Psiquiatria X Psicanálise

By |2019-08-23T10:35:47-03:00agosto 23rd, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , |

O texto de hoje tem a pretensão de falar de maneira simples de como a Psicopatologia e a Psicanálise podem se completar para oferecer um melhor tratamento ao paciente, com o objetivo de minimizar o sofrimento psíquico. O texto será dividido em: o conceito da Psicopatologia; a função da Psicanálise/Psicoterapia, e como e por que se completam.

A Psicopatologia é uma ciência que estuda os transtornos mentais e as alterações que provocam no organismo. Seu objetivo é fornecer a classificação, a referência que se desvia da normalidade e/ou que ocasionam sofrimentos, tidas como expressões de doenças mentais. A partir das classificações dos sintomas, se origina o diagnostico nosológico, que visa explicitar o que o paciente tem em comum com os demais indivíduos incluídos sob a mesma rubrica. O psiquiatra é o especialista que trabalha com a exclusão de outras patologias para fechar o diagnóstico, usando os sintomas descritos nas classificações da psicopatologia.  Assim, temos dois principais classificadores: CID 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e problemas relacionados com a Saúde) e o DSM V (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). É o médico psiquiatra responsável pelo tratamento medicamentoso com os pacientes.

Freud inaugura a psicanálise e com ela a escuta que adquire um lugar central na relação paciente-terapeuta.  Por esta via, tanto as palavras ditas ou as não distas são importantes. Palavras que enganam, mas que abrem um acesso à significação. O paciente chega com palavras que demandam um desejo de ser compreendido em sua dor, o psicoterapeuta/psicanalista escuta as

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: o mal do século XXI?

By |2017-12-07T08:08:35-03:00dezembro 8th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , , , , , , , |

A ansiedade é complexa e misteriosa, como Sigmund Freud observou muitos anos atrás. Ainda hoje, no século XXI, quanto mais estudamos a seu respeito, mais intrigante nos parece. A “Ansiedade” é muito mais que um tipo específico de transtorno. É uma emoção tão envolvida com a psicopatologia, que essa discussão explora sua natureza geral, tanto biológica quanto psicológica¹.

Virou lugar comum falar sobre ansiedade e o mal que ela causa, e há hoje no mercado um sem número de programas de televisão, livros de autoajuda, acampamentos de meditação e pseudo terapeutas falando sobre como “curar” a ansiedade ou evitá-la. Há também um número crescente de fármacos para o alívio da tão temida ansiedade. Mas o que ela é? O que causa? Por quê ficamos ansiosos? Vamos começar a entende-la por sua definição simples: Ansiedade é um estado de humor negativo caracterizado por sintomas corporais de tensão física e apreensão em relação ao futuro (American Psychiatric Association, 2013; Barlow, 2002). Aqui, já identificamos que a ansiedade envolve duas dimensões, a biológica por seus sintomas físicos e a psicológica pelo seu sentido subjetivo de apreensão em relação a algo, e, que este algo se orienta para o futuro. Portanto, ela é uma emoção. As emoções desempenham enorme papel em nossas vidas diárias e podem contribuir significativamente para o desenvolvimento da psicopatologia (Barret, 2012; Gross, 2014; Kring & Sloan, 2010; Rottenberg & Johnson, 2007).

Vejamos agora qual seria a relação da emoção entre medo e ansiedade. Considere o medo, você está voltando para casa depois