Aceitar

By |2018-02-20T11:32:52-03:00fevereiro 20th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , , , , , , |

O texto de hoje é sobre aceitar, tema estudado e comentado em diversos aspectos. Aqui iremos nos restringir a aceitação das diferenças e dificuldades dos nossos filhos.

Quando os papais estão “grávidos”, esperando um bebê, também se espera muito desta criança. É nesse momento que esta espera passa a ter dois sentidos. O primeiro tem relação com o tempo, sendo o bebê aguardado por todos da família, amigos e até as pessoas que temos pouca intimidade. O segundo tem o sentido de esperar algo, projetando e criando expectativas com a chegada desse filho “idealizado”.

Começando com a semelhança física, é incrível como os quartos de hospitais tem tantos especialistas em saber com quem o recém-nascido se parece. O engraçado disso é que o familiar da mãe diz que é cara da mãe, e o familiar do pai diz que é a cara do pai. Acredito ser o recém-nascido tão mágico que consegue se parecer com todos ao mesmo tempo, rs.

“Puxou o pai, será engenheiro”, “Será a primeira médica da família”, “Eu não consegui, mas ela será uma grande bailarina”, “Que choro forte, puxou a mãe”

Esperar algo de alguém é onde nasce a maioria dos conflitos familiares!

E quando a criança ou o jovem não corresponde com essas idealizações? E quando os pais negam a existência de conflito, expondo o filho em situações de insucesso e intensificam o distanciamento entre eles, criando sérios problemas?

Todas as famílias realizam escolhas pelo seu filho, e muitas vezes estas não condizem com o perfil da criança. E assim

Luto e Morte, a Luz da Terapia Existencial

By |2018-01-08T10:40:18-03:00janeiro 6th, 2018|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

A morte faz parte do desenvolvimento humano, significando e resinificando a vida. O tema da morte sempre desafiou, intimidou e também fascinou o ser humano em várias épocas e fases do seu desenvolvimento. A psicologia como ciência, profissão, reflexão e prática cuida da questão do homem, da sua relação com os outros e com o mundo, com a vida e também com a morte.

Atualmente, falar sobre esse tema ainda é um tabu, embora problemas como o câncer, aids, desespero, solidão, luto, suicídio e violência constantemente nos remetam a meditar sobre ele, como pessoas e mais particularmente como psicólogos e profissionais de saúde (KOVÁCS, 1992).

É desejável que o Psicólogo aprenda a lidar com suas próprias mortes e lutos para que possa dar apoio terapêutico a quem o procura. Para isso é desejável entender a morte sob o ponto de vista social, cultural, religioso, econômico e fenomenológico, aspectos indissociáveis da questão. O Tempo de luto é variável e o traço mais permanente no luto é o sentimento de solidão (KOVÁCS, 1992).

No entanto, há aqueles que dizem não ter medo da morte, mas que não querem encontra-la tão cedo!

“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos” Pablo Picasso.

Martin Heidegger (1889-1976), um dos maiores filósofos e pensadores do século XX, em Ser e Tempo (1927), sua obra mais importante, aborda o ser para a morte e pergunta: “O que é ser, como é ser? O que significa perguntar qual

Do Pastel ao Limão… Contemplando pessoas!

By |2017-12-21T10:31:46-03:00dezembro 27th, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , |

Olá, pessoas lindas que acessam o Blog Rosa Valente! Pergunto, quem já foi em uma feira livre na sua cidade ou bairro? Aquela que expõe frutas, legumes, verduras, flores, frango, peixe e coisas que só encontramos lá. Acho que muita gente!

Pois é, em dos meus dias livres, resolvi comer aquele pastel de queijo gostoso com caldo de cana em uma das feiras livres no meu bairro, sem me preocupar em estar vestida formalmente, sem culpa pelos quilinhos a mais, sem maquiagem, sem ligar para o esmalte na unha que descascou ou com o cabelo e sem celular. Venho compartilhar com vocês essa experiência, um olhar que surgiu depois de ter frequentado inúmeras vezes o mesmo ambiente desde criança. Agora me surpreendo como frequentei um lugar sem percebê-lo, no automático. Mas afinal, o que tem de especial em uma feira de rua?

Enquanto comia meu pastel, olhava as pessoas que circulavam e de repente ouço um feirante falar alto com os outros com um tom de voz agradável e descontraído:

“gente, chegou à concorrência desleal!”. Curiosa, me virei para olhar. Era um rapaz sem pernas, amputado quase na altura dos quadris que se deslocava em cima de um carrinho de rolimã, meio que adaptado para que ele pudesse ficar com mobilidade suficiente para vender seus saquinhos de limão pendurados em seu pescoço. O mesmo rapaz ainda carregava uma plaquinha de papelão onde estava escrito limão a jato. Ele gritava “olha o limão verdinho e levado até você freguesa! Aqui a barraca vai até

Inclusão Escolar

By |2017-12-21T10:05:42-03:00dezembro 22nd, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , , |

O tema de hoje – inclusão escolar – é muito falado, discutido e pouco compreendido.

Se eu pudesse explicar em poucas palavras o que é a inclusão, eu diria: “fazer parte de”. Fazer parte da escola, fazer parte de um grupo de amigos.

A inclusão é uma dicotomia. Todos querem ser aceitos, incluídos, compreendidos e respeitados. Poucos, no entanto, querem aceitar, incluir, compreender e respeitar. A inclusão tem a premissa de aceitar as diferenças do outro.

A escola é o primeiro ambiente social em que a criança tem contato com outros adultos e crianças, além de sua família. Um mundo cheio de maravilhas, regras, amizades, descobertas, aprendizados, medos, frustrações, fracassos, etc. Um mundo para TODOS, mas deliciosamente complicado.

Para mim, todas as crianças são de inclusão! Sem rótulo, sem distinção, apenas com diferenças! Espero que, em um futuro próximo, a sociedade entenda que todos são iguais e que são as diferenças que os tornam únicos. É preciso focar nas capacidades/habilidades das crianças com deficiência e, assim, elas criarão benefícios para a sociedade.

Parece fácil, né? Mas, infelizmente, não é! Na verdade, é muito penoso. O preconceito, a rigidez de pensamento, as crenças, o modelo educacional ultrapassado e a sociedade excludente impedem o movimento da inclusão de fato.

A maioria das escolas se diz inclusiva, mas não tem vaga para novos alunos de inclusão (obrigatório por lei), não disponibiliza a mediadora escolar (obrigatório por lei), os professores e funcionários não recebem instruções nem cursos específicos para saber como lidar com cada aluno e suas necessidades.

Para a maioria

Olá, Vida!

By |2017-12-11T08:17:27-03:00dezembro 6th, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , , , , , |

Fim de período na faculdade e eu tinha que escolher um livro que fosse mais dinâmico para ler durante o trajeto de ida para a aula. O escolhido: “Olá, Vida! – um pássaro sem asas & outras novas crônicas”, de Fernanda Pinto (isso, a dona-proprietária deste site) que me presenteou com esta linda obra.

Quando conheci a Nanda, procurei pelo seu blog e comecei a ler algumas coisas. De tão tocada e por me identificar com as palavras que lia, peguei-me com lágrimas nos olhos por diversas vezes. Acabou que, não sei por qual razão, eu parei de ler as antigas crônicas que compunham aquele espaço.

Então, eu ganhei o livro que contém algumas crônicas que participavam do antigo site e esperei para lê-lo em um momento que eu estivesse precisando “ouvir” aquelas palavras que a Fernanda escreveu.

Como todos sabem, final de período é uma droga! É prova atrás de prova, é a responsabilidade de passar para o próximo período, é a pressão de morar sozinha, a solidão que impera quando a gente quer tudo menos ficar sozinho e, ao menos no meu caso, a troca de estágio. Fiquei realmente emocionada quando fui me despedir do meu chefe (o melhor primeiro chefe que alguém pode ter) e creio que talvez tenha sido uma emoção exacerbada, pois se acumulou com essa difícil época do ano. Inclusive, o Natal. O Natal se aproxima e eu não estou lá com a minha família! Não tem uma luz de natal na minha casa, não tem uma

Rosa na Literatura

By |2017-11-07T09:23:26-03:00novembro 10th, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , , |

Esse post não é crítico, nem opinativo, é pura exposição para uma eventual apreciação de vocês, leitores.

 

Guimarães ROSA

Mineiro, nascido em 27 de junho de 1908, João Guimarães Rosa foi um dos maiores escritores do nosso País, além de diplomata, novelista, contista e médico. Famoso, entre outros motivos, por ter suas obras ambientadas no sertão brasileiro, trouxe para a nossa literatura inovações na linguagem escrita que contou com a influência do coloquialismo falado e regional. Além disso, sua escrita era repleta de vocábulos criados por ele mesmo através de invenções e intervenções sintáticas e semânticas das palavras.

Curiosamente, foi criado o livro “Dicionário João Guimarães Rosa: uma Odisseia Brasileira”. Faleceu pouco tempo depois de assumir a cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras – após diversas recusas.

É difícil listar as principais obras de Guimarães Rosa, visto a importância imensurável dele para a nossa literatura, mas cito aqui Sagarana (1946), Grande Sertão: Veredas (1956) e Estas Estórias (1969 – publicação póstuma).

 

A ROSA do povo

“A Rosa do Povo” é um dos livros de poesia mais lindos que já li. Escrito pelo modernista Carlos Drummond de Andrade (outro mineiro), a obra segue uma linha temporal que vai de 1943 até 1945. Logo, como podemos denotar, ele percorre os últimos anos da Segunda Guerra Mundial e por isso é tido como um reflexo da época sombria do mundo em que vivamos, transmitindo os sentimentos, as dores e angústias do fim desse período. Dizem os literários que, no livro, a “rosa” indica o sentimento e a

Uma terça-feira qualquer

By |2019-04-29T09:33:26-03:00outubro 19th, 2017|Categories: Reflexões|Tags: , , , |

Acordei, as 7h da manhã de uma terça-feira qualquer. Abri a janela do meu quarto , tinha um lindo sol lá fora. Então, decidi correr antes de ir trabalhar. Preparei meu café, escovei os dentes, coloquei uma roupa e , por fim os tênis. E fui fazer minha corrida matinal para manter minha silhueta em dia . Chegando em casa tomei um banho, lavei meu cabelo, me vesti, peguei a chave do meu carro, então fui trabalhar. Adorava o meu trabalho, tinha um ótimo currículo, por isso ganhava um bom salário. Terminei minha jornada e fui até um bar encontrar algumas amigas para um happy hour, bebemos, comemos um delicioso prato de petiscos, rimos até a barriga doer. Voltei para minha casa, fiz um brigadeiro de colher e fui até a sala saborear minha especialidade na cozinha e assistir um pouco de televisão antes de dormir. Foi quando comecei a sentir umas lambidas no meu rosto. Era o Simba me acordando para mlnha doce e não menos alegre realidade. Tudo tinha sido um lindo sonho. Mas, mesmo assim não fiquei triste. Inspirei senti o ar entrando pelas minhas narinas e depois expirei sentindo uma alegria por estar viva. Toquei a campanha que fica ao lado do travesseiro para alguém vir me ajudar. Pedi para abrir a janela, vi um lindo dia como havia visto no meu sonho. Me levantei e caminhei até a sala com auxilio. Tomei café, escovei os dentes e fui ao banho pelas mãos da cuidadora. Então,