O Vazio existencial e o barulho produzido por ele

By |2019-10-03T09:05:42-03:00outubro 3rd, 2019|Categories: Psicologia|Tags: , , , , , |

Arthur Schopenhauer (1788-1860), escreveu certa vez: “Da árvore do silêncio pende seu fruto, a paz.” Refletindo profundamente sobre o vazio existencial e analisando o barulho produzido por pessoas que falam sem ter nada a dizer, e numa tentativa de desenredar esse paradoxo do vazio que produz barulho, trouxe uma fábula atribuída a Esopo, nascido supostamente no século VI ou VII a.C., na Ásia Menor; pouco se sabe sobre Esopo, há até quem duvide da sua existência. Talvez, sua história seja uma fábula também. De todo modo, pensar em como se deu a produção de ideias nas quais as fábulas estão fundamentadas, como na dimensão crítica dos fenômenos sociais e suas representações, é de fato, ilustrar o homem como produto e produtor ativo que reflete a condição cultural, histórica e social em que vive.

Pensar na subjetividade humana inserida na objetividade manifesta dos comportamentos produzidos em sociedade, é um escopo (atribuição) da Psicologia Social, que tem foco nos aspectos relacionais entre os membros de um grupo social e de como se dá a transmissão de valores dentro desse grupo. Kurt Lewin (1890-1947), psicólogo alemão e pioneiro no estudo das organizações, aduziu que os padrões de comportamento são decorrentes das interações e das influências que o indivíduo estabelece com o meio em que vive, isto é, seus familiares, amigos, vizinhos, professores, chefes, orientadores espirituais, etc. E não por ter sido impedido de conviver com determinado grupo.

“Não irei me aventurar a fornecer normas, mas um exemplo na forma de fábula, na qual, entre alguns