ele, como pessoas e mais particularmente como psicólogos e profissionais de saúde (KOVÁCS, 1992).

É desejável que o Psicólogo aprenda a lidar com suas próprias mortes e lutos para que possa dar apoio terapêutico a quem o procura. Para isso é desejável entender a morte sob o ponto de vista social, cultural, religioso, econômico e fenomenológico, aspectos indissociáveis da questão. O Tempo de luto é variável e o traço mais permanente no luto é o sentimento de solidão (KOVÁCS, 1992).

No entanto, há aqueles que dizem não ter medo da morte, mas que não querem encontra-la tão cedo!

“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos” Pablo Picasso.

Martin Heidegger (1889-1976), um dos maiores filósofos e pensadores do século XX, em Ser e Tempo (1927), sua obra mais importante, aborda o ser para a morte e pergunta: “O que é ser, como é ser? O que significa perguntar qual

Direitos das Pessoas com Necessidades Especiais

By |2018-02-19T10:18:27-03:00outubro 16th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , |

Fui convidada para falar sobre os direitos das pessoas com deficiências. Em primeiro lugar me questionei: “como me dirigir ao público em geral e sobretudo para as pessoas que estão fora da esfera profissional da área da saúde?” Muito bem, particularmente não gosto da terminologia “pessoas com deficiências”, porque acredito que todos nós, em algum momento de nossas vidas ou em alguma medida, possuímos deficiências, déficits, limitações, etc. Eu, por exemplo, uso óculos para corrigir um déficit na minha visão para perto, as lentes dos óculos corrigem essa limitação, mas não sou considerada uma pessoa com necessidades especiais. Como reza a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência “as pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, com interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. O Decreto 3298/89, que regulamentou a Lei 7853/89, em seu art. 3o define deficiência como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano“. De fato, fica claro que o conceito de deficiência do Decreto 7853/89 baseia-se na pessoa que está fora “do padrão considerado normal para o ser humano”, e não a relação da pessoa com o meio em que está inserido.

Já a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência considera que a deficiência