Misoginia e Sexismo com pitadas de psicopatia

By |2019-04-04T18:05:45-03:00abril 10th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

Há tantos misóginos, sexistas e machistas no mundo quanto grãos de areia na praia. Há misóginos orgulhosos que estufam o peito, como por exemplo, o policial militar paulista, que durante o Carnaval e dentro da Delegacia de Polícia, diante das reclamações de foliões sobre as agressões sofridas gratuitamente, com bombas de efeito moral, jatos de gás lacrimogêneo e balas de borracha, gritou para uma reclamante –, “abaixa o dedo mulher, não aponta o dedo aqui não, eu não tenho cerimônia de quebrar a cara de mulher não”. Um policial militar, que é um servidor público e sua principal função seria à de proteger as pessoas. Nesse infeliz exemplo, temos um misógino com muito orgulho e com pitadas de psicopatia.

Também há misóginos, sexistas e machistas enrustidos, que vivem “dentro do armário”; são homens que assistem agressões como essas e não fazem nada para evitar as vias de fato. Homens que dizem: “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, “a mulher é dele, eles que se entendam”, “ele, pode não saber porque está batendo, mas ela sabe, porquê está apanhando”.

“O psicopata pode, por exemplo, achar que não há nada de errado em dizer a uma mulher ‘Eu te amo’ logo depois de bater nela. Ou dizer a alguém ‘Eu precisei dar uma surra nela para ela não sair da linha, mas ela sabe que eu a amo”, trechos do livro “Sem consciência” (2013), de Robert D. Hare, Psicólogo canadense e criador da Psychopath Checklist, Revised, PCL-R (Avaliação de Psicopatia),

Misoginia, sexismo e futebol

By |2018-07-03T11:48:25-03:00julho 3rd, 2018|Categories: Psicologia|Tags: , , , , |

Um fato social ganhou os noticiários nas últimas semanas, envolvendo torcedores brasileiros na Copa da Rússia; esses indivíduos, já devidamente identificados, protagonizaram mais um lastimável episódio de comportamento misógino e sexista que alimenta uma cultura de discriminação, baseada em gênero contra uma mulher russa e loira. Do fato: estes sexistas assediaram a mulher e de forma coercitiva a persuadiram a cantar uma “música” com letra de conotação sexual direcionada à ela e ao seu órgão sexual. Faziam isso protegidos pelo “manto da invisibilidade” idiomática, pois como ficou evidenciado, a mulher não entendia a língua portuguesa; portanto, estava clara a intenção de humilhar, ridicularizar e reforçar o estereótipo da mulher como objeto sexual. E isso, infelizmente é mais comum do que gostaríamos de aceitar e acreditar.

Émile Durkheim (1858-1917), sociólogo francês, em sua obra “As regras do Método Sociológico”, de 1895, criou o conceito “fatos sociais” para classificar os fenômenos que seriam objeto de estudo da sociologia. Para Durkheim, nós agimos a partir de três formas básicas: instinto, costumes e racionalidade. Isto é, há coisas que fazemos que são inerentes à espécie humana, como: comer, beber, dormir, andar, etc., que seriam segundo sua teoria os instintos; ações e não fatos sociais. A racionalidade como forma básica, é uma atitude pensada, planejada, mas seu sentido ou objetivo é desconhecido por outros indivíduos, em outras palavras, esse pensamento não foi externalizado, portanto, é algo subjetivo do sujeito; logo, isso também não seria um “fato social”. Restou-nos analisar os costumes, que dão uma dica de