Feminicídio e Anomia Social

By |2019-01-30T11:02:36+00:00janeiro 30th, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , |

“Um País se faz com homens e livros” Monteiro Lobato (1882-1948); eu acrescentaria a essa frase do escritor brasileiro a palavra mulheres, para uma atualização do pensamento do século passado para o atual e a comporia assim, “Um País se constrói com homens, mulheres e livros”. Resumindo essa frase em uma palavra, seria: Educação. Para todos os membros da sociedade com as mesmas oportunidades e direitos. Isto é, equidade. Entende-se equidade social, como um conjunto de práticas que tem como objetivo derrubar todas as barreiras sociais, culturais, econômicas e políticas que impliquem em exclusão ou desigualdade. Também acrescentei a palavra construção, pois me remete à um processo que é gradual no tempo e espaço, e que toma para si, homens e mulheres, a responsabilidade do fazer, e não do “País” que se faz.

Uma nação que pretende ser “Grande”, competitiva no mercado exterior, desburocratizar o sistema, tirar o país da idade média e crescer, precisa primeiro, pensar seriamente em Educação; não há na história conhecida da humanidade, desenvolvimento sem educação de seu povo, revolução industrial sem o aprimoramento de sua mão de obra, descobertas científicas em todos os campos, sem o investimento sério e pesado na capacitação dos envolvidos no processo. Uma nação para ser grande, precisa pensar grande, precisa construir seu futuro com as bases sólidas no conhecimento, na educação formal, no incentivo à pesquisa, ao desenvolvimento intelectual e moral de nossas crianças. Na construção civil nada é mais emblemático do que a máxima: conhecemos um prédio sólido por seus

Direitos das Pessoas com Necessidades Especiais

By |2018-02-19T10:18:27+00:00outubro 16th, 2017|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , |

Fui convidada para falar sobre os direitos das pessoas com deficiências. Em primeiro lugar me questionei: “como me dirigir ao público em geral e sobretudo para as pessoas que estão fora da esfera profissional da área da saúde?” Muito bem, particularmente não gosto da terminologia “pessoas com deficiências”, porque acredito que todos nós, em algum momento de nossas vidas ou em alguma medida, possuímos deficiências, déficits, limitações, etc. Eu, por exemplo, uso óculos para corrigir um déficit na minha visão para perto, as lentes dos óculos corrigem essa limitação, mas não sou considerada uma pessoa com necessidades especiais. Como reza a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência “as pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, com interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. O Decreto 3298/89, que regulamentou a Lei 7853/89, em seu art. 3o define deficiência como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano“. De fato, fica claro que o conceito de deficiência do Decreto 7853/89 baseia-se na pessoa que está fora “do padrão considerado normal para o ser humano”, e não a relação da pessoa com o meio em que está inserido.

Já a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência considera que a deficiência